segunda-feira, 11 de maio de 2020

Navio

No porto deserto
Só́ há́ um navio
Já́ triste e cansado
O resto é vazio

No velho costado
O mar escreveu
Com algas e búzios
O que ele sofreu

O que ele passou
Sulcando oceanos
Cruéis temporais
Por anos e anos

Nas horas sem fim
Por noites e dias
Das rotas distantes
E das calmarias

Navio parado
Em frente do mar
Que bom é partir
Que triste é ficar

Mistério de longe
Chamando, chamando
Adeus que me vou
Deus sabe até quando.

Armando Côrtes Rodrigues

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