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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Trilogia das Sombras no CAC

Mano a Mano
É já no próximo domingo, às 18 horas, que os madeirenses “Mano a Mano” irão apresentar o “Trilogia das Sombras” na blackbox do Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande. O trabalho “Trilogia das Sombras” consiste numa homenagem musical à artista plástica Lourdes Castro, natural do Funchal, actualmente com uma longa retrospectiva da sua obra naquele espaço.
        Os músicos de “Mano a Mano” são os guitarristas André Santos e Bruno Santos, onde se juntam as palavras do cardeal e poeta José Tolentino Mendonça com a leitura de “Lourdes Castro – Rua da Olaria”, tal como um disco-livro criado por Carla Cabral, que se espera que esteja disponível ao público presente no espectáculo.

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Recital de Piano de Diogo Bouça no TRG

Cartaz de Júlia Garcia 
    A semana inicial de 2025 começou em modo musical, sendo o recital de piano de  Diogo Bouça o pontapé de saída. Para quem já tinha assistido aos recitais anuais do Conservatório Musical de Ponta Delgada, é natural que possa não ter havido qualquer espanto, mas de qualquer forma os apreciadores de música foram amplamente surpreendidos pela presença em palco de Diogo Bouça, neste início do ano no Teatro Ribeirgrandense. Era, assim, a primeira semana de Janeiro e, o seu primeiro recital em modo próprio, com um reportório dos clássicos, com Ravel, Rachmaninoff, Hugo Wolf, Johann Sebastian Bach, W.A.Mozart, Camile Saint-Sens, não deixando de ser curioso que este tenha encerrado com um encore dedicado ao Estudo nº 6 de Philip Glass. Uma noite musical muito bonita (que belo tema aquele - "Carnaval des Animaux: Cygne" - com a presença da violinista, Matilde Rodrigues) e em que a conjugação de estudo, paixão e talento é, certamente, garantia e promessa de um futuro ainda maior.

quarta-feira, 22 de maio de 2024

terça-feira, 14 de maio de 2024

PMDS: Belvedere Sonoro!

Os PMDS apresentaram no passado sábado, dia 11, Música para Miradouros, no Estúdio 13, em Ponta Delgada. À entrada, a preço módico, estava à venda o CD, Processor Modulation Density Sequencer, álbum debutante de 2011 e também nove exemplares do novo disco que sairá no dia 22 de Maio, com a chancela da Marca Pistola. Os músicos açorianos, Filipe Caetano e Pedro Sousa, entretanto, possuem em carteira mais dois álbuns, Not Yet, 2019, e Caloura, 2021.
PMDS ao vivo no Estúdio 13
Fotografia: Your Dance Insane 
Desta vez, a dupla micaelense esculpiu uma viagem sonora em torno destes panoramas insulares, autênticos belvederes atlânticos povoados de policromia marítimo-florestal. Na verdade, quatro anos imersos no boletim meteorológico arquipelágico, auscultando ventos e mares, incorporando ambientes e atmosferas da frequência paisagista. Com uma projeção de vídeo a situar cada paisagem, o concerto foi marcado pelo diálogo dos músicos  em palco, gesticulando e comunicando visualmente as sonoridades em marcha. Entretanto, as imagens vão revelando os diferentes pontos da ilha de São Miguel em que foram criados estes registos: Pico dos Bodes, Sete Cidades, Vale das Lombadas e Castelo Branco. Quem entrou no embalo sonoro deu por conquistado a entrada neste território electrónico deambulante.
       À saída deste périplo sonoro insular, quem estivesse disponível financeiramente podia também adquirir o duplo vinil que consagra, para além destes registos sonoros, os videoclipes produzidos pela produtora local Cactus bem como os postais dos locais assinados pelo artista visual, Diogo Sousa, autor das imagens. Quem é que não aprecia uma boa banda sonora num mirante?

terça-feira, 11 de outubro de 2022

“Les Açores de Madredeus”, de Rob Rombout, no Ribeiragrandense


           “Les Açores de Madredeus”, documentário de Rob Rombout, será exibido na sala 2 do Teatro Ribeiragrandense, no dia 14 de outubro, sexta-feira, às 20h30, numa sessão do Clube de Cinema da Ribeira Grande. 
              Esta obra cinematográfica, rodada no arquipélago açoriano, documenta as origens e o percurso da banda portuguesa mais internacional de sempre - os Madredeus. Ao longo de quarenta minutos acompanhamos a paisagem açoriana e os seus lugares emblemáticos, povoados por uma banda sonora por nós reconhecível.
    A sessão contará ainda com a presença do documentarista Rob Rombout, nascido em Amesterdão, em 1953, professor e habitante da cidade belga de Bruxelas, desde 1975.  O realizador de filmes documentais, há mais de três décadas, é também professor na St. Lukas, escola de cinema e arte de Bruxelas (LUCA). Este já realizou mais de trinta documentários, sendo que grande maioria dos seus documentários já foi exibida nos canais televisivos e salas de cinema de todo o mundo.

terça-feira, 5 de abril de 2022

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Fim de Semana Musical no Arquipélago


     Os WE SEA apresentaram-se em palco nesta última sexta-feira, com Rui Rofino (voz), Clemente Almeida (sintetizador e baixo), Rómulo San-Bento (guitarra) e Pedro Rodrigues (bateria) perante uma blackbox do Arquipélago disponível e com a sala há muito esgotada. A audiência estava, por isso, pronta para aderir com rapidez, pois estava completamente sintonizada com o cancioneiro, notando-se que estes jogavam em casa dada a familiaridade que se sentia tal era o ambiente de festa pressentido a cada canção concluída. Com os temas dos álbuns anteriores intercalados com o a apresentação do seu novo trabalho, “Cisma” revelou-se um disco mais consistente, aprimorado e repleto de canções seguras e prontas a ser trauteadas e acessíveis a qualquer playlist de uma rádio bem perto de si. Foi, sem qualquer dúvida, um concerto muito bem conseguido, evidenciado uma etapa diferente e com um espírito de banda que se pretende que continue e solidifique. Houve tempo para alguns momentos a roçar a perfeição, com alguns novos temas ao vivo a soarem orelhudos, bem audíveis e ritmados, como são os casos de “Seja como For” ou “Cisma”. Por isso, há que dar os parabéns à banda pelos seus cinco anos de existência, esperando que a novidade se repita a cada novo disco e concerto ao vivo. 
      No domingo, ao fim da tarde, foi a vez de Luís Senra subir ao palco da blackbox para tocar e dar azo ao seu saxofone navegante, permitindo-se este a um diálogo da sua barca sonora de forma serpenteante e experimental no violino e poesia de Filipa Gomes. Desse empreendimento em palco, resultado da oficina intuitiva com o objetivo do concerto "Reflexos da Origem", há que ressaltar a graciosa construção erguida em pedras de basalto negro, sugerindo aqui uma experimentação cenográfica baseada na união dos músicos presentes. Uma prestação curta, é certo, mas sincera na expressão musical e do amor necessário a um mundo em colapso e em que cada um de nós se encarcerou e perdeu o norte mas que lentamente não tardará a voltar a abrir-se. E que, por isso, haja permanentemente música em redor.

domingo, 12 de setembro de 2021

Tremor: Volte Sempre!

       Terminou mais uma edição do Tremor, um festival de música que se pauta pela descoberta e diversidade sonora ao mesmo tempo que permite o encontro com a beleza natural dos espaços insulares. Foi com os Ferro Gaita, num dos palcos do Pinhal da Paz, que se deu o encerramento desta sexta edição, com os compreensíveis funanás e coladeiras oriundos de outro arquipélago de tom africano: Cabo Verde. Com oito músicos em palco, esta banda longeva provou ser sinónimo de ritmo, festa e folia, com os festivaleiros imparáveis na aceitação dos ritmos e apelos à dança. Nos dias anteriores, houve tempo para ouvir a versão renovada de Lena d´Água,  acompanhada pela Francisca Cortesão e Benjamim, misturando passado e futuro na sua voz plena, ouviu-se também a energia e alegria dos Clã, sempre com a contagiante presença de Manuela Azevedo, sentiu-se o carismático e garboso, Casper Clausen, em deambulações sonoras a solo e recém regressado de uma tournée  europeia, ainda as baterias em diálogo dos CZN, o trio sonoro Filho da Mãe, Norberto Lobo e Ricardo Martins, a maravilha e entusiasmo da Associação de Surdos de São Miguel + Onda Amarela, entre tantos outros que por aqui se ouviram e fundiram. Para lá da música, ficam também os cheiros das árvores e plantas, as flutuações das nuvens, as cargas de água que foram caindo ao longo destes quatro dias e ainda todo o ambiente natural e humano destes espaços que fazem toda a diferença de um festival que faz jus ao prazer e júbilo de aqui viver, estar e visitar. Muito obrigado!

sábado, 18 de janeiro de 2020

Sara Cruz e Romeu Bairos no Teatro Micaelense


             
         Ontem, dia 17 de Janeiro, estiveram no palco do Teatro Micaelense os músicos Sara Cruz e Romeu Bairos, num espectáculo intitulado Dentro da Caixa. Sara Cruz teve honras de abertura, cabendo a si a tarefa de aquecer a audiência com os temas do seu trabalho “Above our Heads”. 
      Sozinha em palco, apresentou temas antigos e outros originais, evidenciando grande confiança e sagacidade, interessada que estava em proporcionar uma noite recheada de canções orelhudas, melodias povoadas de histórias de amores, perdas de aviões e outros desamores, pontuadas aqui pela sua voz segura, leveza e graciosidade em crescendo. Depois, seguiu-se Romeu Bairos que encantou o público presente ao cantar os temas do seu EP - “Cavalo Dado”, editado em 2019, e, claro, dando voz a temas de Zeca Afonso – “Cantigas de Maio” ou Francisco José com “A Rosinha dos Limões”. Acompanhado pelo músico jorgense, Paulo Borges, umas vezes ao acordeão outras num pequeno piano digital, Romeu Bairos foi certeiro na intensidade dos temas do seu debutante disco, agarrando o público com pequenas histórias e desvarios nos momentos iniciais das canções, para lá do momento “poético” em que convidou João Malaquias, para com ele cantar repetir os versos de “Quantas Asas tem o Vento do teu Nome”, letra pertencente ao escritor micaelense, Leonardo Sousa. O concerto fechou tal como começou, com este eufórico a cantar "Meu Amigo Anda Sozinho", mas com a certeza absoluta de que saímos todos muito bem acompanhados. 

sábado, 17 de novembro de 2018

Sol de Março sobe ao Palco do Teatro Micaelense




É hoje, no Teatro Micaelense, às 21h30, inserido no evento literário “Arquipélago de Escritores”, que se apresenta a banda de Medeiros/Lucas para mais um espectáculo da sua digressão do Outono. Em palco irão estar a voz de Carlinhos Medeiros, a guitarra de Pedro Lucas, o baixo de Augusto Macedo, a bateria de Ian Carlo Mendonza e os sintetizadores de Rui Souza. Durante o concerto serão ouvidos temas dos três álbuns editados: “Mar Aberto” (2015), “Terra do Corpo” (2016) e “Sol de Março” (2018), sendo as letras dos últimos dois discos pertença do escritor micaelense, João Pedro Porto. Assim, aguarda-se uma sala bem composta para uma noite musical com sabor a mar, corpo e luz.

Cabo Verde: E já lá vão três!


           A aventura musical caboverdiana nos Açores começou em Maio com o concerto dos Alma Crioula no Teatro Micaelense. Em palco, a presença e voz de Jenifer Soledad mas, sobretudo, ficou patente na mestria de Bau e respectiva descendência num concerto contido, mas  intenso. O músico Bau é autodidacta, já esteve ao lado de Cesária Évora ou acompanhou músicos como Tito Paris ou Bius, onde fundou os Gaiatos. A sua carreira viria a ter um momento alto com o tema “Raquel”, a "Mazurka" que foi parte integrante do filme Fala com Ela, banda sonora da obra do realizador Pedro Almodóvar. Este músico amante do cavaquinho, natural da ilha de Santiago, continua assim  a ter im papel impulsionador de novas vozes e talentos emergentes no seu país.
                Seguiu-se, em Setembro, a voz de Elida Almeida, cabeça de cartaz da edição deste ano do Azores Burning Summer Festival, em Porto Formoso, numa digressão por Portugal depois do sucesso retumbante no arquipélago cabo-verdiano. Numa noite de mornas, coladeras e funaná, o concerto terminaria ao rubro com o público rendido a dançar de forma vibrante, esforçando-se por cantar num crioulo improvisado as canções sugeridas em encore. Alguns minutos depois a festa cabo-verdiana tornou-se ainda mais intensa com o encerramento efetuado pelos Fogo, Fogo, que deu o mote para o primeiro dia do festival com uma prestação inesquecível rodeada de água e bailarico. Apesar do dilúvio, o público não arredaria pé.
              Agora em Novembro, no Festival "O Mundo Aqui", numa proposta assente na diversidade cultural e na integração social dos imigrantes no arquipélago, foi a vez de Nancy Vieira transportar na sua voz os aromas e sabores da terra de Cise e Bana. É certo que a acústica daquele espaço, o multiusos das Portas do Mar, pode não ser o melhor para a exploração das diferentes sonoridades em questão ou mesmo para um concerto desta natureza, no entanto os músicos e a cantora evidenciaram uma entrega intensa, empenhada e irrepreensível. Ao longo do concerto, a cantora revelou talento e demonstrou aos açorianos que as ilhas atlânticas são, muito embora já o soubéssemos há muito tempo,  curioso viveiro de músicos, canções bonitas, sentimentos de partilha e interessantes cumplicidades.  

domingo, 30 de outubro de 2016

Aline Frazão: Cálida Certeza!

A sala do Teatro Micaelense estava bem composta para escutar, em final da tournée, a cantora Aline Frazão. No culminar de quase duas horas de concerto, o público presente rendeu-se à cantora angolana que provou em palco, a razão porque cantar para si, é sinal de vitalidade e expressão, imprescindível, portanto, para seguir vivendo, não terminasse ela o concerto em encore com “Minha Voz, Minha Vida”, tema de Caetano Veloso, escrito para Gal Costa. Aline Frazão soube criar conexão com o público, percorreu com as canções os seus três discos e, claro, deu enfoque especial a este último “Insular”, editado em 2015 e gravado no estúdio "Sound of Jura", na Ilha de Jura, na Escócia. A cantora demonstrou não ter medo de assumir em palco as suas posições sobre o mundo e, em particular, sobre a vida política e social do seu país tal como ainda teve o condão de nos embriagar de encanto com os temas “O Homem que Queria um Barco”, a partir do conto de José Saramago – “Conto da Ilha Desconhecida” e " A Louca", a partir de um texto da cantora de rap Capicua. Como sinal de descoberta e pura criatividade ainda  o bonito desenho da capa e restantes aguarelas no interior do disco “Insular”, pois são da autoria de António Jorge Gonçalves, mentor e responsável, conjuntamente com a actriz Ana Brandão, do espectáculo “Barriga de Baleia”, que uns quantos  afortunados, bem como demais criançada, puderam também assistir, nesta mesma sala, a meio deste mês de Outubro.

sábado, 19 de março de 2016

Luís Senra no Tremor

         Luís Silva tem 27 anos de idade e é saxofonista tenor. Nasceu e cresceu em Rabo de Peixe, na Ilha de São Miguel. O seu percurso musical não começou nas filarmónicas como seria de esperar, mas sim Orquestra de Iniciação ao Jazz da Academia de Rabo de Peixe, passou pela Oi.Jazz, e Orquestra Regional Lira Açoriana. O seu saxofone já acompanhou os Za!, Romeu Bairos, Lulu Monde, entre tantos outros. Este açoriano toca hoje à tarde na Escola Secundária Antero de Quental, neste terceiro Tremor, às 15 horas.