| Fotografia de Tânia Neves dos Santos |
segunda-feira, 22 de abril de 2024
domingo, 14 de abril de 2024
segunda-feira, 8 de abril de 2024
domingo, 7 de abril de 2024
Anatomia de Uma Queda
![]() |
| Filme de Justine Triet, 2023 |
Sandra
Huller possui um rosto enigmático, perfeito para narrativas indagadoras.
“Anatomia de uma Queda”, de Justine Trier, é o filme perfeito para uma actriz
misteriosa, um casal em crise e uma explanação duradoura sobre um homem que cai do alpendre da sua própria casa em
reparação. Justine Trier filma inicialmente os rostos da perda, uma mãe e um
filho que, cada um à sua maneira, estabelecem as coordenadas sobre o que pode
ter acontecido. Pelo meio, há pistas e vestígios desse acontecimento
inesperado. Por último, há um julgamento inverosímil que fortalece ainda mais o
enigma, o mistério, o segredo. O rosto esfíngico de Sandra Huller permanece!
Música Para Abrilar
-Real House - Bright Future, 2024 - Adrianne Lenker
-No Café - Crime, 2017 - João Paulo Esteves da Silva
-Love Comes to Me - The Letting Go, 2004 - Bonnie Prince Billy
-Baby
-
Gal Costa, 1968 - Gal Costa e Caetano Veloso
-Mary Boone - Only God Was Above Us, 2024 - Vampire
Weekend
-Irene
-
Cavalo, 2014 - Rodrigo Amarante
- Island Life - Hadsel , 2023 -
Beirut
-Another Night - Curtains, 1994 - Tindersticks
-Don't Know How To Keep Loving You - Crushing, 2019 -
Julia Jacklin
-White Fire - Burn Your Fire For No Witness, 2014 -
Angel Olsen
-Terminal Paradise - U.F.O.F., 2019 - Big
Thief
-Syreeni - Lilla, 2022 - Anna
Järvinen
-No Café - Crime, 2017 - João Paulo Esteves da Silva
sábado, 6 de abril de 2024
quinta-feira, 4 de abril de 2024
Um Tal de Fernando Assis Pacheco
Vivo com ele há anos suficientes
para poder dizer que o reconheceria
num dia de Novembro no meio da bruma
é como uma pessoa de família
adorava os pais mas tinha medo
quando zangados se punham aos gritos
e se chamavam nomes odiosos
não invento nada vi-o crescer comigo
chorava então desabaladamente
e eu com ele sentindo-nos perdidos
o cobertor puxado sobre a cabeça
seria trágico se não fosse ridículo
mesmo depois a noite que urinasse
no pijama era um protesto civil
encharcou assim grande parte das Beiras
não lhe perguntem se foi feliz
Fernando Assis Pacheco, in Respiração Assistida, Lisboa, 25 de Maio de 1995
quarta-feira, 3 de abril de 2024
"Meu Nome É Gal": o Brasil da Tropicália!
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| Filme de Dandara Ferreira e Lô Politi Cartaz daqui: https://www.doistercos.com.br/ |
Filme à volta da vida e das canções da cantora brasileira Gal Costa. A intérprete é Sophie Charlote que encarna a tímida cantora que, no fim da década de sessenta, vai da Baía até São Paulo e depois pousa nas águas cálidas do Rio de Janeiro, sempre com o fito de se tornar cantora, ou como terá dito, João Gilberto, "Gal - a maior cantora do Brasil".
O registo é enérgico e melancólico, não podemos esquecer que se trata do Brasil da ditadura militar e, sobretudo, da vontade de igualar as modas e as novidades que chegavam do norte, sendo também esse o desejo da sua juventude. O que foi, afinal, o movimento Tropicália? Abalo e força desse desiderato juvenil ao absorver os sons e ritmos provenientes da cultura anglo-saxônica, à altura, irradiante e dominante, dando-lhe, assim, o seu cunho tropicalista. No fundo, pretendiam dar a conhecer esse Brasil em mudança que ousava arriscar e se projectar no futuro, tal como a letra desta canção: “Você
precisa saber da piscina/Da margarina, da Carolina, da gasolina/Você precisa
saber de mim/Baby, baby, eu sei que é assim”. Belo e sedutor filme sobre uma das grandes vozes da música popular brasileira.
sexta-feira, 29 de março de 2024
quinta-feira, 28 de março de 2024
Brecht no Museu Vivo do Franciscanismo
Brecht escreveu a peça "A Exceção e a Regra" entre 1930 e 1932, sendo que esta só seria publicada no ano de 1937. A primeira vez que houve uma representação em Portugal, foi em Coimbra, em 1969, com encenação de Ricardo Salvat e representada por membros do CITAC (Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra). O músico Zeca Afonso editaria alguns dos temas desta peça no álbum "Coro dos Tribunais", decorria o ano de 1974.
Ontem, no Dia Mundial do Teatro, esta peça foi apresentada pela companhia Vê Teatro, com encenação e temas musicais de Alexandre Braga, contando com o seguinte elenco: Joana Melo, Beatriz Tavares, Alexandre Braga, Rita Matias, Fernando Nunes, Sofia Lopes e Matilde Sousa. O local de apresentação foi o Museu Vivo do Franciscanismo, na cidade da Ribeira Grande.
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