quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Melancólico
"Quem nasceu melancólico realça a tristeza em tudo o que acontece."
Sigmund Freud in Correspondência (1873)
terça-feira, 29 de setembro de 2015
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Trabalho
"Sei há muito que é impossível trabalhar quando passo bem; tenho necessidade, pelo contrário, de um certo grau de mal-estar, a partir do qual me esforço, tentando desembaraçar-me dele."
Sigmund Freud in Correspondência.
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Who Knows Where The Time Goes?
| Sandy Denny por Ray Stevenson, 1967 |
Across the evening sky all the birds
are leaving
But how can they know it's time for
them to go?
Before the winter fire, I will still
be dreaming
I have no thought of time
For who knows where the time goes?
Who knows where the time goes?
Sad deserted shore, your fickle
friends are leaving
Ah, but then you know it's time for
them to go
But I will still be here; I have no
thought of leaving
I do not count the time
For who knows where the time goes?
Who knows where the time goes?
And I am not alone while my love is
near me
I know it will be so until it's time
to go
So come the storms of winter and
then the birds in spring again
I have no fear of time
For who knows how my love grows?
And who knows where the time goes?
Sandy Denny
Da Convicção
"Não tenho intenção de impor convicções: basta-me exercer uma acção estimulante e abalar preconceitos. Quanto, à custa de esforços penosos, conquistámos uma convicção, temos também, até certo ponto, o direito de pretendermos mantê-la perante e contra todos."
Sigmund Freud in Introdução à Psicanálise (1916-1917)
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Da Melancolia
"Na melancolia bem como noutros
distúrbios narcísicos, emerge, com acento especial, um traço particular na vida
emocional do paciente – aquilo a que nos acostumamos a descrever como
“ambivalência”. Com isso queremos significar que estão a ser dirigidos à mesma
pessoa sentimentos contrários – amorosos e hostis."
Sigmund Freud in Introdução à
Psicanálise (1916-1917)
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Dan Bejar: destruidor de lugares comuns
A rádio está muitas vezes ligada e as músicas vão preenchendo o espaço vazio, o quotidiano e a vida dos mortais. As músicas acompanham-nos, ajudam-nos a suportar a existência. Subitamente, dá-se conta de algo especial, um raro momento de inspiração perante a rotina auditiva, um momento de tensão melancólica presente desponta a curiosidade e a vontade de tornar efectiva a descoberta. Daí até à paixão propriamente dita é um pequeno passo bem como o despontar desse desejo de tudo pretender descobrir à volta desse objecto musical. Isso aconteceu com a voz de Dan Bejar que, vá-se lá saber por que carga de água, tem como nome da sua banda suporte: Destroyer, não se sabendo se é pela simples ideia de destruir tudo aquilo que está para trás a cada novo álbum consumado ou o ímpeto criativo de destruir para criar algo novo.O cantor Dan Bejar tem daquelas músicas orelhudas que sabemos que mais tarde ou mais cedo iremos trautear de forma fácil e despreocupada. Afinal, sempre há mais qualquer coisa no Canadá do que a voz aveludada de Leonard Cohen.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Vitor Silva Tavares
Vitor Silva Tavares, editor da &etc, despediu-se
hoje do mundo dos vivos, aos 78 anos. À semelhança do Hermínio Monteiro, olhei
sempre para estes homens com um misto de admiração e desdém. Infelizmente, só troquei umas palavras com o segundo. Foram ambos editores e
amigos dos escritores e dos livros, numa terra sem grande apetência ou hábitos
de leitura. Para além disso, escrevia em português como poucos. Do Vitor Silva Tavares, ficarei com uma memória de um homem integro,
livre e determinado quanto à sua forma de estar na vida e no mundo da edição. Transporto comigo uma frase que um dia este deu a uma entrevistadora: "Eu não quero mudar o mundo, mas também não quero que este mundo que eu não gosto me mude a mim." Os livros da
sua editora eram feitos de forma personalizada, pequenos quadrados que se
destacam em qualquer instante ou mesa de café. Só havia primeiras edições, eram todos numerados e ele próprio sabia onde estavam. Que
luxo!
Perigo
Talvez trouxesse um perigo
como todas as vezes que à porta
esperamos
em silêncio
Talvez trouxesse vários perigos
uma luz ao fundo do túnel,
uma carta de flores escrita,
um gesto terno, respiração.
Ou então somente atender, perceber,
o sinal, o reflexo e o espelho,
a descida,
como chegamos até aqui.
como todas as vezes que à porta
esperamos
em silêncio
Talvez trouxesse vários perigos
uma luz ao fundo do túnel,
uma carta de flores escrita,
um gesto terno, respiração.
Ou então somente atender, perceber,
o sinal, o reflexo e o espelho,
a descida,
como chegamos até aqui.
À Terra dos Maracujás
No regresso, os frutos, o sabor dos frutos, depois da noite mergulhado nos poemas, alguns deles sabidos de cor, amados pelo coração, ditos e relembrados pelas vezes que foram lidos com a vontade de os decorar. Elevamos deste modo a importância das palavras e dos poemas para continuarmos a viver à noite, depois da usura dos dias. No dia seguinte, veio de novo a memória da primeira vez que aqui estive e os maracujás saboreados, degustados, apreendidos de forma original. Os frutos, os poemas, as músicas que caminham connosco e os olhos que nos fazem ver o oceano. Assim quiséssemos construir mais pontes entre as palavras para falarmos abertamente desta tranquilidade sobressaltada. A casa ficou assim com a porta escancarada, sobretudo para deixarmos o ar entrar enquanto esperamos melhores dias para fixar a passagem do tempo e a chegada do Outono.
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