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| Catarse Natural, 2024 Homem em Catarse |
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Querida Bicicleta, não te chamarei velocípede
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| Samuel Becket Fotografia: Gisèle Freund |
Samuel Beckett, in De Bicicleta, Antologia de Textos, Relógio D´Água, 2012.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Ladrões de Bicicletas
«Bom, onde param, esta manhã, os ladrões?»
Aforismo de Karmelo C. Iribaren
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
O que permanece: memória do edifício.
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| Centro de Artes Contemporâneas Ribeira Grande Fevereiro - Dezembro, 2026 |
“Eduarda Moniz Pereira, 16 anos de idade, moro na Rua da Praia, nº36. Trabalho aqui, estou nos primeiros dias, não sei quanto ganho, porque estou aqui há três dias. Enfio tabaco, quando acabar de enfiar tabaco, vou-me sentar”, afirma uma das raparigas intervenientes no vídeo numa pausa do seu trabalho. Quase meio século depois, descobre-se agora que a senhora Eduarda é técnica auxiliar educativa numa escola da Ribeira Grande e que desconhecia a sua presença nesta memória evocativa de tão renomado edifício, em exibição na sua entrada até ao final do ano de 2026.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
domingo, 22 de fevereiro de 2026
Arte Poética III de Inês Lourenço
não existe. De há muito, as musas
ficaram desempregadas. E desvendou
alguns métodos de trabalho
à parca assistência, altivo e contemporâneo,
enquanto lá fora o mar e as altas palmeiras
resistindo ao tráfego do fim da tarde,
pouco se interessavam
pela carpintaria dos versos.
sábado, 21 de fevereiro de 2026
Lubo de Giorgio Diritti
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| Filme de Giorgio Diritti, 2024 |
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Das Relações
Nos supermercados não temos de falar com ninguém, na net não temos de relacionar com outras pessoas...É perigoso para a democracia e para a saúde mental.
David Byrne, Expresso Revista, 12 de Fevereiro de 2026.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Da Estranheza
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
Vem Lobo!
"Não é o rio que transborda, são as casas que foram sendo construídas no leito da cheia, não é o mar que se mostra bravio, são as pessoas que insistem em construir onde isso nunca deve ser feito. Não é a mata que arde, são as povoações que deixaram de estar cercadas por hortas e arvoredo mais resistentes, mas algo distantes. Enfim, gritar "Vem Lobo" não parece ser suficiente e voltar a estudar Geografia devia ser mais que obrigatório. "
sábado, 14 de fevereiro de 2026
A Incrível História do Carteiro Cheval
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| Imagem daqui: https://www.cinemacity.pt/ Filme de Nils Tavernier, 2018 |
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Stéphane Hessel: Empenhai-vos!
Trata-se dum anseio propositivo sobre o futuro das sociedades em que vivemos, uma cogitação viva sobre os direitos humanos face à condição actual do mundo. Já passaram quinze anos sobre esta edição, o livro foi editado em 2011, muito antes de uma pandemia e de uma guerra às portas da Europa e outra dentro dela, mas vale a pena pensarmos com alguém que se manifestou sempre e colocou o seu empenho na defesa da dignidade e liberdades humanas.
Pequeños Grandes Momentos
Viajar en tren
con la vista
en el paisage
deseando
no llegar todavia
a tu lugar de destino
para que la felicidad
no empiece
a terminarse…
Karmelo C. Iribaren
Pensar
Pensar de pernas para o ar é uma grande maneira de pensar com toda a gente a pensar como toda a gente ninguém pensava nada diferente.
Manuel António Pina
domingo, 8 de fevereiro de 2026
sábado, 7 de fevereiro de 2026
Parece que Estou a Mais de Denys Arcand
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| Poster: https://www.magazine-hd.com/ |
O filme termina quando pressentimos na narração de Jean Michel uma nova coloração sentimental pois este descobre-se enamorado por Suzanne, ao mesmo tempo que esta se aproxima de uma filha desavinda e desaparecida. No fundo, a sensação de que “Parece que Estou a Mais” foi realizado para que possamos pensar naquilo que é essencial, melhor, uma reflexão pertinente de que ainda podemos recomeçar a viver mesmo que nos encontremos no Inverno das nossas vidas.
Melancolia
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Jan Johansson: Da Tradição à Pipi das Meias Altas
Num fim de tarde destas últimas festas
natalícias passadas no continente português, época propensa à revisitação dos
lares e demais reuniões afectivas, dou de caras com um jovem músico, filho de
velhos amigos de juventude, constatando que este vive agora na Suécia,
residindo e trabalhando neste país escandinavo há já algum tempo, tendo, inclusive, constituído prole com cônjuge originária. Enquanto ele preparava os acordes de
guitarra para se juntar a outros músicos, assinalo de raspão o nome do músico
sueco Jan Johansson, mostrando algum conhecimento sobre o mesmo. Eis,
então, que ele solta as primeiras notas de “Visa Från Utanmyra”, tema
tradicional na versão de tão aclamado e malogrado pianista, vítima de acidente
de aviação quando tinha apenas 37 anos idade, perto de Sollentuna, aquando de
uma reunião com outros músicos no percurso da viagem a um concerto em
Jönköping. Subitamente, um conjunto de memórias assaltam-me, impondo-se naquele
instante um ambiente melancólico e nostálgico.
Recue-se, assim, a 2009, aquando de uma visita estival a Vrå, na região de Halland, Suécia, ao reencontro de um navegador solitário, primeiro “cliente” da marina da minha cidade natal – D.S. Numa dessas noites brancas e, sem ter apercebido da relevância do momento, este presenteou o serão com a audição do álbum “Jazz på Svenska”, conjunto de músicas tradicionais daquele país tocadas ao piano e contrabaixo em jazz modal. Só muito tempo depois, se dá o conhecimento que este é o disco sueco mais difundido e vendido até aos nossos dias. Entretanto, outra descoberta, Jan Johansson realizou também a música para o filme “Pippi Långstrump (“Pipi das Meias Altas”), com letras da autora e criadora da personagem, Astrid Lindgren. Tudo normal até aqui, e, por isso, apenas referir que “Pipi das Meias Altas” é, certamente, uma das recordações cinematográficas mais intensas e bem-dispostas das matinés de cinema daqueles verões à beira-mar carregados de nortada.













