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| Poster: https://www.magazine-hd.com/ |
O filme “Parece que Estou a Mais” do
realizador canadiano, Denys Arcand, autor de “Declínio do Império Americano”,
1986, e “Invasões Bárbaras”, 2003, começa com a narração de um homem idoso, que se encontra sozinho a viver num lar
moderno e onde o seu entusiasmo existencial
vai declinando a cada dia que passa com a visita a cemitérios e a perda dos
seus amigos mais próximos. Durante a sua estadia no lar, Jean Michel (Rémy Girard) dá de
caras com Suzanne (Sophie Lorain), a administradora, com quem desenvolve uma relação delicodoce
e conflitual. Pelo meio, constata a
chegada e a parada de manifestantes junto do jardim da instituição, passando a reivindicar a retirada de
uma obra de arte ofensiva às primeiras nações. Denys Arcand serve-se do humor e
da velhice para criticar implicitamente o politicamente correcto da sociedade
canadiana e ainda para ridicularizar a polarização cultural em estamos submersos.
O filme termina quando pressentimos na narração de Jean Michel uma nova coloração sentimental pois este descobre-se enamorado por Suzanne, ao mesmo tempo que esta se aproxima de uma filha desavinda e desaparecida. No fundo, a sensação de que “Parece que Estou a Mais” foi realizado para que possamos pensar naquilo que é essencial, melhor, uma reflexão pertinente de que ainda podemos recomeçar a viver mesmo que nos encontremos no Inverno da nossa vida.
O filme termina quando pressentimos na narração de Jean Michel uma nova coloração sentimental pois este descobre-se enamorado por Suzanne, ao mesmo tempo que esta se aproxima de uma filha desavinda e desaparecida. No fundo, a sensação de que “Parece que Estou a Mais” foi realizado para que possamos pensar naquilo que é essencial, melhor, uma reflexão pertinente de que ainda podemos recomeçar a viver mesmo que nos encontremos no Inverno da nossa vida.
