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quarta-feira, 14 de setembro de 2022
quarta-feira, 15 de dezembro de 2021
terça-feira, 21 de janeiro de 2020
sexta-feira, 29 de março de 2019
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
100 Anos de Ingmar Bergman: A Entrevista Ambicionada
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| Ingmar Bergman, Sven Nykvist, Erland Josephson e Liv Ullmann |
«Irascível
e impaciente, concordou, no entanto, em começar a nossa conversa (talvez a
primeira ou única com um jornalista português) por aludir às suas funções e
ambições como director da primeira cena nacional da Suécia. “Não quero ser
dogmático. Não entrei aqui para reformar tudo. Sou um artista, não sou nenhuma
vassoura. O que é bom deve manter-se. Recebi este cargo como se recebe um fato
novo. A forma aparecerá com o tempo.” …. Na realidade, as de início muito
criticadas medidas audaciosas então lançadas por Ingmar Bergman cedo começaram
a surtir efeito e a recolher o aplauso geral. Ele chamou a grande maioria dos
atores, encenadores, dramaturgos e diretores teatrais suecos, incluindo os
intérpretes dos seus filmes, garantindo-lhes boas condições profissionais e
financeiras. Libertou-os de exclusividades absurdas, dando-lhes plena
autorização para aplicar o seu talento na valorização da arte e no benefício do
público em todas as oportunidades possíveis. No Real Teatro Dramático ou
noutros palcos, na capital ou na província, no cinema ou na televisão. Realizou
teatro para crianças e estudantes em salas alugadas. Levou fragmentos do
Dramaten vários pontos do país. Incluiu um reportório infinito, com as obras
mais atuais e discutidas em qualquer ponto do mundo. Criou teatro a preços de
cinema.
“O
mais importante é a difusão do teatro e o direito do público de apreciar o
melhor” – “Satisfeito com os resultados?” – perguntei. Resposta: “Nunca poderei
estar contente desde que haja uma cadeira vazia num espetáculo.”.
(…). Sempre foi evidente que para
Bergman a arte era um sacerdócio. Na sua opinião um artista só devia
desempenhar figuras pelas quais se apaixonasse. Contrariamente ao normal, não
forçava os atores a adaptarem-se sacrificadamente às personagens das suas
obras. Ao criar histórias, modelava-as desde o princípio às características genuínas,
mentalidade e temperamento dos artistas com quem contava. Detestava mudar de
intérpretes nos seus filmes. Uma grande parte dos seus atores trabalhava com
ele ininterruptamente há mais de vinte anos. “Quando trabalho num filme ou numa
peça, todas as personagens se metem de tal forma na minha cabeça, que eu
próprio chego a submergir nelas” – confessou.»
César
Faustino in E, Revista
do Expresso, 1 de Dezembro de 2018
quarta-feira, 6 de junho de 2018
John Wayne nos Açores
"Estávamos em junho de 1963
quando, fora do ecrã, apareceu inesperadamente alguém que não era cowboy de Stagecoach, o homem da cavalaria de She Wore a Yellow Rainbow, o caçador de
Hatari!, o irlandês de Quiet Man, ou
o homem da marinha de Wings of Eagles.
A não ser que se considere John Wayne uma personagem de Marion Morrison, o seu
nome à nascença, foi ele, que no sábado teria feito 111 anos, quem saiu do seu
iate, o Wild Goose (Ganso Selvagem),
e caminhou por Ponta Delgada."
Mariana Pereira, in Jornal Diário de Notícias, 28 de Maio de 2018
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Filme D´Outono: Match Point de Woody Allen
Chris: Acredito que em tudo na vida, é preciso sorte.
Chloe: Não acredito na sorte. Acredito no esforço e no trabalho.
Chris: Oh, o esforço é necessário mas penso que as pessoas têm medo de
reconhecer o quão importante é a sorte. Quero dizer, os cientistas dão cada vez
mais crédito à ideia de que a nossa existência é produto do acaso. Nenhum
propósito, nenhum desígnio.
Woody Allen in Match Point (Crime sem Castigo) Tradução: Luís
Rodrigues
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Jacques-Yves Cousteau: A Odisseia que nos Espera!
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| Ilustração de Pedro Valim |
Jacques-Yves Cousteu faleceu a 25
de Junho de 1997, aos 87 anos. Fará agora vinte anos após o seu desaparecimento. Foi o maior oceanógrafo e um "fanático" da conservação dos oceanos. Foi oficial da marinha francesa, realizou centenas
de documentários para a televisão, tornou-se globalmente conhecido pelos seus trabalhos e
investigações a bordo do Calypso e deixou uma legião de fãs e admiradores. Falta hoje gente como o Cousteau para mostrar
o que se passa no fundo dos oceanos. Esses fundos dos mares carregados de lixo
marinho e onde há mesmo ilhas de plástico. Andou pelos Açores e disse coisas
como esta: "O mar é o esgoto universal". O Calypso esteve nas ilhas açorianas a estudar a
corrente do golfo e tudo o que se relacionava com a preservação das espécies e conservação dos oceanos. Este grande
divulgador e explorador dos oceanos tem um filme nas salas de cinema que narra a sua vida e exemplo para que assim possamos ver e reflectir: "A Odisseia", de Jerôme Salle.
quinta-feira, 9 de junho de 2016
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
50 anos de "Persona" de Ingmar Bergman
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| "Persona" Filme de Ingmar Bergman(1966) |
Ingmar Bergman
realizou “Persona”, em 1966. Em português ficaria conhecido por “Máscara”, nome
bem elucidativo de um argumento que se vai revelando por camadas, que
se vai descobrindo à medida que se desenrola o fio desta trama
psicológica. Liv Ullmann é “Alma”e Bibi Andersson é "Elisabeth Vogler". A actriz
encontra-se em silêncio profundo, facto originado a meio da sua actuação na
peça “Elektra”, de Sófocles, acontecimento que a leva a isolar-se dos outros, em profunda
apatia e solidão. A enfermeira vai lentamente tornar-se cúmplice da actriz, expondo-se,
também ela à fragilidade e à força do inconsciente. Ingmar Bergman contou, à
semelhança de muitos dos seus outros filmes, com a mestria da fotografia de Sven Nykvist.
Cinquenta anos depois, “Persona” permanece como um marco fundamental da
carreira do realizador sueco.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Ettore Scolla
O cinema mais belo do mundo perdeu mais um dos seus grandes:Ettore Scolla. Recordarei sempre o inacreditável e audível riso provocado pelo seu “Feios, Porcos e Maus”, tal como a alegria de saber que o cinema pode falar da vida e das pessoas que vivem ao nosso lado, as pessoas que vivem connosco.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
José Fonseca e Costa (1933-2015)
À
semelhança de Fernando Lopes, José Fonseca e Costa foi dos cineastas portugueses
da sua geração que agregou um grande número de amantes e entusiastas à volta dos seus
filmes. Recorde-se assim o poético “O Recado” (1972), o hilariante “Kilas, o
Mau da Fita” ou o fraterno “Cinco Dias, Cinco Noites”. E onde é que se pode
hoje vê-los?
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