segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Sobre a Origem do Universo
domingo, 18 de janeiro de 2026
Ocasional Alvejar de Jorge Kol
Ont´ agora era Natal,
e flanêur para o Sal
sol, mar e vendaval,
máquina no bornal.
Rastreia o areal,
a habitação social,
fixa Mara residência ou residencial?
Interroga-o o mural:
- Não é Alojamento Local!
Nem Residência Amaral!
Então, o que será afinal?
Doutor Mara negócio estival?
Jorge Kol, em época vinte e tal, de eleição presidencial, no ano de dois mil e tal.
Soma de K.P.Kaváfis
Uma alegria porém guardo sempre no espírito -
que da grande soma (essa soma deles, que eu detesto)
composta por tantos números, não faço parte; não sou eu
uma unidade entre as demais. Não me calculam
no valor total. Essa alegria me basta.
(1897)
in "Aquele Belo Rapaz - Poesia Completa", Assìrio&Alvim, Novembro de 2025.
Em Escuta...
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| Rainy Sunday Afternoon, 2025 The Divine Comedy |
“Rainy
Sunday Afternoon" foi lançado no final do verão passado e que, doze álbuns
depois, trata-se do regresso aos estúdios de gravação desta banda irlandesa. O
vocalista Neil Hanon já leva trinta anos no activo e continua a demonstrar a
sua vitalidade em canções como “The Man Who Turned Into A Chair”, “Achiles”, “Rainy Sunday Afternoon”,
sendo a favorita - ‘The Heart is a Lonely Hunter’. Um disco de belíssimas
canções para escutar numa tarde chuvosa de domingo.
sábado, 17 de janeiro de 2026
Da Democracia
Catarina Valadão, in Açoriano Oriental, dia 17 de Dezembro de 2026.
Jardim de Inverno
Origem de Janeiro
É o mês que os romanos consagraram ao deus Jano. Dividade antiquíssima, de origem ignota, tem-se como filho de Apolo e Creusa, provavelmente oriundo de Atenas. (...) Etimologicamente, Ianus significava «passagem», («Janela» tem origem em januellla, dimintivo de janua, «porta de entrada, acesso»).
Orlando Neves, in Dicionário do nome das coisas e outros epónimos, Notícias Editorial.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Baloiço nas Caixas do Correio
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| Fotografia: Ester Gutzovà |
A deslocação é, pois, ao edifício dos correios para enviar um conjunto de “Baloiços” a todos aqueles que aqui não habitam e que não puderam estar na apresentação desse pequeno livro de poesia no Festival Bom Colesterol. Foram muitos? Alguns. Será que os livros ainda chegarão este mês? Aguardemos de forma esperançosa que sim.
Na verdade, continuemos a escrever postais, cartas, façamos encomendas e partilhemos coisas de que nos orgulhamos e gostamos. Temos todas e mais algumas razões para continuarmos a fazê-lo e que poderíamos fazê-lo ainda mais de forma vasta e muito mais profunda. É que é sempre tão surpreendente abrir a caixa dos correios. Basta vontade!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
O Meu Poema é Isto de Rui D. Rodrigues
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| Rui Duarte Rodrigues Edição do IAC Instituto Açoriano de Cultura |
Rui Duarte Rodrigues, natural da Ilha Terceira, foi um conhecido jornalista angrense que desapareceu do nosso convívio na Primavera de 2004. Destes seus poemas de juventude até à idade adulta – o poeta só publicou apenas mais um livro (“Com Segredos e Silêncios”, 1994) – permanecendo desse seu gesto uma poesia implicada com o real, testemunho de um tempo vigoroso em que as palavras se empenhavam em expressar utopias e sentimentos, num empenhamento político-social intenso e comprometido.
Registe-se, pois, esta edição do IAC (Instituto Açoriano da Cultura) intitulada “O Meu Poema é Isto - Poesia Reunida”, de Rui Duarte Rodrigues, num trabalho elaborado pelo linguísta Luís Fagundes Duarte. Saúde-se e torne-se, então, a ler poemas de um tempo em que a infância se perdia para sempre e os sonhos consumiam-se nos corpos juvenis que se tornavam velozmente adultos: “Os meninos/ morrem dentro dos homens/ na volúpia escaldante de corpos pegajosos/ em negros e agudos penedos dos profundos abismos do desengano/ na luta do pão/ mel a escorrer das fontes de servidão/ os meninos/ morrem dentro dos homens/ à carícia cada vez mais nostálgica do sol-poente / à descoberta do segredo guardado e resguardado/ e afinal efémero, fortuito e banal.”. A interrogação impõe-se: será que ainda podemos renascer?
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Em Escuta...
O disco abre com o piano de Bill Evans que anuncia “Nardis”, tema de Miles Davis, em quinze minutos de jazz deambulante entre Eddie Gomes no baixo e Tony Oxley na bateria. Na segunda faixa deste lado A escutamos o clássico de Williams “Monk” - “Round About Midnight”, aqui na voz de Karin Krog e o baixo de Arild Andersen. O Lado II é ocupado com o tema “Sonny´s Back”, assinado por Grachan Moncur, e conta com as presenças de Archie Schepp (saxofone tenor), Dave Burrel (piano) Don Garret (baixo), Suzanne Fasteau (percussão) e Mahammad Ali (bateria). O disco termina com uma faixa intitulada “The Creators”, pertença de Herbie Lewis, e que conta com os músicos Bobby Hutcheson (vibrafone), Harold Land (saxofone tenor), Hal Galperp (piano), Reggie Johnson (baixo) e Joe Chambers (bateria). Jazz em estado puro.
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
Mano a Mano: Inspiração nas Sombras






