Enquanto descansa, dorme,
a mulher que amo, que me ama,
algo neste exercício de ternura exata
e comum
a mulher que amo, que me ama,
algo neste exercício de ternura exata
e comum
cuidar, de quando em quando,
que as treliças da janela
amenizem a manhã em sua rudeza de adaga,
ainda que doméstica lâmina,
e, assim, em volta da mulher que amo,
que me ama, vá o dia
como deve ser: o sol
necessário, um debrum.
in Desassombro, Quasi Edições, Outubro de 2001.
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