Mostrar mensagens com a etiqueta Crónicas: Fazendo.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Crónicas: Fazendo.. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Esboços de Luís Brum para a Capa do Fazendo 96

Esboço I
Esboço III
Esboço II

        "Os primeiros desenhos são difíceis. Os esquissos são duros", diz o autor deles. E desenhar inicialmente os primeiros esquissos, esboçar alguma coisa na folha em branco bem podia ser uma luta declarada contra bloqueios, um desafio assumido, uma luta árdua connosco e com o branco do papel. Desenho após desenho, traço após traço, esquissos devassados e destruídos uns atrás dos outros. E o tema? Ir de encontro à ideia de estarmos isolados na cidade, as ruas tomadas pelos carros, a loucura automóvel que tomou conta de nós, das cidades, dos passeios e dos lugares mais pequenos. E, por instantes, a rapidez, a pressão, os prazos, os telefonemas, as mensagens no telemóvel: “Olha, posso falar-te rapidamente do desenho”, a eclodir, a entrar de mansinho pela caixa do correio electrónico. Escutam-se, com toda a certeza, as novas explicações do autor: “Parte duma convergência com uma "desconversa" com o Tomás, em que se falava da cidade auto-estrada, sem espaço para os peões. Um nova  realidade citadina que agora transita cada vez mais para os Açores”. Os pedidos feitos de uma ilha para outra, a rapidez tecnológica a funcionar, as mensagens novamente deixadas no chat: “Vá lá, despacha-te, ó criador!”. Sabendo de antemão que dali só podia vir coisa trabalhada, esmiuçada, garantia da dedicação, do empenho e do esforço. E, aí vem mais uma deriva, mais uma conversa, mais um detalhe sobre o trabalho encetado: "Perceber onde estão os limites e como te sentes perante eles. Algo assim do género. O barco virado como telhado, uma casa que não anda, um desejo de partir, e um oceano de peixes mas que não são de comer”. Por fim, o trabalho e o dever cumprido da arte final: “É pá, os esquissos são meios duros, mas foi a partir daqui…tinha mais um, mas estava já devassado com outras coisas...”. Ufa, companheiro, já se pode realizar a capa. Valeu todo este trabalho, claro que valeu, Luís! 

sábado, 11 de janeiro de 2014

NEPAL-A Verticalidade do Silêncio na Galeria Arco 8

     O  fotógrafo Pepe Brix, natural da Ilha de Santa Maria, nasceu em 1984 no seio de uma família com pergaminhos no mundo da fotografia. Recentemente viajou pela Índia e pelo Nepal acompanhado pela sua máquina fotográfica mais a sua determinação infinda de registar o que os seus olhos iam vendo e observando ao longo da viagem. Com o decorrer de tal empreitada foi descobrindo o aprumo dos gestos e do silêncio dos nepaleses, de tão magnificente geografia, bem como das suas paisagens e cultura. Pepe Brix apresenta agora as suas fotografias a preto e branco, patentes até ao dia 9 de Fevereiro na Galeria Arco 8. São imagens deste périplo nepalês com a entrega de quem viaja e a reciprocidade de quem recebe contando sempre com o particular ensejo de fixar os rostos e os olhares das gentes, do(s) modo(s) de vida à religião. O fotógrafo dá-nos a ler também os seus escritos bem como ainda o texto de apresentação desta exposição dedicada ao Nepal onde podemos ler que “o travo milenar da sua cultura confere ao país um núcleo magnético incrivelmente denso.”A abertura da exposição está marcada para as 22 horas da noite deste sábado.