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terça-feira, 28 de novembro de 2023

Oh Dear Shane MacGowan!

              Este blogue celebrou os 60 anos de idade do cantor irlandês, Shane MacGowan, evocando o concerto realizado no dia 15 de janeiro, em 2018, no National Concert Hall, em Dublin, na Irlanda. À altura, o momento épico deu-se quando, conjuntamente com o australiano Nick Cave, sentado numa cadeira de rodas e com um copo de tinto na mão, cantou "Summer in Siam" para uma audiência em delírio que, perante a vulnerabilidade do seu ídolo, celebrava a sua longeva idade cantando em uníssono.       
          Na manhã de ontem, um amigo que me acompanhou a um concerto no Porto dos Pogues, nos idos anos 90, enviou-me uma imagem de Shane na cama do hospital, enfermo e a definhar, e em que não consegui outra reação senão a mágoa, uma profunda tristeza e a nostalgia de um outro tempo que não volta mais. 
           Por esse motivo, nada melhor do que ouvir o tema Fairytale of New York, uma canção a condizer com a quadra actual e onde se ouve, logo a abrir, o enleio e a jovial voz deste cantor de mão cheia. Thank you, dear Shane!!!

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Dan Bejar: destruidor de lugares comuns

      
     A rádio está muitas vezes ligada e as músicas vão preenchendo o espaço vazio, o quotidiano e a vida dos mortais. As músicas acompanham-nos, ajudam-nos a suportar a existência. Subitamente, dá-se conta de algo especial, um raro momento de inspiração perante a rotina auditiva, um momento de tensão melancólica presente desponta a curiosidade e a vontade de tornar efectiva a descoberta. Daí até à paixão propriamente dita é um pequeno passo bem como o despontar desse desejo de tudo pretender descobrir à volta desse objecto musical. Isso aconteceu com a voz de Dan Bejar que, vá-se lá saber por que carga de água, tem como nome da sua banda suporte: Destroyer, não se sabendo se é pela simples ideia de destruir tudo aquilo que está para trás a cada novo álbum consumado ou o ímpeto criativo de destruir para criar algo novo.O cantor Dan Bejar tem daquelas músicas orelhudas que sabemos que mais tarde ou mais cedo iremos trautear de forma fácil e despreocupada. Afinal, sempre há mais qualquer coisa no Canadá do que a voz aveludada de Leonard Cohen.