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| Exposição na Biblioteca e Arquivo de Ponta Delgada |
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Sobre “Espelhos Naturais” de António Garcia Guerreiro
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Ponta Delgada: cheira a mudança o ar do tempo!
Eis-nos em Ponta Delgada, a
cidade de Antero de Quental, António Machado Pires, Tomás Borba Vieira, entre tantos outros, com o mês de Outubro ainda cheio de gente pelas
ruas, com as lojas do centro a ganhar o colorido da estação outonal, com dias
cada vez mais curtos e sombrios e a temperatura a solicitar outros tecidos,
aquecimentos e agasalhos. O café Caziff, situado na Rua Dr. Guilherme Poças 12,
detém uma pintura de uma deusa na parede, ao que parece pintada em estilo Art Déco por artista conceituado de origem nova-iorquina. É por aqui que se
enceta o périplo citadino. Arrancamos, assim, sem temor à descoberta da luz e das
sombras, à procura de medir o pulso à nova cidade que emerge desde a chegada das companhias aéreas associadas às Low Cost.
A agenda cultural Yuzin está espalhada
pelas mesas deste espaço acolhedor, às vezes café, por vezes bar, propenso a conversas e tertúlias, marcando
desta feita o pontapé de saída e incursão pela cidade em mudança. A loja Louvre
Michalense é visitada com curiosidade, perante um passado que é agora motivo de
delicados e saborosos encantamentos.
Este novo recanto centenário, que já foi chapelaria e loja de tecidos, foi lugar
de exposição do pintor Domingos Rebelo no século passado. Agora é também local
de encontro para pequenos-almoços, lanches e compra de presentes e iguarias de natureza
insular. Entretanto, houve um lançamento na Tipografia Micaelense –“Livro Árvore”,
design de Nuno Malato e Júlia Garcia, pequeno objecto tipográfico no seguimento
de muitos outros que um grupo de designers locais se têm dedicado a fabricar
com materiais de encher olho e com as subtilezas da tipografia antiga. As noites de poesia animam e, de que maneira,
a Tasca da Rua de Lisboa nas noites de quinta-feira, pois por lá marcam
presença Luís Andrade, editor dos “Capítulos A, B e C”- uma colectânea de
poetas a residir nos Açores, ainda o jovem poeta Leonardo, autor do mais
recente Âmbula, título que irá chegar em breve às livrarias nacionais pela Companhia
das Ilhas, e com apresentação pública no final de Outubro, para além de outros
conhecidos divulgadores ou activistas da cultura como João Malaquias ou João da
Ponte. O dono de tão peculiar estabelecimento, Paulo Amado, é visto igualmente
a ler poemas e a participar das sessões, por entre copos de tinto e presunto,
não se esquecendo de arremessar uma ou outra farpa a poeta mais ardiloso. Incansável
tem sido o trabalho da Galeria Arco 8, já com trinta anos no activo e com dez
naquele actual barracão tão pertinho do mar. Há bem pouco foi tempo da dupla de
músicos Medeiros/Lucas apresentar-se na Galeria Arco 8, momento para dar a
conhecer as novas canções destes dois príncipes da Atlântida, desta vez com a
companhia de Tó Trips, estando as paredes revestidas de fotografias da
exposição “Código Postal: A2053N”, código de matrícula do arrastão “Joana
Princesa”, do fotógrafo mariense Pepe Brix. Há poucas semanas estiveram por lá
os músicos Zeca Medeiros e Rafael Carvalho, dois expoentes maiores do melhor
que faz por terras açorianas, no que diz respeito à dicotomia musical entre a
tradição-modernidade. Pedro Bento, responsável pelo Arco8, revela que tudo isto
é feito com pouco ou quase nenhum apoio das entidades regionais. Neste momento,
a fotografia é a rainha da sala de exposições com a reunião de diferentes
autores em mostra designada de “OTIUM”. O Teatro Micaelense conta igualmente
com uma programação profissional e regular, apostando essencialmente em nomes
já afirmados no panorama musical, tendo sido ultimamente possível assistir aos
concertos de Carlos do Carmo, do Sexteto de Jazz de Lisboa ou da açoriana “Bia”.
Nesta incursão pela cidade, com francos sinais de renovação e vitalidade, houve
tempo ainda para assistir na Ermida da Mãe de Deus à peça “A Passagem das Horas”, num
texto de Álvaro de Campos, pela encenação e interpretação do actor Nelson
Cabral. A peça seguiu entretanto para as Ilhas do Faial e Flores.sábado, 3 de outubro de 2015
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
À Terra dos Maracujás
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
"Vais embora, meu amor?"
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
As Flores, Flores...
terça-feira, 7 de julho de 2015
terça-feira, 31 de março de 2015
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
A Volta do FAZENDO
O FAZENDO está de volta e com esta nova volta vai ter
que chegar aos cem. Número redondo. Lá chegaremos, sem pressas. Com muita gente
a desenhar, outras tantas a escrever, a imaginar e a fotografar. Um barco cheio
de gente no mar. E há quem vá lê-lo com o nome de Fazendinho, leitura para pequeninos
agentes das artes futuras. O FAZENDO agradece, coração grande. O FAZENDO talvez
necessite de sementes, de deixar lastro quando os graúdos se cansarem, se é que
um dia isso irá acontecer. Novembro é, portanto, o mês da sua chegada. Ou
partida, talvez para muito longe. O Tom Waits, sim, esse que disse que o piano
tinha bebido, cantou um mês de Novembro sem sombra, estrelas e lua, mas cá
estaremos nós para alumiar esta possível escuridão, este negrume e líquida invernia por vir. Fazendo
assim os possíveis e os impossíveis para chegar luminoso a cada vez mais gente.
Conseguiremos? Até já.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Mosteiros: a Vera Ilha.
José Tolentino Mendonça
domingo, 22 de dezembro de 2013
EUR 21,80
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Da Pulcra Existência
A faca que corta dá golpe sem dor…descobrir prováveis hipóteses e
mesmo assim não detectar seja o que for. Ter o receptor pronto, iniciar o caminho das trevas, mover todos os propósitos e nada alcançar. Ter a
sensibilidade pronta para captar a mais provável das suspeitas e admitir que o
que vier a seguir é uma mera possibilidade. Esta é a circunstância de nada
conseguir saber, ter a cabeça a prémio, juntar peça por peça e lentamente
desconfiar do que foi feito. Vivemos ambos sobre ruínas e em breve também este
tempo findará. Por isso há cada vez mais desmoronamentos, sobressaltos, mais
devastação em redor. Reconhecemo-nos, no entanto, nessa dimensão da esperança, a tensão do encontro, a surpresa da coincidência ou da pulcritude simples. Convém, portanto, manter
a curiosidade, a leveza e o desapego, desprovidos de cobiças e apegos vãos. Se
no final de um dia, soubermos pronunciar as palavras que em nós pulsam com maior
veemência, talvez encontremos aquilo que nos descerra e nos prende, aquilo que
nos liga e deslaça, aquilo nos dá vida e nos mata.Flor no Pântano, Luz nas Catacumbas.
"Flor no pântano, luz nas catacumbas" escreveu Vitorino Nemésio sobre a obra de Raul Brandão. Curiosa expressão ouvida pelo boca do doutor Machado Pires, especialista na obra do escritor da foz do Douro e que não se importa, até concorda ser boa ideia, este ter escrito sempre o mesmo livro. Brandão e Nemésio viajaram - ainda que por motivos diferentes- tal como travaram conhecimento na viagem que deu origem ao livro "As Ilhas Desconhecidas". Brandão tinha 52 anos e Nemésio 22. Desconfia-se assim que o "Corsário das Ilhas" terá nascido dessa vontade diarística. O que é certo é que, tanto um como outro, escreveram essencialmente sobre a passagem do tempo. E o que escreveram é, ainda hoje, tão relevante de ler.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
O Regresso do Fazendo
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| Ilustração de Luís Silva para o Fazendo nº57 |









