segunda-feira, 26 de maio de 2025
Verso de Rui Machado
domingo, 25 de maio de 2025
Em Nome da Terra de Dorota Kobiela & Hugh Welchman
O desconhecimento completo da origem e
género deste filme despertou ainda mais a curiosidade à medida que se
viu a ação da película ser transformada em animação, por sinal, toda ela pintada à mão. Os
autores do filme, Dorota Kobiela & Hugh Welchman, já tinham realizado “A Paixão de Van Gogh”,
2017, utilizando a mesma técnica de animação e pintura a óleo.
A narrativa de “Em Nome da Terra”,
2023, acompanha a saga e a tragédia da jovem aldeã, Jagna (Kamila Urzedowska),
sendo esta portadora de uma graciosidade singular, para além da sua vontade de
autonomia e exaltação da liberdade em período de amarras e tradições. Esta
animação pretende, por isso, ser um retrato de uma monótona aldeia polaca do
século XIX, as suas hierarquias, os defeitos e virtudes de uma sociedade campestre no centro da Europa.
sábado, 24 de maio de 2025
Música Para o Findar de Maio
-Who Knows Where The Time Goes - Sandy Denny, 1967 - Sandy Denny
-Love, Try Not To Let Go - Pre Pleasure, 2025 - Julia Jacklin
- Happiness - Live at Revolution Hall, 2024 - Adriane Lenker
-Este País Não é para
Mães - Ferry Gold, 2025 - A Garota Não
-Se Por Acaso - 1970,
2007- J.P.Simões&Luanda Cozeti
-Lilac Wine -Wild is the Wind, 1966 - Nina Simone
-Te Recuerdo Amanda - mid-eighties, 1983 - Robert Wyatt
-Hoje Já Não é Tarde -
Salvador&Sílvia, 2025 - Salvador Sobral&Sílvia Pérez Cruz
-Mohabbat - Vulture
Prince, 2021 - Arooj Aftab
-Jelena Solun Devojko -
Songs of Thessaloniki, 2015 - Savina Yannatou
-Ge mig hopp, ge mig tro, ge mig nåt - Sex, 2024 - Anna Järvinen
-Pra Não Falar Mal - Novo
Mundo, 2025 - Arnaldo Antunes e Ana Frango Eléctrico
-Malaika -Myriam Makeba Live in Paris, 1977 - Miriam Makeba
A Saudade de Rolando de Viveiros
e de dor, de vago ansiar e nostalgia...
misto de indefinível poesia,
de esperanças, de sonhos, de incerteza...
É uma sensação, bem portuguesa,
de que se morre, um pouco, dia a dia...
Lembrança triste de uma simpatia,
que, para sempre, n´alma ficou presa...
É um sentimento vago e nebuloso,
em que há um não sei quê de misterioso,
cheio de encanto e de suavidade...
...Só quem, em vão, aspira a um bem ausente,
ou que, um dia, amou sinceramente,
pode saber, ao certo, o que é - saudade!
in Versos, 1979.
quinta-feira, 22 de maio de 2025
Cartas da Suécia: o que mudou?
Susan
Sontag in “Carta da Suécia, Suécia: Mito Ou Realidade?”,
cadernos d. quixote, 1969.
"Suécia? Um dos
países europeus mais seguros e acolhedores enfrenta na atualidade uma das
maiores crises securitárias da Europa, com o número de crimes com armas de fogo
ser apenas ultrapassado pela Albânia. Cada vez mais jovens são recrutados por gangues
de traficantes de droga e a situação atingiu tal ponto que o governo decidiu
aprovar uma lei que permite à polícia pôr escutas em telemóveis de menores de
15 anos. Uma advogada sueca confirmava: As crianças já não estão a usar as
mochilas para levar livros, antes para transportar o mercado de droga sueco nos
seus próprios ombros."
Ana
Cristina Leonardo , Ípsilon, Jornal Público, 16 de
Maio de 2025
terça-feira, 20 de maio de 2025
O Interior
sábado, 17 de maio de 2025
NAPA: Deslocados Venceremos!
É uma canção bem bonita, inusitada para este tipo de certame, à semelhança de Amar pelos Dois de Salvador Sobral, cantada em português, com um significado etéreo e intenso, aquela que nos irá representar no Festival da Eurovisão, logo à noite. Quem é que neste país de gente errante nunca se sentiu "deslocado" que ponha o dedo no ar? Quem é que não se revê nesta nostalgia dolente de uma voz anasalada a pedir um coro geral? Por isso, serão muitos os estudantes, professores, portugueses emigrantes ou viajantes que irão entoar estes versos: "Por mais que possa parecer/ Eu nunca vou pertencer àquela cidade/ O mar de gente, o Sol diferente/ O monte de betão não me provoca nada/ Não me convoca casa". Só por isso, já ganharam!
sexta-feira, 16 de maio de 2025
Em Escuta...
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| Ferry Gold, 2025 A Garota Não |
O disco “Ferry Gold”, o terceiro de originais da “Garota Não”, chegou via caixa do correio. São 19 temas carregados de colagens, citações, apropriações, interlúdios e demais montagens. O CD, mais o livro, foram “costurados à mão, papel reciclado, muita paciência e amor”, com a assinatura do Artwork e costura da Ana Polido, contém ainda no seu interior as pinturas a óleo por Joana Batista. Para já, o tema “Alaska”, poema de João Quadros, encontra-se em modo repeat: “tudo começa numa estrada que termina no Alaska”. Em escuta atenta!
quarta-feira, 14 de maio de 2025
Sob os que informam...
Roland Barthes, num belo texto, lembra precisamente que o termo "escrita" estava historicamente ligada à escrita oficial, ou seja, às informações que vinham do centro do poder que, no limite, definia as leis. Leis, podemos dizer, vistas assim como informações -base, informações fixas, a que se tinha, e tem, de obedecer. E Barthes lembra que, para os outros, para os indivíduos, sobrava o "rascunho" - termo que definia a escrita individual dos cidadãos, a escrita que se podia rasurar, eliminar, alterar, etc., ao contrário da escrita oficial, que era intocável, era escrita na pedra -, por vezes literalmente, sempre simbolicamente."


