João Paulo Esteves da Silva
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
sábado, 2 de setembro de 2017
Sina Saudade de Medeiros/Lucas
Oh, que me fosse dado
Ir lá ter contigo
A essa terra de cal e pena
Oh, que me fosse dado
Ir lá ter contigo
Também nunca me vi de espanto
Feito dessa loucura
Na terra de vil ternura
Que é Sina Saudade
Orça tal delírio
Pesa esse fulgor
Feito na cidade
De Sina Saudade
Ah! Que me fosse dada
Passagem sem tributo
A essa terra de vil Sirena
Ah! Que me fosse dada
Passagem sem tributo
Também nunca me vi lanhado
Carente de sutura
Na terra, curva planura
Que é Sina Saudade
Pousa esse lírio
Sente esse ardor
Feito na cidade
Que é Sina Saudade
Letra: João Pedro Porto
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
A Fechar Agosto
Sábado, às 21h30, no Azores Burning Summer em Porto Formoso
![]() |
| Medeiros/Lucas |
Já passou mais de um ano desde a apresentação de quatro temas do segundo disco, “Terra do Corpo”, da dupla Medeiros/Lucas na edição do Tremor de 2016. À altura da apresentação, na Oficina-Museu do Trabalho, uma casa típica do mundo de sonhos, os músicos deram o pontapé de saída do festival com os designados “concertos na estufa”. A novidade do espectáculo trazia também as letras do escritor micaelense: João Pedro Porto. Foi preciso passar um ano bem como a primeira edição do “Pontes –Gramáticas da Criação”, em Abril recente, onde deram um belíssimo concerto na Igreja da Mãe de Deus, para acalentarmos o anúncio de nova presença.
Sendo assim, é a vez de Porto Formoso e o Burning Summer
Festival os receberem de coração e mar
aberto para mais um concerto no arquipélago açoriano, escutar esta música
atlântica carregada de espuma e baloiço das ondas. Atlântica e insular, pois claro.
Baloicemos como navios em portos vazios ou tal e qual marinheiros embriagados ao entardecer com a saudade feita sina.
Esta música é nossa e é de todos e, talvez por isso, o verão é este fogo que arde para voltar a viver!
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
I Know that Feelling...o Adeus a Sam Shepard.
Sam
Shepard deixou-nos neste final do mês de Julho, aos 73 anos. O dramaturgo
nasceu a 5 de Novembro de 1943 tendo escrito de mais de 40 peças de teatro,
ainda argumentos para cinema tal como "Paris, Texas", filme de 1987
do alemão Wim Wenders, que contou também com a participação de L.M - Kit
Carson. Foi amigo da cantora Patti Smith pois chegou a tocar bateria com o
agrupamento musical “Holy Modal Rounders”. O seu texto teatral "Burried
Child" venceu o Prémio Pullitzer em 1979. Fez parte da cena psicadélica,
foi preso duas vezes por conduzir embriagado e há vários anos que sofria de
esclerose lateral amiotrófica, doença que o tornou incapaz de ter uma vida
normal. Recordarei para sempre dele este curioso diálogo de “Paris Texas”:
Jane: What people?
Travis: These two people… They were in love with each other. The girl was… very
young, about seventeen or eighteen, I guess. And the guy was… quite a bit
older. He was kind of ragged in, wild. She was very beautiful, you know.
Jane: Yeah.
Travis: And together they turned everything into a kind of an adventure and she
liked that. Just an ordinary trip down the grocery store was… full of
adventure. They were always laughing at stupid things. He liked to make her
laugh. And… They didn’t much care for anything else, because all they wanted to
do was be with each other. They were always together.
Jane: Sounds like they were very happy.
Travis: Yes, they were. They were real happy. And he, he loved her more than he
ever felt possible. He couldn’t stand being away from her, uh… during the day
when he went to work. So, he quit. Just to be home with her. Then he got
another job when the money ran out, then he quit again. But pretty soon, she
started to worry.
Jane: About what?
Travis: Money, I guess. Not having enough. Not knowing when the next check was
coming in.
Jane: Yep. I know that feeling."
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
No "Out of Blue Hostel" até 7 de Setembro
Ruas Com
Gente Dentro – Mostra fotografica di Carlos Olyveira
«Quando
fissiamo lungamente lo stesso oggetto, lo trasformiamo», Del Manoscritto
“Contos do Gin Tonic”, de Mário-Henrique Leiria.
“La mostra
fotografica di Carlos Olyveira “Ruas Com Gente Dentro”, presenta un insieme di
immagini, dodici in tutto, scattate nelle strade e nei luoghi del centro di
Ponta Delgada, negli spazi di rinnovamento culturale e sociale.
![]() |
| Restaurante vegetariano "Rotas" por Carlos Olyveira |
Il fotografo
mette in discussione, attraverso l’estetica in bianco e nero, il cambiamento
provocato dai viaggi a basso costo e le trasformazioni indotte dal flusso dei
turisti. È evidente, nelle fotografie, la presenza umana, dove la vicinanza e
le relazioni sono segnate da questi codici cittadini associati alla trasformazione
dei luoghi e del suo nuovo modus vivendi.
Carlos
Olyveira ci offre un possibile mosaico cittadino a forma di specchio, inizia un
dialogo con i luoghi di tutti i giorni (sono o non sono spazi rilevanti per
affermare l’identità citadina?) e ci fornisce campo aperto per prospettive e
sensazioni distinte. E perché non
dire che è un momento propizio per riflettere su come ci rappresentiamo e ci
vediamo.”
Tradução para o italiano:
Eva Giacomello
terça-feira, 8 de agosto de 2017
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
Hoje, ao fim da tarde, no Out of Blue Hostel, Rua da Boavista 38
Ruas Com Gente Dentro - Exposición fotográfica de Carlos Olyveira
"Cuando somos llevados a
mirar por mucho tiempo un mismo objeto, lo transformamos"
Del manuscrito "Contos do Gin Tonic" de Mário-Henrique
Leiria
![]() |
| Out of Blue Hostel por Carlos Olyveira |
Carlos
Olyveira nos ofrece un posible mosaico citadino en forma de espejo, un diálogo
con los lugares cotidianos, y nos proporciona un campo abierto para
perspectivas de sentidos distintos. Y por qué no afirmarlo, un momento
favorable para que pensemos en el modo en que nos representamos y nos vemos."
Texto de Fernando Nunes com tradução para o castelhano: Nicolas Pimentel
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
Ruas Com Gente Dentro - Exposição de Fotografia de Carlos Olyveira no Out of Blue Hostel
«Quando somos
levados a fixar durante muito tempo o mesmo objecto, transformamo-lo.»
Do
manuscrito Contos do Gin Tonic
de Mário-Henrique Leiria
Doze são
as imagens que fazem "Ruas com Gente Dentro", uma série de Carlos Olyveira, e têm como principal referência as ruas e lugares da baixa de
Ponta Delgada - focando espaços que dão conta da renovação cultural e social da
cidade. As fotografias, todas elas com a presença de pessoas, sob o signo do
quotidiano e da novidade, mostram a individuação desses novos pontos de
referência, desde a mercearia “gourmet”, o hostel em construção, o restaurante
vegetariano, a galeria multi-artes, o estúdio de roupa, as lojas de artesanato,
o trabalho na Tipografia até ao ócio criativo e tertúlias à volta dos ditos
“cafés alternativos”.
O
fotógrafo interroga, na sua estética a preto e branco, o discurso da mudança
incutido pelas viagens de “baixo custo” e as transformações estimuladas pela
movimentação do turista. Destaca-se nas imagens a presença humana, onde
proximidade e relações são marcadas por esses códigos citadinos associados à
transformação dos locais e do seu novo “modus vivendi”.
Carlos Olyveira oferece-nos um possível mosaico citadino em forma de espelho, enceta um diálogo com os lugares de todos os dias e proporciona-nos campo aberto para perspectivas e sentidos distintos. E porque não afirmá-lo, um momento favorável para pensarmos em modos de nos representarmos e de nos vermos.
Carlos Olyveira oferece-nos um possível mosaico citadino em forma de espelho, enceta um diálogo com os lugares de todos os dias e proporciona-nos campo aberto para perspectivas e sentidos distintos. E porque não afirmá-lo, um momento favorável para pensarmos em modos de nos representarmos e de nos vermos.
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
Ontem escrito na parede de uma cidade
Um empresário de futebol pagará
222 milhões nas próximas horas
terça-feira, 1 de agosto de 2017
História Daquela Bicicleta Que Eu Tive
“Um
dia deram-me aquela rica bicicleta. Deram-me porque eu tinha treze anos e tinha
feito exame. Depois disso fiz mais vezes anos e fiz outros exames, mas
bicicletas é que não tive mais. E se ela andava! Ui! Se ela andava! Era uma
coisa por demais. Mas eu conto: Todos os
meus amigos, aqueles em quem eu batia todos os dias (porque eu aos 13
anos, era muito forte, quase do mesmo
tamanho que tenho hoje) depois todos os meus amigos, dizia eu, me festejaram e
deram uma volta de experiência. E se ela andava! Logo ao princípio o Adriano
foi direito ao muro da estação e só parou quando o muro o obrigou a tal. Aquilo
é que ela andava! Também o Zé Pedro, que hoje é casado e tem três filhos
estrábicos, saltou uma coisa que parecia um muro a todos nós, excepto a ele; só
depois é que verificou que, de facto aquilo era um muro.”
in Obras Completas de Mário-Henrique Leiria, edição E-Primatur/Letras Errantes, 2017
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