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| Fotografia de Carlos Olyveira |
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sábado, 19 de outubro de 2019
quarta-feira, 11 de setembro de 2019
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
Grotta nº2 na Livraria Solmar, às 19 horas

“É verdade que os Açores e a Irlanda são verdes, como está vestido de verde a mítica figura do duende irlandês no fim doo arco-íris, guardando o seu pote de ouro. Não há como contornar a biologia. Três partes de água para uma parte de terra e temos a profusão de cores com o verde a imperar. Mas há mais. O verde das ilhas, sim, mas os vários tons de azul do mar, aquela alternância de reflexos bicolores entre o cinzento e o azul do céu. O mar cerca-nos e o céu fecha-se. Resta-nos o verde, com um fundo de estúdio sobre o que podemos projectar o que quisermos.”
Pedro Santo
Tirso in Grotta-Arquipélago
de escritores nº1, 2017
quinta-feira, 1 de junho de 2017
quarta-feira, 3 de maio de 2017
"Amarcord" o filme da vida de Zeca Medeiros
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| Amarcord será exibido dia 27 de Maio no Teatro Micaelense |
Este filme de
Federico Fellini foi realizado em 1973 e retrata Itália dos anos 30, a vida na cidade
de Rimini e de um adolescente daquela altura. Num misto de ficção e realidade, pois trata-se das
recordações do realizador, Amarcord é um quadro pitoresco e fantasmagórico pré-segunda Guerra Mundial e onde se anuncia já a presença de Il Duce.
Federico Fellini convocou para
este filme a sua galeria de personagens extravagantes, dando assim a conhecer
os tempos da sua juventude e a sua visão da Itália daquele período, contando
para isso com a música evocativa, plena de imagens, de Nino Rota. O realizador explicaria alguns
anos mais tarde, numa conversa com Damian Pettigrew, as razões que o levaram a
realizar tal filme: "O Amarcord é uma reflexão sobre a
incapacidade de observarmos criticamente o nosso passado fascista, um passado
que recusamos, mas do qual nunca nos poderíamos separar: o que faz parte do
passado de cada um de nós forma inalteravelmente uma parte íntima de si
próprio. Por isso o Amarcord é mais um exame do presente do que uma nostalgia.
Na realidade, quando foi estreado o Satyricon, muitos viram o filme como um
comentário sobre o Maio de 68. Creio que filmes como Casanova ou O Navio podem
ser interpretados como reflexos de uma certa actualidade, como o jornal da
noite. (...) Muitas vezes simplifiquei o sentido cabalístico da palavra
amarcord, dizendo que é um termo romagnolo e que significa
"Lembro-me". Mas não é bem verdade. Penso que a ideia original me ocorreu
depois de ter lido qualquer coisa sobre o sueco defensor do aborto Hammercord,
e que a sonoridade do seu nome o ponto de partida. Se se juntarem as palavras
amare (amar), cuore (coração), ricordare (lembrar) e amaro (amargo) obtém-se
Amarcord."
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Hoje, às 18h30, na Tipografia Micaelense
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| Fotografia de Carlos Olyveira |
Os
micro-contos estão prontos. A reunião está feita e o trabalho de tipografia está
concluído. São sete micro-contos efectuados na Tipografia Micaelense sob a orientação gráfica de Júlia Garcia e o trabalho colaborativo de Eduardo Furtado
e Dinis Botelho. Ao todo sete narrativas minúsculas que se lêem de jorro, entre
o café e uma torrada, e que nem por isso deixam de provocar regalo e delícia nos
olhos mais atentos perante a beleza de tal arrojo e empreendimento. Foi oficio prolongado e que
explorou os tipos existentes naquele espaço tipográfico repleto de memórias e
labores. Os autores destas pequenas histórias são: Nuno Marques da Silva, Blanca
Martín Calero, Fernando Nunes, Laura Borges, Francisco Melo Bento, Eduardo
Brito e João Pedro Porto. Mais logo, pela tardinha, há leituras e conversas para
quem quiser aparecer.
domingo, 2 de abril de 2017
Pontes: Gramáticas da Criação em Ponta Delgada
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| Fotografia de Carlos Olyveira |
Uma vez
por ano, no dealbar da Primavera, os dias e a vida poderiam muito bem ser
assim: reflectir em conjunto sobre aquilo que se faz, produz, constrói, isto é,
falar sobre os caminhos das artes e da cultura e, porque não, o solidificar de
várias cumplicidades e demais projectos criativos em que se encontram
envolvidos. E como foi interessante e deveras entusiasmante, poder conhecer as
visões de Nova Iorque de Jorge Monjardino e Paulo Abreu, a artesania editorial
da Hélastre, de Saguenail e de Regina Guimarães, a descoberta e pesquisa dos
sons de Raquel Castro, as curtas viandantes de André Laranjinha e Eduardo
Brito, as ideias e as palavras representadas de Lígia Soares e Miguel Castro
Caldas ou ainda a música atlântica de Medeiros/Lucas. A acrescentar, tal como
uma cereja em cima de um bolo, algo que o João da Ponte também gostaria de ter
participado - a edição dos “Cadernos de Poesia da Tascá”, com o design de Júlia
Garcia, a organização de Diana Diegues e Rita Freire e
com poemas de Blanca Calero, Bruno Soares, Eduardo Brito, Fernando Martinho
Guimarães, Fernando Nunes, João Malaquias, Leonardo, Miguel Teixeira de
Andrade, Regina Guimarães, Urbano Bettencourt, ainda
as colagens de Paula Mota e João Amado.
Após cinco fins de tarde intensos, curiosos e estimulantes, simples será de concluir que o “Pontes-Gramáticas da Criação" se traduziu num encontro realmente prolífico e auspicioso: entre ideias, filmes e canções, vozes e outros sons, publicações e poemas, ligaram-se cumplicidades, ergueram-se novas pontes. Sempre sob o signo de João da Ponte (que saudades!).
Após cinco fins de tarde intensos, curiosos e estimulantes, simples será de concluir que o “Pontes-Gramáticas da Criação" se traduziu num encontro realmente prolífico e auspicioso: entre ideias, filmes e canções, vozes e outros sons, publicações e poemas, ligaram-se cumplicidades, ergueram-se novas pontes. Sempre sob o signo de João da Ponte (que saudades!).
Retomemos agora, com delicadeza e toda a
humildade do mundo, as agruras e as canseiras do quotidiano (ou lá o que é)
pois a arte e a cultura apenas servem para dizer que estamos vivos e…atentos! Um
bem haja à organização do “Pontes”!
sábado, 3 de dezembro de 2016
domingo, 31 de julho de 2016
Walk and Talk: Falar e Andar até à Sétima Edição!
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| Imagem do sítio do Walk and Talk |
Ponta
Delgada viveu e vibrou durante duas semanas com o festival de arte urbana, o Walk
and Talk. Ontem, no espaço da galeria, foram apresentadas as diferentes residências
artísticas que tiveram lugar na Ilha de São Miguel, culminando no espaço exterior com um intenso e atmosférico concerto
dos Peixe Avião e a animação visual dos VJ Suave. Uma hora antes, o designer
Miguel Flor abraçava os organizadores e artistas, referindo a importância da consolidação
deste festival, dado este saber acolher e integrar, mobilizar artistas e artesãos numa demanda conjunta, preocupando-se assim em trazer a população para a sua programação, alicerçando cumplicidades. Certo é que pouco mais há a dizer
de um festival que junta designers, tipógrafos, artistas plásticos,
marceneiros, artesãos de vime ou escama de peixe. Este festival tem, pois, um discurso, sabe criar futuro, exige pensamento crítico e por isso irá continuar a crescer já na
sétima edição. Recorde-se que, ao longo destes quinze dias, houve muita música,
artes visuais e performativas, não esquecendo, portanto, os "3rd
Method" que agitaram e encantaram o público mais curioso e interessado num
concerto libertador. Ainda Carolina Rocha que com “Bruto” deixou duas
plateias, em dias diferentes, intrigadas e perplexas sobre o que esta performer/dançarina anda a imaginar,
pensar, sendo muito bem “sonorizada” e secundada por Tiago Franco, No cinema, houve tempo
para assistir a um filme sobre uma dinastia familiar de arquitectos alemã. Um documentário que mais
parecia um poema sobre o amor e dedicação à arte de projectar, a sua vibração e passagem de
testemunho. Desta feita, e até ao final do dia de hoje, formos espectadores ou participantes de exposições,
performances, filmes, animação, intervenções públicas, teatro e ilustração.
Venha o próximo que este foi bom e tão cedo não iremos esquecer!
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Walk and Talk: até ao fim do mês de Julho!
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| Walk and Talk 2016 |
Ponta Delgada é uma pequena cidade no meio do
Atlântico e o WalK and Talk é um festival de arte urbana que apela à
participação dos artistas e mobilização das populações para a sua programação, exige pensamento crítico, estimula as associações, conta com voluntariado e
promove a formação dos membros e dos agentes culturais no terreno, etc.
Se esquecermos a letargia existente e a inveja que
nos é tão cara, estamos perante um momento de cosmopolitismo e liberdade criativa.
Desta feita, e até ao fim do mês de Julho, seremos espectadores ocasionais de
bens culturais: exposições, performances, filmes, animação, intervenções públicas,
teatro e ilustração. É tempo de andar e falar…sobre os caminhos da arte!
quinta-feira, 19 de maio de 2016
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Jorge Kol na Galeria Miolo
A exposição de
fotografia "Uma Mancheia de Circunstâncias de Independência", de Jorge
Kol de Carvalho, abre hoje ao público, quinta-feira, pelas 18 horas, na Galeria/Editora
Miolo, na cidade de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel. Trata-se de um conjunto fotografias
que tem como referência uma parte recente da História dos Açores, mais
concretamente os movimentos autonomistas e independentistas que se lhe seguiram,
essencialmente no pós-25 de Abril de 1974. As fotografias, todas elas com a
presença de um busto de um homem com a mão ao alto, sob o signo do discurso de
independência, mostram essa imagem espalhada por vários lugares: paredes de
casas, edifícios oficiais, casas particulares, muros brancos, materiais públicos, etc. O fotógrafo interroga
de forma apelativa e estética o discurso revolucionário contido na imagem
principal bem como os códigos citadinos associados associados à sua representação. Jorge Kol apresenta-nos
uma crítica mordaz e irónica e, por isso, dialoga muito bem e de forma bastante inteligente, com os lugares de todos os dias, evidenciando um campo aberto de perspectivas e
sentidos para nos re(vermos) e pensar (mos). A ver e visitar até dia
3 de Junho.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Fazendo 106
Saiu a edição nº106 do boletim cultural FAZENDO(https://issuu.com/fazendofazendo),
mais uma vez em formato online e versão impressa. Ao todo são quinhentos
exemplares impressos na Tipografia Telégrafo, na cidade da Horta, Ilha do Faial.
Em oito anos de publicação, já lá vão 106 números distribuídos e espalhados
pelas mesas e lares das ilhas açorianas. Nos últimos tempos chega com sucesso
(e de forma aérea e voluntária!) a cinco ilhas: Faial, Pico, Terceira, São
Miguel e Santa Maria. É, desde o primeiro número, livre, gratuito, independente
e comunitário. É a experiência participada, informativa, livre e autónoma mais
bem sucedida nos tempos mais recentes em todo o arquipélago açoriano. A
direcção deste boletim cultural é pertença do Tomás Melo e da Aurora Ribeiro. E
todos os anos a revista altera o seu grafismo, renova a constituição dos seus
conteúdos, não incluindo qualquer forma de publicidade comercial. Não há
memória de nada assim ousada e tão longeva, essencialmente com estas particularidades
na história das revistas/jornais nos Açores. Curioso também é o facto de não
estar sob a alçada de qualquer instituição governamental ou poder
político.
A edição de Maio do FAZENDO traz consigo a capa do
fotógrafo Jorge Barros que continua a fotografar as ilhas e os açorianos de forma
sensível e irrepreensível. Caso mesmo para dizer: “Baleias de Barbas e
Baleeiros de Bigode”. Há, portanto, no seu interior muitos artigos para ler e
fruir nesta Primavera com muito pólen no ar e muitas águas vivas a chegar. Boas
leituras! Eis a edição online:https://issuu.com/fazendofazendo/docs/106_zen_impress__o/1
quarta-feira, 27 de abril de 2016
É hoje na GZDB!
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| "Terra do Corpo"é apresentado às 22 horas! |
“Num corpo sem janela há um quarto vazio
E nele o ar circula de fio a pavio
Num corpo há um quarto vazio
Num quarto sem janela há um corpo vazio
e esse está à espera que lhe puxem o fio
Num quarto há um corpo vazio
Cuidado com o Corpo vazio
Cuidado com o Corpo vazio”
in “Corpo
Vazio”- Medeiros Lucas (participação
de Selma Uamusse), letra de João Pedro Porto.
sábado, 16 de abril de 2016
“Periférica – Brainstorming Art”: A Centralidade de Cem Soldos!
A Anda &Fala-Associação Cultural, em articulação com o Walk&Talk
e com o apoio da EFA-European Festival Association, promoveu, no passado dia 14
de Abril, o seminário “Periférica – Brainstorming Art”, na Biblioteca Pública e
Arquivo Regional de Ponta Delgada. Durante o dia foram oito as intervenções à
volta das relações entre centro e periferia, incidindo a discussão sobre a
emergência de um novo mapa geocultural e a criação artística contemporânea nos
Açores. Parabéns, portanto, à organização por ter dado a conhecer o trabalho de
Luís Ferreira, do Festival Bons Sons. Um exemplo extraordinário de como a
partir de um festival de música se envolve uma pequena comunidade, dessacraliza
a cultura, e faz com que esta seja alavanca e motor de desenvolvimento
económico e humano!
sábado, 9 de janeiro de 2016
As Charlas na Galeria Arco 8
"O
texto incide essencialmente sobre uma entrevistadora, por sinal, bastante
curiosa, que numa pose bastante reverente, pomposa e, até enfatuada, quer saber
tudo a propósito deste cientista social que dá pelo nome de Doutor Mara. Um
personagem meia louca e lunática que adora viver em cidades marítimas e
campestres, dividindo assim a sua vida entre o isolamento – hábitos de
anacoreta e o seu gabinete citadino onde se dedica a estudos antropológicos de
longo alcance. Este texto que se quer, tanto dramático como cómico, tem como
ideia base contrariar aquela ideia muito presente de que os seres humanos têm
sempre muitas ideias e factos significativos para dizer ou contar, reforçados e
ampliados pelos meios de comunicação social e redes sociais, isto é, o “hipermediatismo” dominante. Servimo-nos por isso deste Doutor
Mara, habitual frequentador de tugúrios inimagináveis, que vão desde os jardins públicos, discotecas,
tascas e afins, e que, aproveitando-se do seu estatuto de figura pública sem mácula, para dialogar e dissertar com o público sobre este mundo em que vivemos, não muitas vezes muito mal frequentado. Os actores Tiago Vouga e a Aurora Ribeiro estrear-se-ão em Ponta Delgada com
os capítulos Ginecomagia, Tarantoterapia e Enomátria que terão palco na Galeria
Arco 8, no dia 15 de Janeiro, sexta-feira, pelas 23 horas."
(o autor do texto As Charlas Quotidianas do Doutor Mara)
terça-feira, 9 de junho de 2015
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