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segunda-feira, 7 de outubro de 2019
quinta-feira, 18 de abril de 2019
terça-feira, 15 de janeiro de 2019
domingo, 11 de novembro de 2018
sábado, 4 de novembro de 2017
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
O Cinema de Miguel Gonçalves Mendes na Galeria Arco 8
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| "Nada Tenho de Meu", dia 13 de Setembro |
“Em Portugal, a normalidade da convivência pura e simples não existe. Persiste uma visão infantil e bipolar, em que coexistem o “nós” perfeito e os “outros”, uma cambada de inúteis e oportunistas. Existe uma total ausência da noção do que é o bem comum. Entretemo-nos em guerras inúteis, destruindo o caminho uns dos outros. Nada se constrói, nada tem continuidade. E o “outro” é um alvo permanente a abater.”
(…)Em Portugal, salvo honrosas
excepções, a crítica não faz crítica, ou fá-la como uma criança de cinco anos:
ama ou odeia. E nesta falta de consistência, confundida com exercício de poder,
o crítico sente-se crítico apenas no momento em que determina a selecção
daquilo que deverá integrar o corpus cultural do país — ou seja, a crítica não
perdoa e só reconhece quem foi criado por si.
Os colegas de profissão, em
geral, desprezam-se e digladiam-se como se não existisse espaço suficiente, sem
perceberem que o mundo é diverso e que, na arte, ninguém ocupa o lugar de
ninguém. Num país de dez milhões de habitantes, onde se produz uma média de
menos de 20 longas-metragens por ano, coabitam duas associações de realizadores
e duas de produtores que rivalizam entre si. É mais do que triste: é
confrangedor. E existem ainda os “brilhantes falhados”, aqueles que desprezam
tudo o que os rodeia porque nunca fizeram nada — e geralmente odeiam o sucesso
do outro por ser esse o espelho da sua própria inacção.”
Miguel Gonçalves
Mendes, in
Público, 9 de Dezembro de 2016
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Sábado, às 21h30, no Azores Burning Summer em Porto Formoso
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| Medeiros/Lucas |
Já passou mais de um ano desde a apresentação de quatro temas do segundo disco, “Terra do Corpo”, da dupla Medeiros/Lucas na edição do Tremor de 2016. À altura da apresentação, na Oficina-Museu do Trabalho, uma casa típica do mundo de sonhos, os músicos deram o pontapé de saída do festival com os designados “concertos na estufa”. A novidade do espectáculo trazia também as letras do escritor micaelense: João Pedro Porto. Foi preciso passar um ano bem como a primeira edição do “Pontes –Gramáticas da Criação”, em Abril recente, onde deram um belíssimo concerto na Igreja da Mãe de Deus, para acalentarmos o anúncio de nova presença.
Sendo assim, é a vez de Porto Formoso e o Burning Summer
Festival os receberem de coração e mar
aberto para mais um concerto no arquipélago açoriano, escutar esta música
atlântica carregada de espuma e baloiço das ondas. Atlântica e insular, pois claro.
Baloicemos como navios em portos vazios ou tal e qual marinheiros embriagados ao entardecer com a saudade feita sina.
Esta música é nossa e é de todos e, talvez por isso, o verão é este fogo que arde para voltar a viver!
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
Ruas Com Gente Dentro - Exposição de Fotografia de Carlos Olyveira no Out of Blue Hostel
«Quando somos
levados a fixar durante muito tempo o mesmo objecto, transformamo-lo.»
Do
manuscrito Contos do Gin Tonic
de Mário-Henrique Leiria
Doze são
as imagens que fazem "Ruas com Gente Dentro", uma série de Carlos Olyveira, e têm como principal referência as ruas e lugares da baixa de
Ponta Delgada - focando espaços que dão conta da renovação cultural e social da
cidade. As fotografias, todas elas com a presença de pessoas, sob o signo do
quotidiano e da novidade, mostram a individuação desses novos pontos de
referência, desde a mercearia “gourmet”, o hostel em construção, o restaurante
vegetariano, a galeria multi-artes, o estúdio de roupa, as lojas de artesanato,
o trabalho na Tipografia até ao ócio criativo e tertúlias à volta dos ditos
“cafés alternativos”.
O
fotógrafo interroga, na sua estética a preto e branco, o discurso da mudança
incutido pelas viagens de “baixo custo” e as transformações estimuladas pela
movimentação do turista. Destaca-se nas imagens a presença humana, onde
proximidade e relações são marcadas por esses códigos citadinos associados à
transformação dos locais e do seu novo “modus vivendi”.
Carlos Olyveira oferece-nos um possível mosaico citadino em forma de espelho, enceta um diálogo com os lugares de todos os dias e proporciona-nos campo aberto para perspectivas e sentidos distintos. E porque não afirmá-lo, um momento favorável para pensarmos em modos de nos representarmos e de nos vermos.
Carlos Olyveira oferece-nos um possível mosaico citadino em forma de espelho, enceta um diálogo com os lugares de todos os dias e proporciona-nos campo aberto para perspectivas e sentidos distintos. E porque não afirmá-lo, um momento favorável para pensarmos em modos de nos representarmos e de nos vermos.
sábado, 29 de julho de 2017
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