Vais-te encostar na ceia de ontem à noite
Douta Melancolia
"C’è la stessa malinconia e la stessa speranza" Vittorio Lega
domingo, 19 de abril de 2026
Da Autonomia
Celebrar os cinquenta anos da autonomia faz sentido. Mas só se houver coragem para isto: não menos festa, mais espelho. Porque a autonomia não é um altar. È uma prova diária.
João Mendes Coelho, Açoriano Oriental, 18 de Abril de 2026.
sábado, 18 de abril de 2026
A uma Amiga de Antero de Quental
Os dispersou no mundo que os não vejo...
Estendo os braços e nas trevas beijo
in Sonetos Completos, Publicações Europa-América.
Roteiro de Arquitetura Açoriana
CCRG: Um Zé Ninguém Contra a Guerra
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| Daqui: https://www.adorocinema.com/ |
Durante dois anos e meio, este professor que era coordenador dos registos de vídeo e eventos da sua escola, foi enviando imagens para David Borenstein, realizador americano a viver em Copenhaga, na Dinamarca. “Mr. Nobody contra Putin” mostra-nos o processo militar repressivo em curso – há aulas de patriotismo, revisionismo histórico e sessões de apresentação de minas e promoção das armas pelo exército e grupo Wagner – uma autocracia que perpetua a asfixia social e o défice democrático existente. Qual é o propósito desta guerra ou de qualquer guerra? Esta é, sem espinhas, a grande questão que este documentário engajado nos faz.
“Mr. Nobody contra Putin”, que passou no final do dia de ontem no Teatro Ribeiragrandense, ganhou o Óscar e o prémio Bafta para melhor Documentário. Dois galardões de peso para dois homens corajosos: David Borenstein e Pavel Talankin.
Guia de Marcha
Na verdade,
todas as nossas impressões
são feitas
de memórias
e recordações assombrosas
no eco de distâncias
perdidas.
segunda-feira, 13 de abril de 2026
Folha de Sala de Emanuel Jorge Botelho
aquelas a que agora dás entendimento;
(essa espécie de lume, ou asa de água,
que te põe aos ombros do silêncio).
sai de um regresso muito antigo
a aspa com que abres a memória,
e o teu braço, largo de tangido,
cobre de linho os nomes da terra.
e vais dizendo que o tudo só é um, e não mais nada,
porque Deus assim o quis ao dar-lhe vida,
e vais traçando a linha mais perfeita
com se urde o rumor do sobressalto.
a tua cobra nunca atira a língua
ao guarda rios,
as tuas flores têm o tempo que guarda a sua cor.
era uma vez um peixe de dar escamas.
domingo, 12 de abril de 2026
CAC: Visões da América Contemporânea
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| Fantasy Life de Matthew Shear |
Conviria, então, expressar o visionamento de "Featherweight", de Robert Kolodny, 2024, a prova de que o boxe é um desporto que vai muito além de um ringue, manifestamente povoado por personagens carismáticas e plenas de sangue na guelra e valores arreigados. Willie Pep, antigo campeão de boxe (detentor de maior número de vitórias de sempre), é-nos dado a conhecer através do actor James Madio (que belíssima interpretação!) e em que as semelhanças com o boxista são incríveis.
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| "Good One" de India Donaldson Daqui:https://www.flad.pt/outsiders |
Também "Good One", promissora primeira obra de India Donaldson, é um retrato do final da adolescência protagonizado pela jovem actriz Lily Collias, sendo que esta pretensa comédia deixa um sabor agridoce no final. Afinal, crescer é aceitar que o mundo em redor não é perfeito e é necessário saber com quem podemos contar para nos proteger...não só dos ursos. Por último, referência ainda para "Fantasy Life", do realizador Matthew Shear, uma comédia romântica que tem como epicentro um ataque de pânico de Sam Stein que, após perder o emprego enquanto assistente jurídico, tenta dar um novo impulso à sua vida tomando conta de crianças de um casal sui generis. Destas interpretações, registe-se o papel da belíssima Amanda Peet e do próprio Mattew Shear, sobretudo no que este nos faz pensar sobre a ansiedade e a forma como lidamos com ela.
sábado, 11 de abril de 2026
CAC: Cinema Independente Americano
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| Ciclo de Cinema Independente Americano 9 a 12 de Abril de 2025 Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas Aqui:https://arquipelagocentrodeartes.azores.gov.pt/ |
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Da Psicanálise
"Notei uma mudança brutal entre o falar - que teve vários efeitos na minha vida, de alguma forma até a salvou - e o escrever, que produziu um ou outro momento no qual eu fiz outras elaborações a partir do que fora contando oralmente. Na verdade, o fim de uma análise deve caminhar para a escrita, porque é uma outra forma de dar destino à experiência do invisível. Somos seres da linguagem, estamos sempre a tentar produzir alguma coisa para dar conta desse excesso que é a vida."
Entrevista de Vera Iaconeli a José Riço Direitinho, Ípsilon, Sexta-feira, 10 de Abril de 2026.





