-Qual é o teu talento?
sexta-feira, 3 de setembro de 2021
quinta-feira, 2 de setembro de 2021
Agosto de João Habitualmente
Tarda-me tudo tanto tudo sob os dedos
algo
que esconde um rastilho
atear
um fogo
planear
uma emboscada
Mesmo os teus cabelos
tarda-me
em tê-los
Esperei
por ti
o
cumprimento dos dias
Começava
logo de manhã
e
ficava na mesma pedra até ao sol posto
E
no entanto sabia que não virias
Desde
criança que chego ao Inverno em Agosto
quarta-feira, 1 de setembro de 2021
September de David Sylvian
The sun shines high above
The sounds of laughter
The birds swoop down upon
The crosses of old grey churches
We say that we're in love
While secretly wishing for rain
Sipping Coke and playing games
September's here again
September's here again
terça-feira, 31 de agosto de 2021
Versos Cantados por Tom e Elis
E a promessa de vida no teu coração
segunda-feira, 30 de agosto de 2021
Sweet Thing de Alexandre Rockwell
Scratch Lee Perry (1936-2001)
Assisti a um concerto seu no Festival Músicas do Mundo, na cidade de Sines, em 2009. Para lá da festa e do reggae a palavra que mais ouvi da boca dele foi "Peace"!
domingo, 29 de agosto de 2021
O Fim dos Princípios na Antena 1/Açores
Uma voz segura e irrepreensível. Um tom justo e directo na leitura de poemas e textos diletos. O cuidado na escolha das músicas do jingle e do fecho do programa. A luz e a gravidade na abordagem aos imaginários literários. Um programa dedicado aos autores de livros que merecem ser lidos e escutados. A responsável pelo dito cujo é a Helena Barros. Aqui na Antena 1: https://www.rtp.pt/play/p9024/e563/www.rtp.pt/play/p9024/e563951/o-fim-dos-principios951/o-fim-dos-principios
quinta-feira, 26 de agosto de 2021
quarta-feira, 28 de julho de 2021
segunda-feira, 26 de julho de 2021
"Mais uma Rodada" de Thomas Vintemberg
"Druk" é um filme de Thomas Vintemberg e foi convertido para português com o título de "Mais uma Rodada" e que, após ter estreado em Abril e uma presença vitoriosa em dezenas de festivais e na secção internacional dos óscares, chegou agora à sala do Teatro Micaelense.
"Mais uma rodada" parte de um citação de um filósofo norueguês Finn Skårderud, que sustenta que o nosso corpo necessita de 0,5 de álcool no sangue para funcionar como deve ser. Os quatro professores do filme passam a acreditar nisso, à semelhança de outras figuras históricas, ainda que tentem ludibriar e contornar quotidianos chatos e aborrecidos até que as coisas desatam mesmo a correr mal ou ultrapassam os limites do desejável. Nenhum mal vinha ao mundo se isto não se passasse na organizada e ultra desenvolvida Dinamarca, país nórdico com altos índices de literacia e civilidade mas em que qualquer iniciação à vida adulta é feita com a ajuda de quantidades colossais de álcool no sangue, com o hino nacional como pano de fundo.
Thomas Vintemberg filma obsessivamente Mads Mikkelsen (já o tinha feito em "Caça", 2013) - o seu olhar intenso e perdido, os seus movimentos delicados e bruscos, os seus gestos mais visíveis e secretos. Ele sabe, no entanto, que é um actor em estado de graça (basta ver a forma como dança no final), e é, pois, de uma segurança e brilhantismo que não se pode ocultar esta presença absolutamente estimulante e cativante. É por isso que "Mais uma Rodada" faz jus ao título, sobretudo para lembrar que esta obra permanecerá na memória por muitos e muitos anos e, que quem a viu merece, por essa mesma razão, celebrá-la e fazer o respectivo pedido.
quinta-feira, 22 de julho de 2021
Obrigado, Dinis Botelho!
Hoje foi-se embora um dos mais bonitos seres humanos que conheci em São Miguel: Dinis Botelho. Conheci-o há seis anos, quando aportei novamente por aqui, altura em que o concurso de professores me tinha trocado as voltas. Felizmente, guardei a energia para outras coisas que ainda hoje me orgulho de ter feito com outros tantos cúmplices, inclusive o Dinis. Por isso, publiquei, no Boletim Cultural Fazendo, Março de 2016, o meu primeiro encontro com este mestre das artes gráficas, aproveitando para relatar o seu trabalho tipográfico minucioso e a sua prolixa e fecunda abertura aos meus novos que despontavam interesse numa arte que nos parece muito antiga e que afinal continua tão bela e actual (a Júlia Garcia que o diga)! Desta feita, sempre que alguém estava de visita a São Miguel, a Tipografia Micaelense era quase sempre a porta de entrada para conhecer o Dinis e o Eduardo no exercício das suas funções. Mais tarde, acompanhei também grupos de alunos que se espantavam com as máquinas, os tipos e a figura daqueles tipógrafos rodeados de letras e de tinta. O Dinis Botelho recebia sempre toda a gente com a modéstia dos mestres, a alegria de quem gosta do que faz e queria transmitir, a quem não sabia, o gosto por aprender. Não sei o que me irá acontecer quando voltar à Tipografia Micaelense sem vê-lo por lá com o cigarro em punho, não sei, mas sei que já tenho muitas saudades de cumprimentar o Dinis tal como gostaria de agradecer-lhe a alegria de muitos dias que fui vivendo por aqui! Obrigado, Dinis!

