A descoberta de Stéphane Hessel foi há mais de trinta anos, no Festival de
Cinema da Figueira da Foz, por culpa do documentário, "Der Diplomat",
de Antje Starost e Hans Helmut Grotjahn. Deviam ser umas cinco ou seis pessoas
no interior da sala, alguns cineclubistas e outros curiosos. À altura, fiquei
fascinado pela sua figura moral, pela sua presença e carisma, uma assombração
de um diplomata franco e genuíno.
Stéphane Hessel nasceu na Alemanha, em
1917, emigrou para França com apenas
cinco anos e naturalizou-se francês em 1937, tornando-se embaixador e
diplomata ao longo da vida, tendo pertencido à resistência francesa durante a
Segunda Guerra e onde desempenhou as funções de agente do Bureau Central et
Renseignements et d´Action, os serviços de inteligência francesa.
Regressemos, pois, ao livro “Empenhai-vos”, da Planeta Editora, que consiste numa entrevista de Gilles Vanderpooten a Stéphane Hessel e, em que este a determinada altura afirma: “Aqui a palavra “consciência ética” deve tornar-nos sensíveis ao facto de que o que fazemos hoje tem repercussões para os que vierem a seguir. É bom que que reflitctamos e que façamos os possíveis para que as gerações seguintes possam prosseguir a felicidade das suas existências.”
Trata-se dum anseio propositivo sobre o futuro das sociedades em que vivemos, uma cogitação viva sobre os direitos humanos face à condição actual do mundo. Já passaram quinze anos sobre esta edição, o livro foi editado em 2011, muito antes de uma pandemia e de uma guerra às portas da Europa e outra dentro dela, mas vale a pena pensarmos com alguém que se manifestou sempre e colocou o seu empenho na defesa da dignidade e liberdades humanas.
Regressemos, pois, ao livro “Empenhai-vos”, da Planeta Editora, que consiste numa entrevista de Gilles Vanderpooten a Stéphane Hessel e, em que este a determinada altura afirma: “Aqui a palavra “consciência ética” deve tornar-nos sensíveis ao facto de que o que fazemos hoje tem repercussões para os que vierem a seguir. É bom que que reflitctamos e que façamos os possíveis para que as gerações seguintes possam prosseguir a felicidade das suas existências.”
Trata-se dum anseio propositivo sobre o futuro das sociedades em que vivemos, uma cogitação viva sobre os direitos humanos face à condição actual do mundo. Já passaram quinze anos sobre esta edição, o livro foi editado em 2011, muito antes de uma pandemia e de uma guerra às portas da Europa e outra dentro dela, mas vale a pena pensarmos com alguém que se manifestou sempre e colocou o seu empenho na defesa da dignidade e liberdades humanas.
