quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Stéphane Hessel: Empenhai-vos!

  
       
A descoberta de Stéphane Hessel  foi há mais de trinta anos, no Festival de Cinema da Figueira da Foz, por culpa do documentário, "Der Diplomat", de Antje Starost e Hans Helmut Grotjahn. Deviam ser umas cinco ou seis pessoas no interior da sala, alguns cineclubistas e outros curiosos. À altura, fiquei fascinado pela sua figura moral, pela sua presença e carisma, uma assombração de um diplomata franco e genuíno.
      Stéphane Hessel nasceu na Alemanha, em 1917, emigrou para França com apenas  cinco anos e naturalizou-se francês em 1937, tornando-se embaixador e diplomata ao longo da vida, tendo pertencido à resistência francesa durante a Segunda Guerra e onde desempenhou as funções de agente do Bureau Central et Renseignements et d´Action, os serviços de inteligência francesa.
       Regressemos, pois, ao livro “Empenhai-vos”, da Planeta Editora, que consiste numa entrevista de Gilles Vanderpooten a Stéphane Hessel  e, em que este a determinada altura afirma:  “Aqui a palavra “consciência ética” deve tornar-nos sensíveis ao facto de que o que fazemos hoje tem repercussões para os que vierem a seguir. É bom que que reflitctamos e que façamos os possíveis para que as gerações seguintes  possam prosseguir a felicidade das suas existências.”
       Trata-se dum anseio propositivo sobre o futuro das sociedades em que vivemos, uma cogitação viva sobre os direitos humanos face à condição actual do mundo. Já passaram quinze anos sobre esta edição, o livro foi editado em 2011, muito antes de uma pandemia e de uma guerra às portas da Europa e outra dentro dela, mas vale a pena pensarmos com alguém que se manifestou sempre e colocou o  seu empenho na defesa da dignidade e liberdades humanas.

Pequeños Grandes Momentos

Viajar en tren

con la vista

en el paisage

 

 deseando

no llegar todavia

a tu lugar de destino

 

para que la felicidad

no empiece

a terminarse… 

Karmelo C. Iribaren

Pensar

    Pensar de pernas para o ar é uma grande maneira de pensar com toda a gente a pensar como toda a gente ninguém pensava nada diferente.

Manuel António Pina