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terça-feira, 5 de junho de 2018

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Da Voz das Cigarras e do Estio

Selah Sue 
    O Verão de calendário ainda não entrou mas há canções que já  tocam no interior da felicidade secreta dos dias largos. É esse o caminho mais estreito do intersticial porto por onde entram os barcos mais afoitos desta maré que queremos alta e tardia.Ao mesmo tempo que se pode simular um concerto caseiro, com os frutos frescos sobre a mesa da cozinha e aquela voz que nos acompanha na preparação feliz de refeições. É, sem dúvida, um pequeno abrigo este cântico sincero e singelo que abrange todo o universo dos momentos fugazes e das coisas simples, como se estivessem os dias inteiros à procura destes pequenos aconchegos no recôndito das casas e dos quartos. E, por isso, sabe tão bem que apetece ficar aqui e ali com os braços pousados sobre a mesa, deitar por terra os corações cansados e rendidos, perante tão bonita comoção e timbre. Ela chama-se Selah Sue e é de origem belga. O verão chegará e nada melhor do que antes ouvir "Summertime", ainda que tenhamos a certeza que o sonho adolescente tenha um bilhete de volta.   

domingo, 11 de janeiro de 2015

O Núcleo da Claridade

        "Numa manhã de Março de 2010, voltei à casa de Queluz, onde Ruy Belo vivera. Aí se encontram actualmente os versos escritos por sua mão e muitos outros papéis, livros, documentos, objectos, ou as fotografias em que se encontra retratado. Elementos em que fora deixada a sua marca indelével. Tencionava voltar a fotografar a casa, na continuidade de Ruy Belo - Coisas de Silêncio, agora dez anos volvidos sobre a publicação desse livro. A casa mantém-se nos seus aspectos essenciais, tal como eu a encontrara dez anos antes, mas tomava agora consciência que não fazia para mim sentido voltar a fotografar esse espaço. A sua escrita, os seus poemas, abriam-me outras linhas de pensamento:"

Duarte Belo

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

«Trinta e quatro sonetos e trezentas e cinco redondilhas» de João Paulo Esteves da Silva


Edição da Douda Correria, 2014
                                                                 Dos sonetos:

                                   (...) Se chove muito na calçada, acorda
a sensação de que o país está morto
e que o trabalho acaba, e só o desporto
o fingimento, o jogo, inspira a horda.”

Das redondilhas:

(...) Chovem optimismos
e as coisas ternas,
voluntariosas,
cheias de genica
enchem-se de orgulho
enquanto não chega
a próxima nuvem
a qual tarde ou cedo
acaba por vir
despertar a sombra.”

sábado, 22 de fevereiro de 2014

A NAIFA em São Miguel

    A NAIFA dá hoje um concerto único no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada. O arquipélago tem nove ilhas. E nas outras digressões  houve concerto no Teatro Faialense, Ilha do Faial. Sempre com sala cheia, muita entrega e um envolvimento raro e contagioso. Triste país em que todos os dias tudo começa e em que nada, mesmo nada, se inscreve no corpo colectivo e já não consegue recordar a estes servidores da causa pública que antes deles outras pessoas fizeram coisas, sonharam com um país diferente e, mal ou bem, realizaram coisas que podem ou deviam ter continuidade. A verdade é que eles passam e os poetas e os músicos ficam, perdurarão no tempo. Valha-nos isso e...os auscultadores!  

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Trinta anos depois...

        Há trinta anos foi publicado o livro “Arquitectura nos Açores: subsídios para o seu estudo” do investigador e coleccionador  terceirense  Francisco Ernesto de Oliveira Martins. Muita coisa mudou em três décadas...este inventário ajuda-nos muito a perceber o que está à nossa volta.  

quinta-feira, 20 de junho de 2013

"As Ilhas Desconhecidas" com fotografia.

As Ilhas Desconhecidas(1926)

O livro de Raul Brandão é um monumento, uma ode amorosa ao arquipélago açoriano e não só. Jorge Barros, fotógrafo, aproveitou-se do que está lá escrito para fotografar, com técnica e espanto, as ilhas que o escritor "pintou". Com a máquina fotográfica feita verbo, olhar e conhecimento de um profundo viajante. A descrição que Raul Brandão faz das ilhas açorianas assusta, impressiona e ilustra como ninguém o deslumbramento destas ilhas atlânticas. Um livro  que deixou lastro, divagação e utopia.  Hoje, pelas 18 horas, no Palácio dos Capitães Generais, a fotografia e a palavra, lado a lado, para ler, ver e sentir.  

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Edição de Em Maio Florimos Melancolia, letras e desenhos d´Angra Líquida



“Em Maio florimos Melancolia letras e desenhos d´Angra Líquida” é o título de uma colectânea de poesia a ser editada dia 18 de Maio, sábado, pelas 21h30 pelo colectivo de poetas da Casa do Sal. Num período em que os poetas fazem edições de livros entre cento e cinquenta e trezentos exemplares, a Casa do Sal / Oficina d´Angra reúne trabalhos de poetas a residir em Angra do Heroísmo e dá-los a conhecer ao público leitor. O lançamento desta colectânea coincide com a apresentação do número 85 do Boletim Cultural Fazendo dedicado à Ilha Terceira e que assim se dá a conhecer aos seus leitores terceirenses. Por esse motivo foram pedidos três poemas a Tiago Rodrigues, Luís Silva, Luísa Ribeiro, Sónia Bettencourt, Fernando Nunes, Paulo Serrão, Hernâni Candeias, Bianca Mendes, seis florilégios a Ana Paula Inácio e uma canção ilustrada a Paulo Branco. Os desenhos de Inês Ribeiro e Phillipa Cardoso ilustram esta edição de cinquenta exemplares, todos numerados e com carimbo da Casa de Sal/ Oficina d´Angra.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Atlântida


Atlântida-Revista de Cultura

    A Atlântida é uma revista anual que é publicada pelo IAC (Instituto Açoriano de Cultura) e com uma tiragem de mil exemplares e 220 páginas. Com uma fotografia de Mário Pereira da Silva na apresentação da revista, está já disponível ao público a edição de 2012, vol. LVII, com o preço de capa de vinte euros. A direcção da revista pertence a Paulo Raimundo, sendo o grafismo e a paginação da autoria de Angelina Caixeiro e José Augusto Guerra. Nas páginas iniciais da revista, que é organizada segundo quatro secções temáticas, a secção “Estudos e criação artística” abre com uma colecção de fotografias de Mário Pereira da Silva referente ao sismo de 1 de Janeiro de 1980, imagens da tragédia que que se abateu sobre a Ilha Terceira nessa altura. Segue-se o exemplo de Fernando Lanhas, nome maior e singular da história da arte portuguesa do século XX. O poeta terceirense, Vasco Pereira da Costa, é a figura de destaque da secção “Estudos e Criação Literária" bem como “A Minha Descoberta literária - Açorianidade” por J. Crys Crystello. Há também muitas páginas para as Ciências Humanas: “Índices do Cartório de Mitra de Angra”, por Filipe Pinheiro de Campos, um artigo sobre “Francisco Ferreira Drummond – Homem do Seu e Nosso Tempo”, por António Neves Leal, “Condições do atraso do Povo Português – nos últimos dois séculos”, por Miguel Soares de Albergaria. Na secção “Outros Saberes”, é possível ainda ler “Extinções, Evolução e o Impacto de Homo Sapiens partir do ano 1000 A.D.”, por João Pedro Barreiros, “In Ilio Tempore – Benedicamus Dominum no Seminário de Angra na década de 50 a 60”, por Nuno A. Vieira, “A Fábrica de Braço de Prata em Lisboa”, por Nuno Nabais, e, por fim, “Ribeira dos Moinhos, A Ribeira que a Baixa de Angra Nunca Viu”, por Paulo J. Barcelos.
A revista “Atlântida” é, sem qualquer dúvida, um regalo para os olhos e para ler em dias de leitura funda e profunda, à semelhança do espanto do senhor que está sentado no banco do jardim perante a revista que tem diante de si e que ocupa a fotografia da última página desta edição.“Atlantizemos!”