terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Revista Atlântida
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Vitorino Nemésio: 36 anos depois!
sábado, 22 de fevereiro de 2014
A NAIFA em São Miguel
A NAIFA dá hoje um concerto único
no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada. O arquipélago tem nove ilhas. E nas outras
digressões houve concerto no Teatro Faialense, Ilha do Faial. Sempre com sala
cheia, muita entrega e um envolvimento raro e contagioso. Triste país em que
todos os dias tudo começa e em que nada, mesmo nada, se inscreve no corpo
colectivo e já não consegue recordar a estes servidores da causa pública que
antes deles outras pessoas fizeram coisas, sonharam com um país diferente e,
mal ou bem, realizaram coisas que podem ou deviam ter continuidade. A verdade é
que eles passam e os poetas e os músicos ficam, perdurarão no tempo. Valha-nos isso e...os auscultadores! Deusa Art Deco
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Uma Missiva Citadina de Janeiro Alves!
Espero que esta carta o encontre favorecido nas suas faculdades mentais e na boa forma física, já que ambas são o antídoto para este marasmo social a que nos submeteram. E desejo que a força construtiva e criadora do século XXI encontre em si um fiel entusiasta, para gáudio dos que o rodeiam, e para preservação do nosso património futurista.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Carlos Paredes: Dez anos depois!
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Nuvem Nómada
Por onde anda a nuvem nómada? Da janela é fácil avistar o halo da hélice em aflição e neste atlântico veio o espraiar da largueza deste olhar que consente a lonjura e a desmesura deste oceano. Este movente pássaro transporta um ser a levitar de uma ilha a outra e é como se remetesse um dolente fardo, um aéreo corpo em fuga, magoado, estendido, confinado à sua existência de assento e de passageiro em trânsito. Um cagarro apavorado e à deriva. Atento unicamente à luz e ao seu arco proveniente da janela onde o carregado da cor do mar e do celeste céu é suficiente para afinar as agulhas da melancolia encoberta. Sem horas de sono, a imaginação tende a derreter e a discorrer sobre os minutos, os segundos, o tempo veloz e o ar rarefeito, contraído, para daqui a pouco regressar ao horizontal leito em dormência acelerada. Desligar o lastro de fogo e lume dessa boémia estada, ainda que ilustrada, é agora caminho lento que se percorre até aos motivos de um promissor presente. No fim da viagem é na curva descrição da asa, em plena queda, que se instala a ambicionada fadiga e daqui de cima se abraça a aproximação à pista deslocando por momentos o devaneio de um quarto ao fundo, um lugar interior para repousar a cabeça e poisar o ombro, enfim pernoitar. Beneficiar por instantes do ampliado desenho na aterragem é já um contentamento atmosférico. Já não adianta conjecturar ilusões sobre o fundo do mar ou fantasiar com os barcos a afastarem-se ao longe. De súbito, estrear no vidro o toque da nómada nuvem a conflituar com o vento na descida. Medo. E já nem a advertência do sonho chega com a queda de água oriunda desse céu coberto de nuvens negras, por sinal sedentárias, que obrigam a acordar. A despedida da nuvem nómada.
Invocações
os naufrágios nas gavetas
tomam o ritmo dos dias
na neblina de seu seio
a nudez e a luz
confundem-se nas camadas
do agnosticismo natural das coisas
(deus não é eterno
a distância
feitas da prata e dos teus ossos
numa escura condensação
de ecos
e silêncios
germina-se ou derrama-se
conforme o sangue
ou as lágrimas
quando se adia o silêncio ofegante
das consequências
invocamos casas
melodiosamente desconhecidas
nas esquinas
quando surgem teus olhos
tua voz
inteiros concretos palpáveis
e juntos rompemos as palavras
das extensas narrativas do tempo
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Fazendo nº89
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Douta Inquietude
douta inquietação a rasgar
as virtudes do vento e do azul
as linhas do céu plangente
cartas por escrever com destino certo
ruidosos dias estilhaçados
de tudo o que se tem para dizer
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Deviam ser rosas ou talvez vinho
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Douta Melancolia
douta melancolia a resistir
das virtudes do vento e do azul
as linhas do céu plangente
cartas escritas sem destinatário
silenciosos dias amortalhados
de tudo o que não se é capaz de dizer.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Canção para Paula e o Farol
na terra prometida o esfumar
desolação, ventos consentidos,
deram por termo à travessia
lava e laços derretidos
comum paisagem elidida.
incansável vaivém nocturno
retomar de insular deriva
marés e moinhos agitados
apagam rosto do vulcão
o seco cerúleo das hortênsias
destino de funesta invernia.
De Cara a la Pared
oiço ainda os corpos a vincar a noite,
um campo minado de corações tristes
explodindo o rosto na parede.
muitas músicas depois
quando as paredes eram já outras
e nas caras se perdiam novos nomes
e a culpa de a ter levado
a um coração onde as canções
morreriam de frio.
Renata Correia Botelho [in small song, Averno, 2010]
As Charlas Quotidianas do Doutor Mara na Travessa dos Artistas
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Trazer o Exílio no Semblante
| Ilustração de Pedro Valim |







