Edgar Morin, As Grandes Questões do Nosso Tempo, Notícias, 1987.
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terça-feira, 6 de março de 2018
Da Memória
(...) com o tempo, um princípio de entropia corrói a recordação, que fica como que roída pela traça, lacunar se desfia e, in extremis, quando a queremos reconstituir passados tantos anos, só nos restam bocados incertos..."
domingo, 13 de março de 2016
Memória
“Mnemósine.
Mnemósine é a personificação de Memória. É filha de Urano e Geia, e pertence ao
grupo das Titânides. Zeus uniu-se-lhe, em Piéria, durante noites seguidas, e,
um ano depois, ela deu-lhe nove filhas, as Musas. Havia uma fonte “de Memória”
Mnemósine), diante do oráculo de Trofónio.”
Pierre
Grimal in Diccionário da Mitologia Grega e Romana, Difel-Difusão Editorial.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Há 30 anos...
Fotografia dos Madredeus na Ilha do Faial
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A onomástica desse período - há trinta anos - é
marcada pela atribuição às raparigas dos nomes de Ana, Carla, Maria, Sandra e
Claúdia e dos rapazes por Ricardo, Pedro, Nuno, João e Bruno. O norte-americano
Tom Waits lançou o álbum de originais “Rain Dogs”.Na televisão o acontecimento é
o Live Aid, organização planetária que apresenta o arrojo de Bob Geldof e a coragem de Bono Vox dos
U2 e que é visto por mais de um bilião de pessoas. Às salas chegam dois filmes que
chocam a opinião pública: Je vous salue, Marie, de Jean-Luc Godard, com Myriem
Roussel e Juliette Binoche e “O Beijo da Mulher-Aranha”, de Hector Babenco, com
William Hurt, Raul Juliá, Sónia Braga, José Lewgoy e Milton Gonçalves. No
cinema em Portugal surge "Um Adeus Português"do realizador João
Botelho, o primeiro filme português de ficção a abordar de forma explícita a
guerra colonial e João César Monteiro realiza “À Flor do Mar”, tendo Teresa
Villaverde como actriz. José Afonso, bastante debilitado, edita um novo LP de
originais intitulado“Galinhas do Mato” com a companhia dos músicos: Júlio
Pereira, Luís Represas, Helena Vieira, Janita Salomé, Né Ladeiras e José Mário
Branco. Pedro Ayres Magalhães (guitarra clássica) e Rodrigo Leão (teclados)
encontram-se para formar um novo grupo musical. Um ano depois gravam "Os Dias da Madredeus" no Convento da Madre Deus, em Xabregas. Até hoje mais nenhum grupo português conseguiu semelhante reconhecimento internacional.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Nasceu no dia de hoje há 95 anos
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Pão, Amor e...filmes Italianos (2)
![]() |
| Belissima de Luchino Visconti (1952) |
E não nos venham
falar da influência das comédias italianas sobre o cinema português dessa
altura: os filmes nacionais não eram eram mais do que aproveitamento comercial
da popularidade de grandes actores de revista e de comédia (eram os tempos
áureos do Parque Mayer), explorando temas como o futebol, as touradas, o fado,
estudantes e tricanas, a História pátria ou a alegre vida rural pondo acento
nas canções, que a rádio transmitia horas a fio e trauteavam nas ruas – “Água
fria da ribeira”, Ó Rua do Capelão”, “Capitão da Rua”, “Coimbra é uma Canção”,
etc. etc. Eram, no essencial, filmes de estúdio e de actores, onde a “gente
comum” nunca ia além da mera imitação, nem o pretendia.
Voltando a
Itália, resta a acrescentar que toda aquela imensa explosão de energias,
imaginação e desenrascanço veio dar, nos anos que se seguiram, o seu contributo
ao chamado “milagre económico italiano”. Um filme ainda nos anos 60 – o
admirável “As mãos sobre a cidade”, do Rossi – já lhe anunciava a matriz
essencial: o interminável conluio entre o mundo político e as mafias da
construção e do imobiliário, que desembocou há poucos na enorme balbúrdia da
Itália de hoje, surpreendida (???) consigo própria. Mas isso são outras histórias.
Do cinema italiano, passámos a receber a
conta-gotas quase só obras do Fellini, do Visconti e do Antonioni (valha-nos
isso!), e pelo meio mais uma ou outra pérola desgarrada, como o “Dia
Inesquecível”, retrato de corpo inteiro do fascismo italiano, como nenhum
outro.
Por cá, ainda
não chegou a hora de nenhum “milagre”. Seja o de Milão, ou porventura do do
Porto, eterno candidato a salvador não se sabe bem de quê. Quando muito,
espera-se pelo “milagre do Euro”, ou por qualquer outro que alguém nos traga,
tanto faz. Os filmes italianos terão sido apenas, afinal, a “fantasia” do Pão e
Amor que já então procurávamos.
in – Pão, amor e filmes italianos, Jornal Combate, nº 208 (Mar.), p. 27.
João Martins Pereira
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
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