Numa década de actividade, o espaço do
CAC foi palco de muitas exposições e variados acontecimentos artísticos que
marcaram a cultura insular. À memória salta logo a “Festa. Fúria. Femina. –
Obras da Coleção FLAD”, ainda a retrospetiva da obra do pintor Urbano, “De Natura
Maris”, ou o legado expositivo das obras de Maria José Cavaco com “Lugares de
Fractura”, a poesia visual e gráfica de Ana Hatherly, através da colecção da FLAD, ou o
sucesso da colectiva “Quatro Quatro”, exposição de 20 artistas a viver no
território açoriano, num ciclo expositivo de 4 artistas X 5 momentos de
exposição (cada 4 artistas convidavam 4 artistas para o momento seguinte). No que
toca ao audiovisual, destaque-se as apresentações anuais de videoarte nas
edições do “Fuso-Insular”, um evento que vai crescendo dada a sua perspetiva divulgadora e formadora, sempre sob a supervisão de Rachel Korman. Quanto à programação de cinema na blackbox, por lá foram vistos essencialmente
documentários - “Natureza Morta” e “48”, de Susana de Sousa
Dias, Aztrakan 79, de Catarina Mourão, “Lúcia e Conceição”, de Fernando Matos
Silva, entre outros. Pena que o cinema ocupe uma função tão residual numa
cidade sem programação de cinema contemporâneo, isto é, sem filmes em cartaz.
No entanto, tem sido a música que tem pontuado mais aquele espaço, pois já
foram muitos os músicos e projectos musicais que por ali passaram, tanto nacionais como internacionais. Recorde-se, assim, Marina Holper, Joana Gama e
Luís Fernandes, que acturaram nas edições do Tremor, ou ainda os concertos dos açorianos: PS.Lucas, WE SEA, King John, PMDS, Engengroaldenga, Ângela da
Ponte, Marianna, Sara Ross, Diana Botelho Vieira, Katerina L’dokova, Sara Cruz,
Ana Paula Andrade, etc.quinta-feira, 27 de março de 2025
CAC - ARQUIPÉLAGO: 10 Anos!
Numa década de actividade, o espaço do
CAC foi palco de muitas exposições e variados acontecimentos artísticos que
marcaram a cultura insular. À memória salta logo a “Festa. Fúria. Femina. –
Obras da Coleção FLAD”, ainda a retrospetiva da obra do pintor Urbano, “De Natura
Maris”, ou o legado expositivo das obras de Maria José Cavaco com “Lugares de
Fractura”, a poesia visual e gráfica de Ana Hatherly, através da colecção da FLAD, ou o
sucesso da colectiva “Quatro Quatro”, exposição de 20 artistas a viver no
território açoriano, num ciclo expositivo de 4 artistas X 5 momentos de
exposição (cada 4 artistas convidavam 4 artistas para o momento seguinte). No que
toca ao audiovisual, destaque-se as apresentações anuais de videoarte nas
edições do “Fuso-Insular”, um evento que vai crescendo dada a sua perspetiva divulgadora e formadora, sempre sob a supervisão de Rachel Korman. Quanto à programação de cinema na blackbox, por lá foram vistos essencialmente
documentários - “Natureza Morta” e “48”, de Susana de Sousa
Dias, Aztrakan 79, de Catarina Mourão, “Lúcia e Conceição”, de Fernando Matos
Silva, entre outros. Pena que o cinema ocupe uma função tão residual numa
cidade sem programação de cinema contemporâneo, isto é, sem filmes em cartaz.
No entanto, tem sido a música que tem pontuado mais aquele espaço, pois já
foram muitos os músicos e projectos musicais que por ali passaram, tanto nacionais como internacionais. Recorde-se, assim, Marina Holper, Joana Gama e
Luís Fernandes, que acturaram nas edições do Tremor, ou ainda os concertos dos açorianos: PS.Lucas, WE SEA, King John, PMDS, Engengroaldenga, Ângela da
Ponte, Marianna, Sara Ross, Diana Botelho Vieira, Katerina L’dokova, Sara Cruz,
Ana Paula Andrade, etc.Dia Mundial do Teatro no Teatro Micaelense
quarta-feira, 26 de março de 2025
Os Pássaros Nascem na Ponta das Árvores
As árvores que eu vejo em vez de fruto dão pássaros
Os pássaros são o fruto mais vivo das árvores
Os pássaros começam onde as árvores acabam
Ao chegar aos pássaros as árvores engrossam movimentam-se
Deixam o reino vegetal para passar a pertencer ao reino animal
Como pássaros poisam as folhas na terra
Quando o Outono desce veladamente sobre os campos
Gostaria de dizer que os pássaros emanam das árvores
Mas deixo essa forma de dizer ao romancista
É complicada e não se dá bem na poesia
Eu amo as árvores principalmente as que dão pássaros
Quem é que lá os pendura nos ramos?
De quem é a mão a inúmera mão?
Eu passo e muda-se-me o coração
Ruy Belo, in O Homem de Palavra(s), 1969
terça-feira, 25 de março de 2025
segunda-feira, 24 de março de 2025
10 Anos de ARQUIPÉLAGO
domingo, 23 de março de 2025
O Limite de Elio Pecora
é a norma comum: o dom extremo e a saída,
A quem galgou o limiar não é dado voltar:
talvez tão só no sonho diga palavras soltas
demasiado parecidas com estas dos nossos percursos.
E seguimos absortos, às vezes surpresos,
cada espera é um jogo,
cada dúvida o encalhar de uma deriva,
e damos números aos dias,
pés aos desejos,
confins ao vaguear
-desprovidos de mapas, desconhecendo o porto.
sábado, 22 de março de 2025
...
atravessei a Primavera
com os olhos fechados
Jorge Sousa Braga, in O Poeta Nu (Poesia Reunida) Assírio&Alvim,2007
No Meu País de Sebastião Alba
dardejado de sol e da caca dos gaios
só há estâncias
(de veraneio) na poesia
Nossos lábios
a um metro e setenta e tal
do chão amarelecido
dos símbolos
abrem para fora
por dois gomos de frio
Nossos lábios outonais, digo,
outonais doze meses
No entanto
à flor do possível
geografia
um frémito cinde
as estações do ano
A Constante Cosmológica do Amor
o olho múltiplo da mosca pousado nas tripas
do soldado escentrado por uma mina
a estrada que saindo de Azambuja passa em Vale do Paraíso
a fome do leão no pescoço da gazela
um berçário de estrelas na nebulosa de Andrómeda
as juras dos namorados numa ponte de Paris
o poema quase perfeito que escrevi num dia de sol
-tudo o que existe pelo amor de existir
e une fenómenos com cauda de cometa
é da ordem dos segredos e pertence à classe do silêncio
Artistas na Fábrica
Tereza Arriaga, 2005
in "Artistas na Fábrica", exposição patente no M(i)mo – Museu da Imagem em Movimento, em Leiria, aberta ao público até ao final de Junho deste ano.
*Elas estão presentes aqui e agora
"Trabalho": Dá prioridade a uma iconografia feminina marcada pela expressão do esforço ou pelo desgaste que tal esforço produz: este núcleo não esconde a relação da mulher com a maternidade, incluindo ainda o raro registo das vítimas do trabalho infantil que Tereza Arriaga (1915-2013) desenvolveu na Marinha Grande em 1945, com retratos dos meninos operários da indústria vidreira."
in"Onde Estão Elas? - Mulheres Artistas no Museu do Neorealismo", *artigo de José Luís Porfírio, Revista Expresso, dia 21 de Março de 2024.



