quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
terça-feira, 8 de fevereiro de 2022
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022
Os Filhos da Madrugada: Rita Rato
“Era um espaço muito aberto (Biblioteca Municipal), aonde podíamos ir buscar livros, descobrir coisas que não tínhamos, onde fiz trabalhos de grupo. Felizmente sempre vivi em casas onde existiam livros. Alguns amigos, os únicos livros que tinham em casa eram livros de escola. Estamos a falar do final dos anos 80. Também havia acesso a um conjunto de ofertas culturais. A primeira vez que fui ao teatro e vi a Maria do Céu Guerra foi em Estremoz, não foi em Lisboa. A primeira vez que ouvi ópera foi em Estremoz. O poder local permitiu isso. Uma política cultural e desportiva muito próxima das pessoas. Sinto que ter nascido em 1983 e não ter nascido em 1963, foi transformador na minha vida.”
in "Os Filhos da Madrugada", de Anabela Mota Ribeiro, Temas e Debates e Círculo de Leitores, Novembro de 2021.
"Os anos 20 um século depois" de Bradley W.Hart
Esse fenómeno não se circunscreveu à Alemanha – por toda a Europa, durante os anos 20, os artistas começavam a romper com convenções e “regras”, Matisse e Picasso, entre outros, aproximaram-se dos estilos e cores pelos quais são famosos nos nossos dias. Encontramos uma crítica semelhante ao mundo de antes da guerra dos anos 20 no movimento Bauhaus. Em meados da década, Walter Gropius e seus associados tinham introduzido princípios radicais de design que ainda hoje mantém a capacidade de nos chocar. Estes projectos faziam bem mais do que romper com as tradições artísticas do período clássico ou com os estilos arquitectónicos cada vez mais datados que durante tanto tempo dominaram a Europa. Tratava-se de construir um futuro liberto da morte e destruição do passado."
"A Débil" de Cesário Verde
Os Filósofos e o Amor
"Frase curiosa e delicada, "no amor, ao mesmo tempo que nos revelamos a nós mesmos, é um outro que nos é dado com a sua história, as suas possibilidades, o seu universo. Isso é-nos sempre oferecido envolto em mistério, o outro é-nos simultaneamente próximo e estranho, senão já não seria outro. Observarmos o nosso amante, sentimo-lo como uma evidência, quase como uma extensão de nós mesmos e no entanto perguntamo-nos o que pensará ele, o que sentirá, quem é ele, no fundo."
in "Os Filósofos e o Amor" de Marie Lemonnier e Aude Lancelin, tradução de Carlos Vaz Marques, edição da Tinta da China, Maio de 2010.
sábado, 5 de fevereiro de 2022
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022
Tendencialmente Ridículos
Mas a gente não se consegue livrar disto. Do "bom dia, sotor", do "deseja um cafezinho, sotor?", do "ponham lá o sotor num quarto individual". Não conseguimos arrancar da pele este servilismo que anos de miséria e ditadura nos tatuaram. E nem nos apercebemos de que somos risíveis nas nossas formalidades e nos nossos doutorismos. Estamos cegos, digo eu. É cultural, dirão outros. O respeitinho é muito bonito dirão os que nunca conseguiram desprender-te do sentimento de inferioridade ou, no outro extremo, os que acreditam que "dantes" é que era.
Sabem, cada vez mais acho que somos um povo tendencialmente bom. Pena que também sejamos tendencialmente ridículos."
Da Ornitologia...
in Diário dos Açores, 3 de Fevereiro de 2022.
Os Filhos da Madrugada: Joana Cabral
"Avenida da Liberdade" de Alexandre O´Neill
enquanto esperamos por uma outra
(ou pela outra) vida