Questa stanza non ha più pareti
quarta-feira, 3 de junho de 2026
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Catarina: A Beleza de Poder Decidir
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| Catarina e a Beleza de Matar Fascistas Teatro Micaelense - 30 e 31 de Maio Fotografia: Carlos Fernandes |
sábado, 30 de maio de 2026
CCRG: A Prodigiosa Transformação da Classe Operária em Estrangeiros
Tiago Rodrigues no Micaelense
quarta-feira, 27 de maio de 2026
segunda-feira, 25 de maio de 2026
De Pequenos Troféus...
"Ela gozou de toda uma infância em proximidade íntima com o mar. Com ele aprendeu a resistência, a nostalgia da lonjura a alcançar. Nadava com braçadas desenvoltas que suprimiam a distância entre ela e o pai. Frequentemente se desafiavam, quer em distâncias longas, quer em curtas, conforme se tratasse de um exercício de tenacidade ou rapidez. Ela ganhava-lhe aos pontos neste e naquele debatia-se inutilmente, ficando para trás. Em caso de vitória, eivava-a uma excitação viva que a deixava prostrada na areia, incompleta e insegura quanto àquele terror. Em casa, ele batia-lhe e ela revelava-lhe a impotência da rapidez. Ao mesmo tempo, amedrontava-se com o demónio da vitória. Inútil vencer e, sabê-lo, era instituir-se por dentro das coisas revirando-as do avesso, surpreendendo-lhes a vacuidade."
Ana Paula Inácio in Putas - Novo Conto Português e Brasileiro, Quasi Edições, 2003
domingo, 24 de maio de 2026
Banzo: Trágica Nostalgia!
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| Banzo na RTP2 |
sábado, 23 de maio de 2026
O Boémio de Petr Vaclav
Do Ecoponto Azul
João Mendes Coelho, in Açoriano Oriental, dia 23 de Maio de 2026.
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Aos Biógrafos de Miguel Manso
sem ir a Budapeste
há que escrever Chico Buarque
sem ir ao Chico Buarque
quinta-feira, 21 de maio de 2026
A Chegada de Baloiço à Caixa do Correio
Um objeto literário desta natureza só estará completo quando cada leitor/observador decidir abraçá-lo e contar o que consumou de experienciar…nem que seja apenas pelo toque ou contacto e, mesmo assim, expressá-lo por via da fotografia.
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Postal para Gdansk
uma saída para omissa Primavera
nenhum aviso legado ou transmissão
quedou a dúvida a sombra hesitação
permanece a tocha flamejante
escasseiam folhas flores frutos
jacarandás coloridos
as mãos sedentas de alento
à distante viajante
Carlos Santos, in "Abrolhos", Sálvia Editora, 2026
terça-feira, 19 de maio de 2026
Escola: Henri Matisse Sobre a Mesa
A escola é um local onde a criatividade, por vezes, ocorre. Jorra. Nem só de rotinas, horários e programas é composto um ano letivo. Por vezes, é factual e, quanto menos se espera, a criação pode surtir no mais rígido dos contextos, dar lugar à invenção e a beleza pode acontecer, soltando-se a imaginação que, como todos sabemos, não tem fim.
A constatação é real: há alguns alunos que secretamente desenham durante o decorrer das aulas! Há também estudantes que fora do espaço escolar cantam, escrevem poesia, compõe música e fazem pequenos filmes ou animações. A dificuldade é encontrar o momento/sítio certo onde possamos juntar, enquadrar a sua forma de exprimir, admitir essa possibilidade de que possam um dia viver do gesto de traçar, criar, imaginar o seu próprio destino. Há, sem dúvida, uma necessidade por colmatar, a abertura de uma área específica para que a expressão artística possa suceder, vivenciar e partilhar.
Entretanto, a aula tinha, assim, terminado e o retrato de Henri Matisse, desenho feito durante a aula, foi pousado, deixado em cima da mesa, oferecido por quem o desenhou àquele professor. E logo o desenho de Henri Matisse, o pintor que afiançava que os artistas deviam possuir um eterno olhar infantil, a curiosidade e inocência de uma criança, como se tudo na vida pudesse ser visto e apreciado como se fosse sempre pela primeira vez.
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Maio
domingo, 17 de maio de 2026
Da Liberdade
João Mendes Coelho, in Maria Fora-da-Caixa, Açoriano Oriental, 16 de Maio de 2026.
sábado, 16 de maio de 2026
Diamantes: Juntas, Venceremos!
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Hiperpolítica: e é só inquietação?
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| Capa do Ípsilon, dia 15 de Maio de 2026 |
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Turismo: Até onde vai o Acelerador?
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| Fotografia: Tânia Santos |
Ao mesmo tempo que, passado todos estes vários indicadores de velocidade, há quem olhe pelo vídeo do retrovisor e assista ao espectáculo das reacções. Revoltam-se as pedras e seixos, abandonam-se objetos físicos e as ruínas instalam-se. Urge encontrar significado para o edificado abandonado. Será ainda possível? Imóveis que hodiernamente passam a inutilizados, relegados para segundo plano, desprezados. Desfeitos do seu ímpeto inicial ou traço original, aguardam restauro ou nova funcionalidade. Nessa volúpia ou promessa de dias vindouros, abandona-se o gesto primevo, surgem ao nosso olhar com um lastro irreparável na paisagem e resquícios do que poderia ter sido.
O que sobra, então, desse acelerador que asseverava ser democrático e dourado? Ambos, passado e futuro, não se encontraram nessa restituição, não há recuo possível, só nuvens que se dissipam no ar. Sobejam, portanto, ruínas, o descarado desleixe, numa arquitectura de escombros e destroços. Ninguém já devolverá a paisagem em frações, nem guardaremos a emoção que resta dessa visão desoladora. Apenas o desgosto, também ele acelerado, condizendo com o tempo!
O turismo é hoje (apenas!) presente e futuro, a galinha dos ovos de ouro, maná, não quer saber do passado. Monocultura dourada, super estimulada, promovida até à exaustão. Ouvimos todos os dias falar desse futuro carregado de milhões de euros em investimentos em hotéis, empreendimentos ou bungalows à beira mar, promessas de centenas de empregos no turismo e aumento aos magotes no número de casas disponíveis para o alojamento local. Nenhum travão se afigura, obstáculo que seja. O choque já não se dá porque o futuro venceu, impõe-se, tal é a pífia ultrapassagem rumo ao abismo.
Acredite-se, assim, que desacelerar é preciso ou, então, seremos apenas resíduos, fragmentos, estilhaços, dessa aceleração!
quarta-feira, 13 de maio de 2026
FUSO INSULAR: Até domingo no CAC!
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| Hoje, quarta-feira, no CAC 14h00-17h00 na Blackbox Entrada Livre |
terça-feira, 12 de maio de 2026
segunda-feira, 11 de maio de 2026
A partir de Amanhã no Arquipélago - CAC
domingo, 10 de maio de 2026
Os Vinis de Maio que Abril nos faz Tocar
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| Fotografia: Tânia Santos |
Crescemos, portanto, com a ideia de que a revolução do 25 de Abril foi um acontecimento militar realizado lá para os lados de Lisboa, isto é, lá bem longe ou então em terras do Ultramar. Crescer no litoral teve a vantagem do Verão ser ocupado por idas à praia e passeios à beira-mar. A adolescência iniciava-nos também nas audições de músicas revolucionárias ou a ousadia na realização de programas musicais com o aparecimento dos rádios piratas, um pouco mais tarde, as rádios locais. Daí vir de imediato à memoria, pois claro, aquele radialista e a sua obsessão pelos objetos musicais em forma de vinil. Este possuía mais discos do que todos nós juntos. Sabia poupar, dizia-nos, e tinha também rasgo e sentido de oportunidade. Disse-nos que chegou a esvaziar discotecas em liquidação total. Relembre-se, pois, o seu fascínio pela chegada dos CD´s e da gravação digital bem como o desfazer de forma rápida e, algo precipitada, da sua enorme e diversificada colecção de vinis. Alguns de nós, devemos-lhe, por isso, a aquisição de um momento para o outro, a preços módicos, dos discos do José Mário Branco, José Afonso, Luís Cília, Sérgio Godinho, Adriano Correia de Oliveira, Fausto, Né Ladeiras, entre tantos outros.
sábado, 9 de maio de 2026
Rua Manuel António Pina
como quem pede licença ao mundo
para o nomear. Óculos pousados na face
(um gato
guardado no bolso) tive-o
algumas tardes regressado do Li-Jin
de onde trazia take-way
(e haikai)
para jantar. Escolhia a minha mesa para
um rápido café e
eu ficava absorto (nem dava pela minha falta)
ouvindo-o sobre o real (o seu
real
imaginado). O relógio dava as horas
(de rigueur ia tirando)
chamavam artéria à rua onde a tarde nos juntava
na verdade era uma veia se
o trânsito era
todo para cá. Não o fui ver ao hospital. Talvez
o quisesse ter para sempre
nesta alegria. Às vezes sei ser
tão cobarde.
quinta-feira, 7 de maio de 2026
Idanha-a-Nova: Foi há 20 anos!
Ali ficavam também Monsanto, Medelim, Ladoeiro, Rosmaninhal ou Penha Garcia, que visitava pelo seu sossego, panorama e silêncio, naquela minha vontade de tornar excessivo aquele momento, permitir-me à força da contemplação e ao brilho das suas imagens. A memória, agora, chega por via da revista Adufe, vasculhando algumas passagens e capas, escritos de nomes de árvores, pássaros, os adufes guardados, ou textos coligidos em cadernos antigos, parágrafos soltos que emergem à superfície, ansiosos por inquietar.
terça-feira, 5 de maio de 2026
Avenida Marginal: Domingo de Santo
Aprende-se com o avô a chorar antecipadamente a possibilidade da última vez neste lugar de circunstância - bem se recordam as lajes de pedra dessa escadaria da igreja de São José, pai do dito e residência alternada por que o Santos e alberga por uma das noites de festa, a única do ano para ele. Chorava sempre Rolando pela oportunidade de se pronunciar em contradição silenciosa postura que mantinha ao efectivo justificativo de ali estarem juntos para lembrar que, com mais ou menos rigor previsionista, aquela seria a sua última crepuscular vez do lado dos que jogam na selecção dos vivos.
Fumo de João Habitualmente
perco o rumo
Olhas-me:
fico cego
Prendes-me:
sou algema
Ardes-me:
já sou fumo
in Poemas em Peças, Quase Dito#3, Fevereiro de 2014.
segunda-feira, 4 de maio de 2026
sábado, 2 de maio de 2026
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Maio: Retrospectiva do Fuso Insular
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| Dias 12 a17 de Maio de 2026 Blackbox Arquipélago - CAC Aqui:https://arquipelagocentrodeartes.azores.gov.pt/ pt/programacao/fuso-insular-5/ |
terça-feira, 28 de abril de 2026
Namorados de Sarajevo de Rui Duarte Rodrigues
e as nossas memórias - disse à reportagem
uma velha habitante de Sarajevo.
Referia-se ao castanheiro centenário
no parque central da cidade.
Lembrou que à sua sombra costumava reunir-se
namorados e guitarras.
Mas foi um Inverno longo e violento,
sob cerco - o de mil novecentos e noventa e três,
e o velho castanheiro também teve de ser
abatido
para aquecer as pessoas.
Arderam os corações e as memórias
dos namorados de Sarajevo.
segunda-feira, 27 de abril de 2026
domingo, 26 de abril de 2026
Do Que Não Volta Mais de Luís A. Fernandes
sábado, 25 de abril de 2026
Resistência de Jonathan Jakubowicz
Pós-Modernismo de Lígia Reyes
era o mais próximo que havia encontrado
sobre a juventude.
A sua descrença no amor,
era o mais próximo que havia encontrado
sobre a sociedade tecnológica.
A sua descrença era tão-só
a mais lógica perspicácia
para me fazer sua.
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Um Livreiro no Dia Mundial do Livro
in Urzes de Manuel Hermínio Monteiro, Livros Independente, 2004.
quarta-feira, 22 de abril de 2026
Ao Entardecer de K. P. Kaváfis
mo ensina. Ainda assim, que apressado foi
o Destino ao chegar-lhe e pôr-lhe fim.
Foi breve a vida bela.
Mas que fortes eram os perfumes,
que esplêndida a cama onde nos deitámos
a que prazer entregámos nossos corpos.
Um eco dos dias do prazer
um eco dos dias veio ter comigo,
algo do ardor da juventude de nós dois:
as minhas mãos voltaram a pegar na carta,
li e reli até não sobrar luz.
E melancólico saí para a varanda ---
para mudar de ideias, para ver ao menos
um pouco da cidade amada,
um pouco do movimento das ruas e das lojas.
terça-feira, 21 de abril de 2026
100 Dicas de Autoajuda de Lígia Reyes
deixar de comer fast-food, inventar
um corpo novo: deixar de ter medo.
Uma boneca não poderia ser mais perfeita,
para que se possa brincar com ela:
um objeto de afeto desmesurado
sem animus, pronta para ir atrás
de um conjunto de ideias vagas -
Ainda crê que é possível salvá-la
de uma qualquer ideologia não permitida
aos sonhos de um criador, uma importância
fatídica no sistema amoroso, engrenagem
racional, infratemporal, partida
onde não existe a possibilidade
de consertar pequenos deuses
de uma ideia de felicidade.
in O Êxodo das Sementes de Estrela, Os Livros de Oeiras, 2025
Plano de Vida de Luis A. Fernandes
fazer planos resoluções ter objetivos
projetos programar a vida
deviam dizer-nos para planear
apenas as coisas simples
quantas colheres no café no leite
quanto tempo o pão na torradeira
qual a faca certa para barrar a manteiga
no máximo lembrar de colocar o alarme
para regar as plantas tomar a pílula
acordar ligar aos avós tudo coisas
que nos esquecemos de fazer
mais do que gostamos de admitir
deviam dizer-nos sobretudo
para não pensarmos nas coisas grandes
em tudo o que devia importar
não vale a pena
o mundo tem um jeito irónico
de se planear sozinho
segunda-feira, 20 de abril de 2026
CAC: Espaço com Tempo Dilatado
Preocupados com mil afazeres relacionados com a sobrevivência, a verdade é que sobra muito pouco tempo para o prazer da discussão, alienados e absorvidos nos transportes e demais burocracia, quase não tomamos posição na hierarquia do que é realmente relevante. Para que serve, então, a cultura senão para pensarmos o nosso lugar nela?
No passado sábado, dia 18 de abril, foi uma tarde com o tempo dilatado dentro do Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas. Num primeiro momento, assistimos à peça “O dia em que decidi encenar o Principezinho”, de Mário Coelho, às 16h00, na blackbox, em colaboração com Ponta Delgada 2026 – Capital Portuguesa da Cultura. Um desafio ao espectador para poder olhar a diferença e acreditar que é possível continuar a ver o mundo de diferentes perspectivas e, por isso, devemos fazer o esforço por cativar, isto é, criar laços que possam durar no tempo. De seguida, deu-se a apresentação do “Roteiro de Arquitetura dos Açores: um itinerário crítico” (Vol. II e III), numa cuidada e organizada súmula coordenada por Flávia Almeida, sendo esta incentivada pelo jornal Açoriano Oriental. A obra envolve os anos de 2023 e 2024, obtendo a participação de diversos arquitectos e demais autores que contribuíram com textos, dissertações e fotografias das obras em questão.
domingo, 19 de abril de 2026
Da Autonomia
Celebrar os cinquenta anos da autonomia faz sentido. Mas só se houver coragem para isto: não menos festa, mais espelho. Porque a autonomia não é um altar. É uma prova diária.
João Mendes Coelho, Açoriano Oriental, 18 de Abril de 2026.
sábado, 18 de abril de 2026
A uma Amiga de Antero de Quental
Os dispersou no mundo que os não vejo...
Estendo os braços e nas trevas beijo
in Sonetos Completos, Publicações Europa-América.
Roteiro de Arquitetura Açoriana
CCRG: Um Zé Ninguém Contra a Guerra
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| Daqui: https://www.adorocinema.com/ |
Durante dois anos e meio, este professor que era coordenador dos registos de vídeo e eventos da sua escola, foi enviando imagens para David Borenstein, realizador americano a viver em Copenhaga, na Dinamarca. “Mr. Nobody contra Putin” mostra-nos o processo militar repressivo em curso – há aulas de patriotismo, revisionismo histórico e sessões de apresentação de minas e promoção das armas pelo exército e grupo Wagner – uma autocracia que perpetua a asfixia social e o défice democrático existente. Qual é o propósito desta guerra ou de qualquer guerra? Esta é, sem espinhas, a grande questão que este documentário engajado nos faz.
“Mr. Nobody contra Putin”, que passou no final do dia de ontem no Teatro Ribeiragrandense, ganhou o Óscar e o prémio Bafta para melhor Documentário. Dois galardões de peso para dois homens corajosos: David Borenstein e Pavel Talankin.
Guia de Marcha
Na verdade,
todas as nossas impressões
são feitas
de memórias
e recordações assombrosas
no eco de distâncias
perdidas.
segunda-feira, 13 de abril de 2026
Folha de Sala de Emanuel Jorge Botelho
aquelas a que agora dás entendimento;
(essa espécie de lume, ou asa de água,
que te põe aos ombros do silêncio).
sai de um regresso muito antigo
a aspa com que abres a memória,
e o teu braço, largo de tangido,
cobre de linho os nomes da terra.
e vais dizendo que o tudo só é um, e não mais nada,
porque Deus assim o quis ao dar-lhe vida,
e vais traçando a linha mais perfeita
com se urde o rumor do sobressalto.
a tua cobra nunca atira a língua
ao guarda rios,
as tuas flores têm o tempo que guarda a sua cor.
era uma vez um peixe de dar escamas.
domingo, 12 de abril de 2026
CAC: Visões da América Contemporânea
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| Fantasy Life de Matthew Shear |
Conviria, então, expressar o visionamento de "Featherweight", de Robert Kolodny, 2024, a prova de que o boxe é um desporto que vai muito além de um ringue, manifestamente povoado por personagens carismáticas e plenas de sangue na guelra e valores arreigados. Willie Pep, antigo campeão de boxe (detentor de maior número de vitórias de sempre), é-nos dado a conhecer através do actor James Madio (que belíssima interpretação!) e em que as semelhanças com o boxista são incríveis.
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| "Good One" de India Donaldson Daqui:https://www.flad.pt/outsiders |
Também "Good One", promissora primeira obra de India Donaldson, é um retrato do final da adolescência protagonizado pela jovem actriz Lily Collias, sendo que esta pretensa comédia deixa um sabor agridoce no final. Afinal, crescer é aceitar que o mundo em redor não é perfeito e é necessário saber com quem podemos contar para nos proteger...não só dos ursos. Por último, referência ainda para "Fantasy Life", do realizador Matthew Shear, uma comédia romântica que tem como epicentro um ataque de pânico de Sam Stein que, após perder o emprego enquanto assistente jurídico, tenta dar um novo impulso à sua vida tomando conta de crianças de um casal sui generis. Destas interpretações, registe-se o papel da belíssima Amanda Peet e do próprio Mattew Shear, sobretudo no que este nos faz pensar sobre a ansiedade e a forma como lidamos com ela.
sábado, 11 de abril de 2026
CAC: Cinema Independente Americano
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| Ciclo de Cinema Independente Americano 9 a 12 de Abril de 2025 Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas Aqui:https://arquipelagocentrodeartes.azores.gov.pt/ |












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