O João da Ponte faleceu, diz-me o
outro João. Dos amigos não apetece desconfiar do que dizem. Eu não quero
acreditar, não consigo. A notícia é triste, demasiado triste. O João é das pessoas que não devia morrer. O João
com quem eu partilhava o fim da tarde no ¾, as noites de poesia na Tascà, com
quem eu debatia cinema, política, teatro, futebol e tantas outras coisas que fazem com que a vida valha a pena. Sim, o João
gostava de discutir sobre tudo o que estava relacionado com a vida. O João
adorava viver. O João não devia morrer. E morreu.
