Entrar nos correios com cartas,
envelopes, selos, e logo espantamos quem nos vê carregados daqueles papéis de
outros tempos, embrulhos e encomendas de quem ainda não renunciou ou cansou de
surpreender na caixa do correio. Esse foi, certamente, o mundo em que
crescemos, um verdadeiro e distinto universo de caligrafias, moradas ou ainda
pessoas que nos batiam à porta a confirmar endereços ou, simplesmente, a lembrança daquele
Inverno da juventude em que bateram à porta para entregar o “Psycho Candy”, dos The Jesus And
Mary Chain, numa caixa de papelão com os dizeres - contém disco!
Hoje, tudo isto nos parece ultapassado, anacrónico,
tal como se escrever postais ou cartas fosse do tempo da invenção do papiro ou
ainda da tipografia de Gutenberg. Há, inclusive, países a cancelar o envio de
cartas por falta de destinatários, enquanto estas notícias se dão como se de um
mundo novo emergisse e nos trouxesse alguma paz ou sossego. Nada disso irá acontecer,
acreditem.
A deslocação é, pois, ao edifício dos correios para enviar um conjunto de “Baloiços” a todos aqueles que aqui não habitam e que não puderam estar na apresentação desse pequeno livro de poesia no Festival Bom Colesterol. Foram muitos? Alguns. Será que os livros ainda chegarão este mês? Aguardemos de forma esperançosa que sim.
Na verdade, continuemos a escrever postais, cartas, façamos encomendas e partilhemos coisas de que nos orgulhamos e gostamos. Temos todas e mais algumas razões para continuarmos a fazê-lo e que poderíamos fazê-lo ainda mais de forma vasta e muito mais profunda. É que é sempre tão surpreendente abrir a caixa dos correios. Basta vontade!
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| Fotografia: Ester Gutsovà |
A deslocação é, pois, ao edifício dos correios para enviar um conjunto de “Baloiços” a todos aqueles que aqui não habitam e que não puderam estar na apresentação desse pequeno livro de poesia no Festival Bom Colesterol. Foram muitos? Alguns. Será que os livros ainda chegarão este mês? Aguardemos de forma esperançosa que sim.
Na verdade, continuemos a escrever postais, cartas, façamos encomendas e partilhemos coisas de que nos orgulhamos e gostamos. Temos todas e mais algumas razões para continuarmos a fazê-lo e que poderíamos fazê-lo ainda mais de forma vasta e muito mais profunda. É que é sempre tão surpreendente abrir a caixa dos correios. Basta vontade!
