sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Romaria Gitana em Angra do Heroismo

Romaria Gitana de Jorge Kol de Carvalho 
 

Glimpse Collection: "Ningém é uma Ilha" na Lagoa

          Assisto a esta exposição no Convento de Santo António, na cidade da Lagoa, sala Numídico Bessone, com o título "Ninguém é uma ilha". A curadoria é de João Mourão, antigo director do Centro de Artes Contemporâneas, e trata-se do 3ºAndamento da colecção Glimpse, de Fátima Mota e António Macedo. 
        Esta colecção é, sem qualquer dúvida, o mais abrangente retrato das artes plásticas existente no período pós-25 de Abril na Ilha de São Miguel. É que à exceção de António Dacosta,  ou mesmo Maria José Cavaco, falecida recentemente, a grande maioria continua ainda hoje a pintar e a realizar exposições, caso de Victor Almeida que expôs "Caminhos Entre a Luz e a Sombra", na Galeria Fonseca e Macedo. 
      "Ninguém é uma ilha" é, sobretudo, uma exposição que lança pistas para o futuro ao mesmo tempo que é um olhar atento para o percurso dos mais novos  - João Miguel Ramos, Isabel Madureira Andrade, Beatriz Brum, Sofia Caetano ou João Amado. É, por isso, muito estimulante pressentir no mesmo espaço um diálogo intergeracional entre as obras singelas e delicadas de Urbano com o bisturi gráfico e minucioso de João Amado ou ainda o gesto policromático de João Miguel  Ramos  com o brilho pictórico de António Dacosta. 
        Sim, é verdade, São Miguel é terra de pintores e aqui os Açores estão pintados a várias cores, não esquecendo a beleza das latadas de Domingos Rebelo, a jovialidade de Carlos Carreiro ou a obra vasta e variada de Tomás Borba Vieira.