Ti stai sbagliando, chi hai visto non é
Douta Melancolia
"C’è la stessa malinconia e la stessa speranza" Vittorio Lega
sábado, 20 de junho de 2026
quarta-feira, 17 de junho de 2026
monólogo com Sophia.4 de Tiago Araújo
as pedras que quebram
em gritos
as gargantas de cristal
e as sombras, tristes, que camuflamos nas cores
desse ténue arco-íris - a esperança
de ressurgir neste lugar
de grutas escavadas por dedos de metal
onde se escondem os nossos olhos, dolorosos,
que emprestam claridade às escarpas de pedra
em gritos
as gargantas de cristal
e as sombras, tristes, que camuflamos nas cores
desse ténue arco-íris - a esperança
de ressurgir neste lugar
de grutas escavadas por dedos de metal
onde se escondem os nossos olhos, dolorosos,
que emprestam claridade às escarpas de pedra
pedras preciosas que embrulhamos
em sarapilheiras
lágrimas que o sal embacia
e que juramos ser a maresia que se condensa.
in diapositivos, a ilusão do movimento, Quasi Edições, 2001.
domingo, 14 de junho de 2026
terça-feira, 9 de junho de 2026
Os Bons Vi Sempre Passar
Esparsa
no mundo graves tormentos;
e, para mais m´espantar,
os maus vi sempre nadar
em mar de contentamentos.
sua ao desconcerto do mundo
Os bons vi sempre passar no mundo graves tormentos;
e, para mais m´espantar,
os maus vi sempre nadar
em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
o bem tão mal ordenado,
fui mau, mas fui castigado.
o bem tão mal ordenado,
fui mau, mas fui castigado.
Assi que, só para mim
anda o mundo concertado.
anda o mundo concertado.
Luiz Vaz de Camões
domingo, 7 de junho de 2026
quarta-feira, 3 de junho de 2026
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Catarina: A Beleza de Poder Decidir
![]() |
| Catarina e a Beleza de Matar Fascistas Teatro Micaelense - 30 e 31 de Maio Fotografia: Carlos Fernandes |
Não
é expectável ver uma sala de espectáculos tão repleta para ver
teatro, devem ter sido cerca de mil e quinhentas pessoas as que viram a peça de
teatro “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas”, de Tiago Rodrigues, neste
último fim de semana no Teatro Micaelense. Inserida na programação de PDL26, a
peça trazia consigo um volume conhecido de representações e consideráveis
recomendações apelativas da crítica e (também) da polémica nos lugares por onde
passou.
A
peça é um exercício direto sobre a liberdade de pensamento, nada ali é excluído de
ser pensado, inclusive o acto de matar e é, por isso, uma reflexão sobre a
democracia e os limites da tolerância face aos que a pretendem subverter. No
entanto, não deixa de ser um trabalho teatral de grande exigência, um gesto
inteiro de combate a quem pretende ferir a democracia no seu âmago. Há, de
facto, muitas tensões a ser resolvidas ao longo destes cento e cinquenta
minutos. Sim, é verdade, que o cenário é irrepreensível, o texto tem momentos
de grande respiração e profundidade – aquela narração pontuada pelo actor (Marco
Mendonça) com os headphones e a sua
música é marcada por um ritmo cadenciado e silabado de excelsa beleza - e, por fim, não se pode deixar de pensar nos
momentos finais, protagonizados pelo actor Romeu Costa, porventura, exagerados
para o efeito produzido. Há que reconhecer o incómodo face ao que estava a ser
dito ainda que se discorde do barulho permanente face aos doze minutos daquele discurso político. É verdade: ninguém é obrigado a ouvir aquele discurso, mas convenhamos
que se trata de um texto de pendor propagandístico e repetitivo nas suas
nuances de populismo, com o intuito de acicatar os espíritos democráticos. Teatro, portanto. Até quando?
Em
suma, é bem provável que este momento teatral perdure no tempo, sobretudo aquela clareza em que nos apercebemos que tolerar a intolerância
pode ser fatal para quem pretende defender uma
democracia indefesa, isto é, de quem procura protegê-la dos que estão sempre a encontrar brechas para a
corroer por dentro.
sábado, 30 de maio de 2026
CCRG: A Prodigiosa Transformação da Classe Operária em Estrangeiros
Documentário narrado de forma bastante pessoal e biográfica sobre a imigração na Suíça desde a segunda guerra mundial. Este objecto cinematográfico, produzido pela Suíça e Itália, encontra semelhanças com os dias de hoje e, por isso, revela o registo da dificuldade em encontrar formas de convivência pacíficas e duradouras entre nacionais e estrangeiros.
A Prodigiosa Transformação da Classe Operária em Estrangeiros foi realizado por Samir, iraquiano, também ele imigrante na Suíça desde tenra idade. Ao longo do filme podemos ver álbuns pessoais, fotografias e filmes de arquivo, pedaços de canções e animações que nos mostram a sua visão sobre a experiência migrante no país de acolhimento. Uma obra digna de reflexão, ritmo e entusiasmo.
Tiago Rodrigues no Micaelense
quarta-feira, 27 de maio de 2026
segunda-feira, 25 de maio de 2026
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