segunda-feira, 29 de junho de 2015

Nikola Tesla à beira-mar

Permanecemos  tempo infinito,
talvez demasiado tempo às escuras,
até decifrar um coração pálido, abatido.
Um mapa com cartografia do passado,
calcorrear a linha vermelha,
o novelo da conversa, o privado,
dissertar sobre os filmes no cinema,
morder devagar a língua,
rir de menos, 
sábia guardiã a tristeza,
desviar o olhar e 
não avistar a montanha 
é que de reentrâncias de costa sabemos pouco
pois aquilo que importa,
quase nada ficámos a conhecer.