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| Postal de Sala de Embarque, elaborado por Júlia Garcia, (Tipografia Micaelense, 2016.) |
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
terça-feira, 15 de novembro de 2016
Bilhete
Fui-me embora, não esperes por
mim.
Se alguém der pela falta, diz
apenas
que estou bem, continuo a fazer o
mesmo
de sempre, trabalho, casa,
trabalho, casa.
Só não mintas às filhas, diz-lhes
que fui
procurar na distância outra forma
de solidão,
talvez convencido de que longe de
tudo
poderei vir a sentir falta do que
já tenho.
Henrique Manuel Bento Fialho in Estação 2012
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
domingo, 13 de novembro de 2016
Leonard Cohen: Dançar até ao Fim do Amor...
“Dance me to your beauty with a
burning violin/Dance me through the panic till I'm gathered safely in/Touch me
with your naked hand or touch me with your glove/Dance me to the end of
love/Dance me to the end of love/Dance me to the end of love/Dance Me To The
End Of Love”
sábado, 12 de novembro de 2016
Ama San de Cláudia Varejão
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| Ama San de Claudia Varejão |
É sábado em Rabo de Peixe e há
sessão de cinema no Cine-Teatro Miramar. Nas ruas e soleiras das portas ali estão as mulheres
e as crianças nos seus espaços de sociabilidade desta pequena freguesia
micaelense. Hoje há filme de Claudia Varejão e são poucos os que dali se
interessam ou ouviram falar do que iremos ver. As imagens do filme irão
levar-nos para o Japão contemporâneo, pois numa ilha remota existem mulheres de
diferentes faixas etárias que mergulham em apneia à procura de moluscos (abalones),
vivendo as suas vidas aparentemente simples e harmoniosas, num contacto diário
com a natureza.
Cláudia
Varejão transporta-nos de forma delicada para uma tradição ancestral, ainda que
patriarcal, mostrando-nos as relações laborais e quotidiano, o espaço doméstico, a diversão
e a intimidade destas mulheres. São raros os momentos em que nos sentimos a invadir privacidade alheia, sendo cúmplices dessa rotina dura, austera e organizada e, talvez por isso, este filme é tão cheio de beleza e
fortuna. Agradecidos à residência do Pico do Refúgio pela oportunidade e
parabéns à cineasta pela partilha.
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Down By Law : 30 anos.
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| "Vencidos pela Lei" filme de Jim Jarmush |
Podia parecer uma homenagem aos
Irmãos Marx, podia, mas não é, anda lá perto. Antes deste filme, já se tinha avistado no
cineclube Octopus o filme “Para além do Paraíso”, a recordação duma pequena audiência
extasiada e uma outra contida na afirmação do entusiasmo. Para lá do John Lurie,
Tom Waits e Roberto Begnini havia também a estranheza, a escuridão, a música e
a melancolia. Ninguém ficou indiferente ao ambiente sujo e negro de uma
América por descobrir. Jarmusch só ele sabia como ironizar com a natureza humana em “Down By Law” e
apercebemo-nos que não há injustiça sem humor, ainda que nos doa. A raiva e a incompreensão podem e devem ser contidas, diz-nos, dado que há sempre uma escapadela ou outras formas "imaginárias" de contornar a lei e a iniquidade de tratamento. Um filme para rever se a chuva voltar.
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Rabo de Peixe – Viver de “costas voltadas para o mar”
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| (retirado do sítio da FAUP) |
Muitas das habitações sociais
construídas não tiveram em conta os hábitos dos seus moradores e mesmo a
estrutura dos seus agregados, muitos deles famílias numerosas, e o edificado
acaba por ser modificado pelos próprios, numa tentativa de o adaptar a
necessidades como, por exemplo, a de áreas para arrumo de apetrechos de pesca,
explica Inês Rodrigues. E as ruas, na parte mais densa da localidade, continuam
essencialmente a servir essas ligações locais, fechando esta zona da vila, e os
respectivos moradores, sobre si próprios, numa guetização assumida no próprio
nome do projecto financiado pelos fundos do EEE – Velhos Guetos, Novas
Centralidades – que, na perspectiva da arquitecta, não chegou a ser resolvida.”
Abel Coentrão, in Jornal Público, 6 de
Novembro, a propósito do livro “Rabo de
Peixe – Sociedade e Forma Humana”, de Inês Vieira Rodrigues.
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Novembro com a Yuzin
Conhecer e calcorrear uma ilha é querer fazer parte
da sua actividade e movimento, deixar-se levar pela sua pequena “movida”cultural,
participar de forma intensa nos seus lugares de transmissão e fortalecimento
dessa mesma seiva, mantê-la viva, exercitá-la. No fundo, desenvolver esse gosto
por usufruir dos bens ilustrados deste tempo presente, confiar nessa dinâmica e
espelho.
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| Dom La Nena no Teatro Micaelense |
A Yuzzin do mês de Novembro aposta numa capa onde
sobressaem as cores azuis e roxa provavelmente a condizer com a meteorologia, muito
também porque estamos a caminho de mais um inverno longo e húmido. Neste número
e serviço público que presta à comunidade micaelense, a agenda vai descobrindo
mensalmente vários artistas e criadores, desta feita foi o croata Petar Šćulac, um artista plástico que gosta de usar tintas e pigmentos reciclados. A oferta
musical é sempre bastante grande e variada, basta por isso constatar que este
mês há Rafael Carvalho (dia 4, no restaurante Alcides), Lafayete Harris JR.
Trio na edição deste ano do Jazzores, no Teatro Micaelense (dia 5), Dom La Nena
(dia 12) no mesmo teatro ou Flak no Arco 8 (dia 19). Este é também o mês
do teatro regressar em força ao palco e são vários os espectáculos que fazem
parte da programação do festival da Juvearte no Teatro Micaelense. O Grupo de
Teatro Alpendre, Ilha Terceira, irá apresentar “O Auto da Compadecida”, de Ariano
Suassuna, com encenação de Valter Peres. A programação do festival encerrará a
19 de Novembro com “Revista à Portuguesa”, pelo Grupo de Teatro A Jangada, Ilha
das Flores. O Festival de Artesanato Prenda recebe também honras de destaque, lá para o fim do mês, pois o seu programa é rico e diversificado, contando na sua programação com
espectáculos de teatro de marionetas, música, oficinas de escamas de peixe ou
folha de milho, cerâmica e macramé.
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