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| Femina1# (2020) Filipe Franco |
quarta-feira, 22 de março de 2023
terça-feira, 21 de março de 2023
Poeta
ajuizado da descrição, este texto já vai longo
tentear perfeições geométricas, filosóficas, de estilo
a vida colocar-nos-á no devido lugar
bem intencionada asserção que resultou num alto
(e honestíssimo) deslize idiomático:
Miguel Manso, in Santo Súbito, Lisboa, 2010.
Primavera
na sua paralisia de pedra verde
a valsa verde do pirilampo
chamando-se entre si num clamor
cedendo aos caules que anseiam a luz
Vidinha
mas hoje estou conformado: de que serve
arrastar esta sede até ao próximo oásis
para depois me sentar sobre um poço de água salobra?
Paulo Ramalho in Manual de Sobrevivência para Náufragos, douda correria, 2020.
segunda-feira, 20 de março de 2023
A Poesia Vai Acabar
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
- Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar?
Os Sapatos das Duas Estações
usava sempre sapatos de duas cores
E glicínias como atacadores
Jorge Sousa Braga in "O Segredo da Púrpura", O Poeta Nu.
Do Comunismo
"O comunismo é dos maiores paradoxos da história da humanidade, com a sua intenção de igualitarismo, de colocar o ser humano no centro do desenvolvimento social, de o estado servir o cidadão através de uma utopia saudável. Mas isso gerou monstros, ditadores."
Mário Lúcio, entrevista a João Pacheco, Revista Electra, Inverno, 2022/2023.
domingo, 19 de março de 2023
João Correia Rebelo: Um Arquitecto Moderno nos Açores
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| João Correia Rebelo por Pedro Valim (Boletim Cultural Fazendo) |
Nuno Teotónio Pereira, in Uma Vida Nómada, uma obra fragmentada, uma pessoa íntegra, in "João Correia Rebelo", Instituto Açoriano de Cultura, 2002.
"Morphine" de Sebastião Belfort Cerqueira
Nem tenho tempo a perder com essas merdas
Mesmo ao pé de casa
Encontrei estrangeiros bastantes
A quem ainda hoje digo coisas
Que não podiam perceber
Que o silêncio errado fez morrer
Já me habituei e já não tenho
Vergonha de dizer
Que não percebo
Esta coisa de parecer um estranho
De visita àquilo que viu crescer
Durante anos
Entendemo-nos tanto
Que agora não há nada a fazer
in "Música Normal", Companhia das Ilhas, Janeiro de 2021.
sábado, 18 de março de 2023
sexta-feira, 17 de março de 2023
Da Mediarquia
quarta-feira, 15 de março de 2023
Da Terra
"Se olhares bem, em Cabo Verde, não podes dizer a ninguém: "Vai para a tua terra. Porque ninguém é de lá. O mais velho, só está lá há cinco séculos. É uma experiência bonita."
Mário Lúcio, entrevista de João Pacheco, Revista Electra nº19, Inverno.
As Ilhas de Barco
Amaya Sumpsi: Sair do Faial ao anoitecer para chegar às Flores ao amanhecer. Não há dinheiro neste mundo que pague essa viagem, acreditem.
in Questionário Marado, FALTA#5, Fevereiro de 2023.


