as pedras que quebram
em gritos
as gargantas de cristal
e as sombras, tristes, que camuflamos nas cores
desse ténue arco-íris - a esperança
de ressurgir neste lugar
de grutas escavadas por dedos de metal
onde se escondem os nossos olhos, dolorosos,
que emprestam claridade às escarpas de pedra
em gritos
as gargantas de cristal
e as sombras, tristes, que camuflamos nas cores
desse ténue arco-íris - a esperança
de ressurgir neste lugar
de grutas escavadas por dedos de metal
onde se escondem os nossos olhos, dolorosos,
que emprestam claridade às escarpas de pedra
pedras preciosas que embrulhamos
em sarapilheiras
lágrimas que o sal embacia
e que juramos ser a maresia que se condensa.
in diapositivos, a ilusão do movimento, Quasi Edições, 2001.