sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
domingo, 5 de fevereiro de 2017
Bergman no Inverno Açoriano
"(...)When people think of Sweden
I think they have the wrong idea
like Cliff Richards who thought it was just
porn and gonorrhea
And Lou Reed said in the film
"Blue in the face"
that compared to New York City
Sweden was a scary place"
Jens Lekman in "Swedish Winter".
“Bergman Invadido” foi exibido na noite de ontem na cidade
de Ponta Delgada, no Teatro Micaelense. 107 minutos com Martin Scorsese, Thomas Vitenberg, Woody Allen, Isabella Rossellini, Michael
Haneke, Lars Von Trier, Wes Anderson, Alejandro González Iñárritu, entre
outros, a falar sobre Ingmar Bergman. O sueco que escrevia compulsivamente para
teatro e cinema. Ou ainda o realizador que tinha uma casa na ilha de Fårö e que via
três filmes por dia. Pena a legendagem, mas foi de puro cinema a noite de
inverno de ontem.
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Duma Ilha
"Dorme-se numa furna para ver amanhã o nascer do sol.Quem quer, dorme às estrelas.Vamos...o que eu procuro, pela última vez na minha vida, não é o panorama - é a exaltação da vida livre."
Raul Brandão in As Ilhas Desconhecidas, 1924.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
domingo, 15 de janeiro de 2017
Ânsia de Ser
revolvo-me em ânsias de vir a ser alguma coisa pra cá dos cérebros parvamente adormecidos em não querer ser vácuo vontade e ainda pra cá dos espíritos grandemente iluminados em redenção apoteótica do século vinte.
pirâmides-Nada esfíngicas e espumantes são hoje para mim pesadelo constante acordar tarde invadido em vago receio espectral e histérico de não triunfar de não vir a ser aquilo onde se resume toda a minha ânsia todo o trabalho positivo do meu ser lúcido que vive agora pra cá do outro romanticismo-parvo falta vontade de ser morto felizmente na minha vida.
no dens´umbroso deserto de desilusões com ventos alíseos de Tédio com dunas de desespero e caravanas de desiludidos achei um oásis de luz minh ´alma esguiando-se para o infinito lambem-me as faces contraídas em rictus féericos de terror enroscando-se por mim arquejante de ânsias com ondulações voluptuosas de sereias as labaredas de todos os incêndios há séculos pra dentro da história e acesos hoje à minha louca imaginação absurda e ansiosa no rodopiar dos meus pensamentos em velocidade genial muito maior que a da hélice de qualquer aeroplano muitíssimo maior que qualquer velocidade positiva existente no estado actual civilização incompleta do mundo dos grandes inventos infinitamente pequenos à vista dos que falta inventar tantos e tão grande que o nosso pensamento não atinge dado o limite parvo balisa de ferro que o restringe em opacidade banal. "
Almada Negreiros, Poesia Futurista Portuguesa (Faro 1916-1917), Selecção e Prefácio de Nuno Júdice.
sábado, 14 de janeiro de 2017
Os Pescadores de Raul Brandão
"Quando regresso do mar venho sempre
estonteado e cheio de luz que me trespassa. Tomo então apontamentos rápidos - um
tipo – uma paisagem. Foi assim que coligi este livro, juntando-lhe algumas
páginas de memórias. Meia dúzia de esboços afinal, que, como certos
quadradinhos ao ar livre, são melhores quando ficam por acabar.
Estas
linhas de saudade aquecem-me e reanimam-me nos dias de inverno friorento. Torno
a ver o azul, e chega mais alto até mim o imenso eco prolongado…Basta pegar num velho búzio para se perceber
distintamente a grande voz do mar. Creou-se com ele e guardou-a para sempre. –
Eu também nunca mais esqueci…."
Raul Brandão, Os Pescadores, 1924, Bertrand Edições.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Sala de Embarque: Primeiro Ensaio de 2017
![]() |
| Fotografia de Carlos Olyveira |
Regressamos
aos ensaios, desta feita num anexo da Pousada da Juventude. Agradecidos pela generosidade, o cuidado, a
abertura. A partir de agora é nossa vontade ensaiar cada vez mais - melhorar,
exercitar, procurar as personagens, encontrar a real envolvência das cenas. Esta
proposta teatral irá ser construída a partir das possibilidades que o texto e
as circunstâncias permitirem. Necessitamos, por isso, de discutir novamente o
processo e continuar este labor partilhado e colaborativo. Com o novo elenco é essencial
encontrar o tom, o ritmo e os diálogos entre as personagens. Mais tarde, lá
para o fim do mês, contaremos com o apoio da encenadora Lígia Soares. Hoje,
também fomos visitados pelo Carlos Olyveira, fotógrafo de cena e colaborador
habitual, veio dar conta e imagem do início das “hostilidades”, este recomeçar
da leitura, o encetar de uma nova aventura.
Assim possamos e desejamos chegar a bom porto.
domingo, 8 de janeiro de 2017
Dois poemas de Ana Paula Inácio
...
os corpos sabem os caminhos
os corpos sabem os caminhos
nós
o desejo
…
habitamos a ternura
como a espada
a traqueia
fecunda
é a ferida
que nos abre
Ana Paula Inácio, in ANÓNIMOS DO SÉCULO XXI, Averno, 2016.
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