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| Fotografia de Ana Monteiro |
sábado, 1 de dezembro de 2018
quinta-feira, 29 de novembro de 2018
Carta Injuriosa de Janeiro Alves no Cair do Outono
Caro Doutor Mara,
Imagino que esta carta o encontre no auge da sua
popularidade, depois do deplorável espectáculo na televisão pública, onde o seu
nome surgiu ligado à libertinagem e à cultura ”imediática”, na circunstância do
lançamento de um panfleto de qualidade duvidosa escrito por meia dúzia de
papalvos. Imagino então o meu amigo colhendo exuberâncias desta situação
plastificada, rodeado de ananáses e outros ornamentos exóticos, num estado de
graça que o subjuga à tentação do sorriso artificial e dos inevitáveis tiques
burgueses. No fundo, eu sei que gosta desse glamour da televisão e do cinema,
da vernissage e do croquete. Não pretendendo esta carta tecer críticas a seu
respeito, não poderia deixar de lamentar esta situação tendo em conta a nossa
já longa amizade.
Mas não é de
facto este o motivo que me leva a escrever-lhe. Imagine o Doutor Mara que vou
ser homenageado pela Sociedade das Artes e das Letras, pois esta semana fui
surpreendido com o galardão de ”Pior Livro do Ano 2017” com a minha obra ”Compêndio
Geral de Plantas Exóticas”. Neste momento preparo o discurso para a entrega de
prémios, enquanto tiro da caixa o meu fato de asas de grilo, que já não via a
luz do dia desde que o enverguei categoricamente nas últimas Conferências da
Fajã perante a estupefacção geral dos presentes. Conto dizer apenas algumas
palavras de agradecimento, ir ao beberete e de seguida levantar o cheque. Julgo
que este acontecimento exponenciará as vendas do meu livro, pelo que este natal
conto alugar a vivenda inteira em Penedono, e não apenas o quarto das traseiras
com vista para a serra. Como forma de agradecimento pelos importantes
contributos que o Doutor Mara foi emprestando ao meu livro, envio-lhe por
correio um exemplar que poderá pagar a contra-reembolso. São 25 euros em
numerário, Doutor. Não precisa de me agradecer.
Acabo esta breve
carta com um semblante de desconfiança repentina relativamente a um facto que
gostaria de ver esclarecido por seu intermédio. Em Fevereiro deste ano,
escreveu-me o meu amigo uma carta, em que referia ter ouvido um rumor de que eu
iria merecer a distinção de melhor obra de 2017. O meu caro amigo percebeu
quase tudo bem. De ”melhor” para ”pior” é apenas um pormenor de somenos. O que
me intriga e me provoca um franzir de sobrolho é o seguinte: onde obteve essa
informação, Doutor Mara?
Com apreensão e estima,
Janeiro Alves
terça-feira, 27 de novembro de 2018
FALTA, Ver: no Cine Auditório da Lira do Rosário, Lagoa
Ciclo de documentários com a presença do realizador Raffaele Brunetti e de Ilaria de Laurentis da produtora B&B Film.
Housing, de Federica di Giacomo, quarta-feira, dia 28 de Novembro, 21h30, Auditório da Lira do Rosário, Lagoa.
Hair India, de Marco Leopardi e Raffaele Brunetti, quinta-feira, dia 29 de Novembro, 21h30, Auditório da Lira do Rosário, Lagoa
sábado, 24 de novembro de 2018
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
FALTAM 3 Dias

Assistiremos à
performance da Patrícia Gabriel numa rua emblemática de Ponta Delgada
- Hintze Ribeiro - no edifício da Sociedade Corretora, espaço carregado de
vínculos históricos à cidade e à memória dos seus vizinhos. Esqueceremos, por
instantes, a gentrificação e celebraremos as artes, os nossos possíveis ou já
existentes talentos, assumir essa coisa tão frágil que é a identidade, a sua
construção, sem abdicar dos costumes, da cultura local, comendo e bebendo os
produtos que a terra nos oferece. Em boa verdade, vimos de muitos lugares e é
dessa luz que é feito o mosaico artístico das nações, dos povos, dos
locais.
Patrícia Gabriel
agilizará alimentos à sua maneira, Raffaele Brunetti confirmará o seu cinema
documental comprometido, Pedro Freire (Dj Fellini) encarregar-se-á de perambular
em torno do equilíbrio sonoro, José Castelo destapará as portas do Auditório da
Lira do Rosário, na Lagoa, como quem recebe amigos na sala de jantar, tornando assim os
dias da FALTA inesquecíveis.
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Prolegómeno
a poesia avança na escuridão, se o
amor se mexe,
finalmente, para encontrar o seu
lugar.
Daniel
Gonçalves, in Estes Assuntos Tristes, Labirinto, 2016
sábado, 17 de novembro de 2018
Sol de Março sobe ao Palco do Teatro Micaelense

É hoje, no
Teatro Micaelense, às 21h30, inserido no evento literário “Arquipélago de Escritores”, que
se apresenta a banda de Medeiros/Lucas para mais um espectáculo da sua
digressão do Outono. Em palco irão estar a voz de Carlinhos Medeiros, a
guitarra de Pedro Lucas, o baixo de Augusto Macedo, a bateria de Ian Carlo
Mendonza e os sintetizadores de Rui
Souza. Durante o concerto serão ouvidos temas dos três álbuns editados: “Mar
Aberto” (2015), “Terra do Corpo” (2016) e “Sol de Março” (2018), sendo as letras
dos últimos dois discos pertença do escritor micaelense, João Pedro Porto. Assim,
aguarda-se uma sala bem composta para uma noite musical com sabor a
mar, corpo e luz.
Cabo Verde: E já lá vão três!
A aventura musical caboverdiana nos Açores começou em Maio com o concerto dos Alma Crioula no Teatro Micaelense. Em palco, a presença e voz de Jenifer Soledad mas, sobretudo, ficou patente na mestria de Bau e respectiva descendência num concerto contido, mas intenso. O músico Bau é autodidacta, já esteve ao lado de Cesária Évora ou acompanhou músicos como Tito Paris ou Bius, onde fundou os Gaiatos. A sua carreira viria a ter um momento alto com o tema “Raquel”, a "Mazurka" que foi parte integrante do filme Fala com Ela, banda sonora da obra do realizador Pedro Almodóvar. Este músico amante do cavaquinho, natural da ilha de Santiago, continua assim a ter im papel impulsionador de novas vozes e talentos emergentes no seu país.
Seguiu-se, em Setembro, a voz de Elida Almeida, cabeça de cartaz da
edição deste ano do Azores Burning Summer Festival, em Porto Formoso, numa digressão por Portugal depois do sucesso retumbante no arquipélago
cabo-verdiano. Numa noite de mornas, coladeras e funaná, o concerto terminaria ao
rubro com o público rendido a dançar de forma vibrante, esforçando-se por cantar num crioulo
improvisado as canções sugeridas em encore. Alguns minutos depois a festa cabo-verdiana
tornou-se ainda mais intensa com o encerramento efetuado pelos Fogo, Fogo, que deu o mote para o primeiro dia do festival com uma prestação inesquecível rodeada de água e bailarico. Apesar do
dilúvio, o público não arredaria pé.
Agora em Novembro, no Festival "O Mundo
Aqui", numa proposta assente na diversidade cultural e na integração social dos imigrantes no arquipélago,
foi a vez de Nancy Vieira transportar na sua voz os aromas e sabores da terra
de Cise e Bana. É certo que a acústica daquele espaço, o multiusos
das Portas do Mar, pode não ser o melhor para a exploração das diferentes sonoridades
em questão ou mesmo para um concerto desta natureza, no entanto os músicos e a cantora
evidenciaram uma entrega intensa, empenhada e irrepreensível. Ao longo do concerto, a
cantora revelou talento e demonstrou aos açorianos que as ilhas atlânticas são, muito embora já o soubéssemos há muito tempo, curioso viveiro de
músicos, canções bonitas, sentimentos de partilha e interessantes cumplicidades.
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
Se eu vivesse aqui...
"Se eu vivesse aqui queria uma casa e uma cama onde só visse o Pico."
Raul Brandão
terça-feira, 13 de novembro de 2018
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
Em Novembro...
Em Novembro, prova o vinho e planta o cebolinho.
in Agenda Terra, Tipografia Micaelense, 2018.
3 Mulheres de Fernando Vendrell
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| sítio da RTP |
Está a ser exibida na na RTP a série de Fernando Vendrell, “Três Mulheres”, baseada nos factos que uniram Snu Abecassis, Vera Lagoa e Natália Correia, sobretudo entre o período de 1961 e 1973. Esta série foi concebida por Fernando Vendrell e Elsa Garcia, conta com o argumento de Fátima Ribeiro e Luís Alvarães, para além de um vasto leque de actores: Victoria Guerra (Snu), Maria João Bastos (Vera Lagoa), Soraia Chaves (Natália), Pedro Lamares (Sttau Monteiro), entre tantos outros. Cada episódio tem a duração de cinquenta minutos e termina no treze. E... pelo que já foi dado a ver, vale bem a pena!
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