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domingo, 14 de setembro de 2025

Os Transportes....

       "A pesquisa foi realizada entre Maio e Setembro de 2024 e contou com 833 respostas válidas, abrangendo as Ilhas de São Miguel, Terceira e Faial.
  Em São Miguel, que representa 35,8% das respostas, as principais preocupações dos inquiridos em relação ao turismo prendem-se com a necessidade de melhorar a rede de transportes públicos, reduzindo a dependência do aluguer de automóveis, e de limitar o acesso de não residentes a determinadas zonas balneares, como a Ferraria. (...)
    Na Terceira, que representa 32,8% das respostas, os residentes destacam também como prioridades a melhoria da rede de transportes públicos, com mais rotas e horários, e a necessidade de supervisionar o desenvolvimento turístico da ilha(...)
     Já no Faial, que corresponde a 31,8% das respostas, as maiores  preocupações prendem-se com a melhoria da rede de transportes públicos e a supervisão do desenvolvimento turístico da ilha, a limitação do número de turistas na época alta  com a promoção da época baixa e com a formação de profissionais do sector (...)"

                             in Açoriano Oriental, 10 de Setembro de 2025

sábado, 19 de outubro de 2024

Turismo

        "O nosso nível de desenvolvimento turístico não se deve avaliar unicamente no plano material. Tendemos a medir o turismo pelo número de camas autorizadas, mas, no nosso entender, uma boa métrica seria a eficácia dos nossos transportes, que ainda é muito sofrível para o aumento de turismo que temos registado a cada ano."

Diogo Caetano, in"Os Transportes Públicos precisam de uma grande revolução", Açoriano Oriental, 19 de Outubro de 2024. 

segunda-feira, 5 de março de 2018

A Turistolândia...

Fotografia de Carlos Olyveira

O turismo está aí e é, de facto, a nova galinha dos ovos de ouro. Fala-se todos os dias de milhões de euros em investimentos em hotéis e bungalows à beira mar, promessas de duas centenas de empregos no turismo e aumento aos magotes no número de casas disponíveis para o alojamento local. O que também é verdade é que não se ouve ninguém preocupado acerca de políticas de requalificação urbana que favoreçam a recuperação e a colocação para arrendamento de imóveis de longa duração, isto é, habitação para residentes. Será que custaria muito às câmaras, ou mesmo ao governo, adquirirem prédios abandonados ou devolutos nos centros históricos das cidades, requalificá-los e disponibilizá-los a preços acessíveis à população que ali quisesse residir e viver?
Acredite-se, assim, que é de real importância para uma cidade quem a visita mas, sobretudo, e não de somenos relevância, a promoção de uma vida digna e saudável para quem nela habita ou pretenda habitar.

sábado, 21 de outubro de 2017

Sobre o Arrendamento...

             
 Fotografia de Carlos Olyveira
       

               "Na questão de Lisboa e Porto este processo está muito mais visível. Em Ponta Delgada consideramos que o processo está numa fase muito inicial e a ideia de trazer cá a caravana passa, também, por aprendermos om a experiência de outros locais. Ainda assim, a percepção que temos é que em Ponta Delgada  também está a tornar-se cada vez mais difícil arranjar casa para arrendar, porque a maior parte das casas que estão disponíveis são para alojamento loval, para turismo de muito curto prazo, ou mesmo para comprar, porque houve uma escalada dos preços das casas. Há vários factores que contribuem para isso: é o turismo, é a mudança da lei de arrendamento em 2012, que facultou os despejos e que contribuiu para uma liberalização do mercado e há a ideia que o uso das casas para aluguer de turistas é muito mais rentável do que para a residência ou para a fixação das populações locais."

Lídia Fernandes, da Caravana para o Direito à Habitação, 16 de Outubro in "Atlântico Expresso".

terça-feira, 3 de maio de 2016

O Direito à Cidade

(…)“Encontramo-nos perante cidades onde o consumo é o motor principal das acções urbanísticas. A consequência é a proliferação de espaços de segregação cultural e económica, que afastam a população da realidade urbana, e fazem com que as cidades se pareçam umas com as outras. Os processos de gentrificação e turistiificação são alguns dos motores desta segregação.
O aumento do turismo provoca grandes expectativas em termos de desenvolvimento económico, mas coloca também a questão dos recursos a afectar à conservação e revitalização dos centros históricos. Na maioria dos casos, as cidades, por causa da pressão exercida pela indústria turística, transformam-se em imagens estereotipadas, ou têm de se adequar ao mercado internacional.
Ao mesmo tempo, os processos de gentrificação e turistificação provocam o deslocamento mais ou menos voluntário das populações locais, colocando em causa o direito à cidade.
A visão teórica da reabilitação na óptica da valorização do património para todos, salvaguarda a diversidade cultural e de um desenvolvimento sustentável permanece na agenda do dia. Porém, as dinâmicas económicas e as transformações urbanas daí resultantes têm vindo a comprometer a coesão socioeconómica e territorial.
Fabiana Pave inGentrificação e Turistificação: o Caso do Bairro Alto em Lisboa”; Le Monde Diplomatique, Abril de 2016.