| in Cântico dos Cânticos Três Sinais, 2001 |
sábado, 11 de novembro de 2023
domingo, 5 de novembro de 2023
Quem se lembra dos Dexy´s Midnight Runners?
"Não conheço nenhuma outra banda que escreva acerca das outras coisas concretas que, agora, escrevo nem que publique um álbum conceptual com uma narrativa que lhe ofereça unidade. Talvez apenas os Primal Scream. Bobby Gillepsie. Ele, ao menos, esforça-se por criar algo diferente. "
Kevin Rowland in Revista Expresso, 13 de Outubro, 2023
Da Vida
sábado, 4 de novembro de 2023
Lenda de Rui Costa
na palma dos teus olhos que agrafam gestos
quando eu me movo tu dizes que sou belo
e rimos consagrando a nossa lua ao tempo
por menos que um desejo abrimos o segredo
dos órficos duendes nas rias de Gonery
lembro-me de um pano colorido que voou
quando abrimos as janelas
e o mundo ardia
Gostavas da vida. sou igual a ti, um lobo espreita
a tua cara que nunca foi a mesma. a erva cresceu.
no entanto algo nos une. sinto conforto nisso.
in A Nuvem Passageira das Pessoas Graves, Quasi Edições, Maio de 2005.
quarta-feira, 1 de novembro de 2023
domingo, 29 de outubro de 2023
sábado, 28 de outubro de 2023
quarta-feira, 25 de outubro de 2023
Da Arquitectura
"Permitam-me: vale a pena olhar este edifício, descobrir partes por descobrir, porque cada olhar é uma outra lupa...vale a pena pensar o que dele emana da actualidade do desenho e tantas outras reflexões...E vale a pena o dono da obra promover a acção da recuperação original de todo o imóvel, em particular dos seus espaços interiores."
Albino Pinho in Roteiro de Arquitetura dos Açores, Açoriano Oriental, 25 de Outubro de 2023.
domingo, 22 de outubro de 2023
Da Escola Pública
sábado, 21 de outubro de 2023
Um Poema Visual para o Areal
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| Três Haikais, um Peixe Surfista e uma Canção de Amor para o Areal Fotografia de Gabriela Oliveira |
A
ideia surgiu na edição do FUSO Insular do ano passado após a
Gabriela Oliveira me ter convidado para narrar o seu pequeno filme
"Itinerário". Surgiu, assim, deste modo a vontade de pensar numa ideia que fosse possível materializá-la no laboratório de imagens da edição do Fuso Insular deste ano. Ao mesmo tempo acreditar nesta escola estival, destinada à
aprendizagem marcada pelo experimentalismo, aberta à liberdade criativa e ao
conhecimento teórico do mundo das imagens, e que desta feita reactivasse um contacto ainda mais profundo com as imagens em movimento.
Esta ideia de criar um filme, a partir de imagens e dos sons, era já muito antiga, e foi isso que levou ao projecto inicialmente apresentado que trazia já dentro de si este "Três Haikais, um Peixe
Surfista e uma Canção de Amor para o Areal". O cinema é um trabalho
coletivo e foi isso mesmo o que se veio a passar. Este pequeno filme materializa uma ideia em oito minutos, juntando as imagens captadas pela câmera da Gabriela Oliveira, a música de Filipe
Furtado e a montagem de Elliot Sheedy, para além das sessões de apresentação no Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas.
E, perguntam: qual é o leit-motiv deste
documentário de cariz poético-musical? Trata-se, sobretudo, de fixar um momento,
neste caso particular uma vivência, um tributo/homenagem a um lugar de pertença
que se encontra em mudança: o Areal de Santa Bárbara. Durante
os meses de verão socorri-me da paciência e da boa vontade da Gabriela Oliveira
e fomos à procura desse movimento inusitado no Areal. Intuímos, portanto, o imprevisto e
o improviso na Cervejaria do senhor Manuel Furtado, estabelecemos as
coordenadas e ligação ao músico açoriano, Filipe Furtado, imersos naquela festa domingueira do Espírito Santo, na Ribeira Seca. É, para nós, uma alegria podermos contar com a banda sonora deste músico
açoriano, numa aventura sonora deambulante, poética e memorial, mantendo-se fiel
ao seu registo bossajazístico, e que ao piano, por vezes, lembra o músico sueco Jan Johansson. O resultado final é um documento fílmico em torno
do Areal e das memórias de quem se dispõe a narrar.
Por último e, com a devida vénia ao
trabalho de montagem, aqui realizado pelo músico e cineasta norte-americano,
Elliot Sheedy. Ele que desenvolve trabalho continuado e permanente num universo de cariz alternativo, crítico mordaz da sociedade contemporânea, prestes a estrear a sua primeira longa metragem. Neste nosso
pequeno filme, alcandoramos algumas fragilidades no trabalho e conhecimento de Elliot Sheedy, pois foi ele quem juntou as peças e articulou os sons e as imagens, com o devido guião de orientação, evidentemente.
Por essa razão, enquanto parte
interessada e interveniente neste processo criativo, deu para entender que "Três Haikais, um Peixe Surfista e uma
Canção de Amor para o Areal" é o resultado dum esforço colectivo marcado pelo ímpeto e paixão pelo mundo das imagens em
movimento, a dita sétima arte. Que todos e todas ocorram ao Arquipélago - Centro de Artes
Contemporâneas, no dia 28, às 18h30, à blackbox e que possam assistir à estreia deste e dos
outros filmes, realizados durante o laboratório de imagens do Fuso Insular de 2023.
terça-feira, 17 de outubro de 2023
Brisa de Joaquim Castro Caldas
só o amor une grande
a independência
à liberdade
vergonha de perguntar
- amas-me?
não há uma razão do sémen
para os poetas se repetirem
os homens não os ouvirem
não ler é como ir ver o mar


