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quinta-feira, 2 de maio de 2019
terça-feira, 2 de abril de 2019
Teatro Medional: O Senhor Ibrahim e as Flores do Corão
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| Actor Miguel Seabra do Teatro Meridional |
A
presença da peça “O Senhor Ibrahim e as Flores do Corão” na sala do Teatro
Micaelense, na noite de 23 de Março, figurará, certamente, como um momento singular e marcante no ano teatral a decorrer por estas bandas açorianas. Com encenação e
interpretação de Miguel Seabra, música de Rui Rebelo, o texto pertença do
escritor/dramaturgo Eric-Emannuel Schmidt trata-se de um libelo no que toca à amizade e à
tolerância entre duas pessoas. O monólogo retrata bem a diferença de culturas, religiões e os caminhos trilhados ao longo da vida, no fundo, a humanidade. A
narrativa evoca a Paris dos anos 60, as aventuras de um jovem judeu e um
merceeiro na rua bleu, que afinal não é azul. A fala do actor começa pela afirmação do
pequeno judeu: “Quando fiz onze anos parti o mealheiro”, sendo que é a partir
daqui que este será presença assídua na loja do velho
merceeiro árabe e que, após múltiplas peripécias existenciais e dores de crescimento, se
tornará também ele próprio herdeiro e transmissor do seu legado.
Numa peça que prima pela
simplicidade de meios em palco, apenas um actor, este vai explicitando as vicissitudes e os diálogos
ocorridos entre os dois personagens, acompanhado pela presença dum músico e de um cenário escuro e surpreendente que vai mudando, com várias
invocações de luas, marés, livros bíblicos, entre tantas outras coisas. E a vida continua, parece ser o lema deste monólogo repleto de pormenores deliciosos
no que toca à compreensão/incompreensão entre os seres humanos ou o significado
profundo de quem verdadeiramente nos influencia e nos toca para nos tornarmos naquilo que somos na idade adulta. Uma interpretação rica e profunda, uma entrega irrepreensível do actor fundador de uma companhia - o Teatro Meridional - que visitou São Miguel pela primeira vez em 27 anos de existência teatral.
domingo, 22 de outubro de 2017
"Moçambique", da Mala Voadora no Teatro Micaelense
A peça deu início com todos os actores em palco e
onde um deles começa logo por dizer que nasceu em Moçambique. Esse actor é
Jorge Andrade, o autor e encenador. Este veio para Portugal com apenas 4 anos, regressando
agora a Moçambique para construir uma autobiografia como se tivesse passado lá a
maior parte do tempo da sua vida. Enquanto narra a sua história pessoal mistura
elementos biográficos com factos da vida moçambicana, sempre com o intuito de tornar credível
o enredo. No final daquelas duas dinâmicas horas, o espectador é surpreendido
com um tipo de teatro próximo do documental, onde a ficção interferiu no rumo
dos acontecimentos e daquilo que se pretendia contar. Será isto a obsessão por
um final feliz?
Assistiu-se, assim, a um caleidoscópio “concentrado” de cores e gestos, intenso, com quadros bem ritmados, cenários e figurinos irrepreensíveis e que tocou, não só os que conheceram ou não, a História recente de um país chamado Moçambique.
Assistiu-se, assim, a um caleidoscópio “concentrado” de cores e gestos, intenso, com quadros bem ritmados, cenários e figurinos irrepreensíveis e que tocou, não só os que conheceram ou não, a História recente de um país chamado Moçambique.
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
O Adeus da Cornucópia
Em Novembro de 2005, pude assistir à Companhia de Teatro da Cornucópia no Teatro Municipal de Faro. À altura, foi grande o espanto ver uma peça da Cornucópia fora de Lisboa bem como da descoberta de um autor, António José da Silva, com a peça “Esopaida ou a Vida de Esopo”, numa comédia exigente, bem elaborada e difícil e que instigava momentos de riso e até mesmo gargalhadas. Ao mesmo tempo que assistíamos em palco a um actor no máximo da técnica vocal e interpretativa: Luís Miguel Cintra. A Cornucópia sabe-se, entretanto, que irá fechar portas muito em breve, isto é, dar por concluída a sua actividade. Desculpem, será que podem repetir?
terça-feira, 1 de novembro de 2016
3 x Teatro na Galeria Arco 8
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Sala de Embarque: Evocar Albert Camus!
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| Fotografia Carlos Olyveira |
Uma
peça pede sempre os seus actores, a sua história e o seu público! Agora que Sala de Embarque cumpriu o seu
desígnio das três apresentações previstas, conviria evocar Camus e o seu
optimismo, ainda que moderado. As três
apresentações de Sala de Embarque não poderiam ter corrido melhor, no entanto, convém
não exagerar nos festejos e foguetes. É claro que precisaríamos de um palco à
altura das 180 pessoas que nessas três noites estiveram presentes na Galeria Arco 8, é certo que necessitaríamos
de aprimorar ainda mais as marcações de pé e todos pudessem ver as expressões e
movimentos dos actores, é provável que o texto poderia ser encurtado ainda mais…enfim,
há sempre uma nódoa, por mais pequena que seja, que se poderá apontar. De
qualquer modo, quando a poeira assentar, deveríamos confessar que aquilo que
mais nos interessa nesta ideia de “Sala de Embarque” é o “processo”. Sim, todo
o processo de elaboração, construção e montagem de uma ideia teatral. Essa estirada
desmedida que é necessária até termos chegarmos ao dia da estreia na Galeria
Arco 8, que começa com a escolha do título e escrita do texto, os seus ensaios
diários e sistemáticos, passando pela concepção do cartaz e postal, até à
montagem do cenário e venda dos bilhetes. Voltando, assim, a Albert Camus para
partilhar a sua visão da vida e do mundo que tanto apaixona e entusiasma. Essa
concepção presente no seu livro “O Mito de Sísifo” que afirma que apesar de a
vida não ter qualquer intento, existe, no entanto, uma possibilidade de lhe
atribuir sentido, isto é, a de procurar satisfação no processo (quando a pedra
é transportada até ao cume) e não no objectivo final (quando a pedra cai e
rebola de novo e é necessário transportá-la de novo até ao cume). Quando é que
é a próxima viagem?
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
domingo, 4 de setembro de 2016
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
Sala de Embarque: Ensaios
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| Espaço da Galeria Arco 8 |
A
peça teatral Sala de Embarque já tem datas marcadas: 29, 30 de Setembro e 1 de
Outubro. Sempre às 21h30, na Galeria Arco 8. Três dias de apresentação
consecutivas após três meses de trabalho colectivo. O cenário ganhou ontem nova
coloração, com a chegada dos bancos em
madeira que são a "mola" principal da acção. Agradecemos o apoio, a delicadeza e o empenho.
Trabalharemos com intensidade para fazer jus dessa cedência, apoio à produção. Assim o
faremos.
Hoje temos novamente a
presença do Carlos Olyveira. Entra novamente em cena este fotógrafo, um conhecedor da
urbe e do seu pulsar, pois é um narrador incansável dos dias que se repetem. Ultimamente
tem sido com ele que gostamos de espreitar o quotidiano trânsito da ilha em viagem, tornando-nos
cúmplices da sua paisagem e do movimento citadino. Enquanto isso acontece, a Júlia
Garcia prepara minuciosamente o desenho gráfico (os cartazes e os postais), aguardando o tempo
preciso para apelarmos às técnicas antigas da Tipografia Micaelense e ali usarmos a
valência do passado para servir o tempo presente. E, por aqui, continuaremos...a ensaiar!
sábado, 20 de agosto de 2016
Sala de Embarque: Pausa para Café
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| Fotografia Carlos Olyveira |
“Daqui a um
mês estaremos prontos” - é este o pensamento geral de todos os que se
juntaram para fazer esta peça intitulada de Sala de Embarque. No entanto, sentimos que
trabalhar neste período é ingrato dadas as solicitações e sugestões inerentes
ao período da canícula. O tempo é, maioritariamente, vivido no exterior com
toda a inquietude e humidade provocada pelas oscilações climatéricas, à semelhança da vida do caracol cantada magistralmente na excelsa voz do Carlinhos Medeiros: “A
vida do caracol/É uma vida arrastada, /Anda com a casa às costas/Onde quer faz
a morada.” E, por isso, pacientes, caminhamos lentamente, com as pausas e os “desvios”
típicos do Estio.
Desta feita, o texto da
Sala de Embarque tem mais uma nova versão e, por sinal, mais uma impressão. Os
cafés ajudam a clarificar o sentido do texto, a orientar para os seus meios e
fins, a lembrar que também estes estão presentes enquanto evocação do tempo e
de memória, pois tal como diz o personagem de “O Velho" quase no final: “Ao fim
da tarde, reuníamo-nos todos nos cafés, com aulas ou sem aulas. Os cafés
daquele tempo eram frequentados por toda a gente sem distinção social, a nossa
presença amiúde era uma forma de mantermos o contacto diário e de despertarmos
a curiosidade uns dos outros sobre aquilo que nos apetecia saber e fazer. Quem
é que hoje se encontra? Agora é cada um por si…” E agora, que ainda é de manhã, antes das
compras para a semana, aqui fica este registo fotográfico, a imagem dessa comparência e a mola necessária para mais uma leitura.
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Sala de Embarque: Ensaios
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| À Conversa com Miguel Carvalho |
Começaram os
ensaios na Galeria Arco 8 de “Sala de Embarque”. Foi no dia mais longo do ano
que encetámos os ensaios deste texto teatral há muito anunciado. Desta feita, só
ensaiando, trabalhando de forma persistente o texto é que se consegue avançar,
seguir em frente, construir um ambiente dramático em cima do palco. Por isso, é
nossa vontade ensaiar cada vez mais, ir assim melhorando, exercitando,
procurando as personagens, indo ao encontro da real envolvência da peça. Esta
proposta vai ser construída a partir das possibilidades que o texto teatral e
as circunstâncias permitem. Bem-vindos ao Teatro Paupérrimo!
quarta-feira, 8 de junho de 2016
sábado, 4 de junho de 2016
Sobre o Monólogo...
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| "Podemos Controlar o que os Outros Pensam de Nós?" com o actor João Malaquias. |
Este texto
foi sendo escrito, reescrito, ao longo do tempo. A sua génese, bem como a sua
elaboração, está associada a uma circunstância especial, sobretudo a uma tirada
de um amigo que se interrogava sobre essa possibilidade de controle, esse exame
permanente que fazemos sobre aquilo que os outros podem pensar sobre nós. A indagação
activa e vigilância permanente das nossas acções e sobre o que fazemos, uma
atenção constante ao que os outros podem ou não pensar. É neste nosso
comportamento que encontramos motivo para inibições ou acções nem sempre consentâneas
com as nossas reais intenções.
A partir daqui o texto foi-se tornando esclarecedor no sentido de criar um momento de introspecção, uma celebração de um aniversário e a exaltação de um registo dialógico virtual que criasse um uma reflexão intima e consciente sobre a existência e a passagem do tempo.”
A partir daqui o texto foi-se tornando esclarecedor no sentido de criar um momento de introspecção, uma celebração de um aniversário e a exaltação de um registo dialógico virtual que criasse um uma reflexão intima e consciente sobre a existência e a passagem do tempo.”
quinta-feira, 2 de junho de 2016
quarta-feira, 1 de junho de 2016
3ª Sessão na Galeria Miolo
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| Fotografia de Carlos de Olyveira |
domingo, 29 de maio de 2016
quarta-feira, 25 de maio de 2016
terça-feira, 24 de maio de 2016
Amanhã, na Galeria Miolo, pelas 21 horas
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| Fotografia de Carlos Olyveira |
Depois de uma primeira apresentação em que não coube mais ninguém, chegamos, inclusive, a pensar repetir no próprio dia, iremos voltar à Galeria Miolo na noite de amanhã, quarta-feira, dia 25 de Maio, pelas 21 horas. O João Malaquias vai assim afinando o texto e repetindo de forma sistemática as suas repetidas derivações: “Será que podes controlar o que os outros pensam de ti? Não. Não podes controlar o que os outros pensam de ti. Não podes. Podes é parar de pensar sobre isso, pois podes. À tua frente, um espelho para olhar. Fixas o teu olhar no espelho. Espelho que em latim se diz speculum. Eis o teu reflexo nesta distância que vai de ti aos outros. Devolve-te agora uma imagem que julgas ser autêntica, verdadeira, real. Um espelho inclemente que te diz que vais envelhecendo a cada dia que passa.” Ao Vitor Marques e Mário Roberto, responsáveis pela Galeria/Editora Miolo, e ao público e restantes pessoas que têm acarinhado e apoiado este monólogo, produzido enquanto espectáculo por apenas seis euros, champanhe incluído, o nosso mui obrigado!
quarta-feira, 18 de maio de 2016
domingo, 7 de fevereiro de 2016
As Charlas "Nocturnas" do Doutor Mara
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| Fotografia de Diogo Fonseca |
A
primeira dramatização “Charlas Quotidianas do Doutor Mara" ocorreu em
Fevereiro de 2014, na Travessa dos Artistas, com a representação do capítulo
“Futurofagia”, e contou com as participações dos actores João Malaquias e
Judite Fernandes e ilustrações de Luís Brum. A segunda apresentação deu-se na
ilha do Faial com três novos capítulos: “Ginecomagia”, “Tarantorerapia” e
“Enomátria”, postos nas tábuas do palco do Auditório ao Ar Livre da Biblioteca
Municipal da Horta, com as interpretações de Tiago Vouga e Aurora Ribeiro,
que replicaram a representação por mais duas vezes para uma audiência de 150
pessoas no total. Há um mês atrás, foi a vez de voltar à cidade de Ponta
Delgada, na Galeria Arco 8, contando com 60 pessoas na assistência. Aqui: https://www.youtube.com/watch?v=0m_9pwmHtqc
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