Quanto à repressão dos furtos das bicicletas e quanto à vigilância, isto é, quanto à polícia, ouçam o seguinte: esta manhã, antes de ir à Porta Portese, passei pela Piazza del Monte. Apesar de saber que, ao domingo, a praia está completamente vazia de ladrões, quis confirmá-lo pessoalmente. Efectivamente, a praça estava vazia. Apenas se via, hirto a um canto, um melancólico polícia municipal fardado. Estava com um pé apoiado no degrau de uma porta de entrada. Parecia um bêbado matinal. À janela, uma rapariga, uma rameira, conversava com ele; utilizando, com as mãos, o alfabeto figurado dos surdo-mudos e dos presos. Tive vontade de troçar dele e aproximei-me para lhe perguntar, sem mais nem menos, o seguinte:
«Bom, onde param, esta manhã, os ladrões?»
«Bom, onde param, esta manhã, os ladrões?»
