quinta-feira, 25 de abril de 2019
quarta-feira, 24 de abril de 2019
terça-feira, 23 de abril de 2019
Tremor: Houve Festa na Ilha!
A festa do Tremor já passou, uma
desbunda musical como vem sendo hábito. Durante uma semana a ilha de São
Miguel, pois este não ano não foi possível repetir Santa Maria, foi palco de
múltiplas e variadas propostas musicais oriundas de vários cantos do globo. Assim,
surpreendente continua a ser o Tremor na Estufa, uma invenção que prima pela
combinação dos espaços naturais ou monumentais da ilha com os diferentes
géneros musicais que o festival abarca. Foi assim que ouvimos o David Bruno, curioso "hip-hoper" de Gaia, na Ribeira dos Caldeirões (Nordeste) ou as Despensas de Rabo de Peixe
no exterior da Casa do Divino Espírito Santo da Bandeira da Beneficência, entre
outros. Ainda a belíssima memória de João Peste no palco do Ateneu Comercial,
com o braço direito na horizontal e o lamento repetido do seu verso: “La nostra feroce volontà d´amore”.Os
mais que merecidos parabéns à organização!
segunda-feira, 22 de abril de 2019
A Uma Criança que Dança no Vento
Dança
aí junto do mar,
Que
te importa
O
rugido da água, o rugido do vento?
Sacode
a tua cabeleira
Molhada
de gotas de sal;
Tu
que és tão jovem ignoras
O
triunfo do néscio, não sabes
Que
o amor mal se ganha e logo se perde,
Nem
viste morrer o melhor operário
E
todos os feixes por atar.
Por
que hás-de temer
O
terrível clamor dos ventos?
W.B.Yeats (1865-1939)
sábado, 20 de abril de 2019
Ontem, escrito numa parede da cidade
Uma simples avaliação do mundo
implica a nossa participação política
Presságio de Fernando Pessoa
O
amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Compêndio da Folia (A)
![]() |
| Fotografia de Jorge Fontes (DOP - Departamento de Oceanografia e Pescas) |
“Pode haver
momentos em que um abecedário nos parece poético.”
Frederico Lopoldo de Hardenberg dito Novalis in “Fragmentos” – Tradução de Mário Cesariny.
Anthias anthias - Nome de peixe presente no mar dos Açores, também conhecido por folião ou canário do mar, bastante colorido por sinal. Habita nas águas atlânticas e, segundo os biólogos, avista-se a 20 metros de profundidade. É, pela sua constituição, parente do mero e sustenta-se à noite comendo caranguejos e outros tantos peixes pequenos. Desconfia-se, assim, e dado o seu perfil e coloração, que deve ser bom para a festa.
sexta-feira, 19 de abril de 2019
Sobre a Cultura nos Açores
CP: Como vai a cultura nos Açores?
Alexandre Pascoal: A cultura nos Açores precisa sair das ilhas. Este é um desafio de
futuro, no qual o TM (Teatro Micaelense) tenta, modestamente, cumprir com o seu papel. Importa
muita coisa mas, sobretudo, garantir meios e condições à criação e ao
funcionamento (regular) das instituições culturais do arquipélago (que apenas
em 2018 tiveram acesso aos apoios nacionais da DGArtes) e de circulação das
suas peças (obras). Isto é válido tanto para as artes performativas, como para
as artes plásticas (incluindo a fotografia e o cinema). Os condicionalismos
inerentes à dispersão geográfica são um constrangimento que urge ultrapassar,
por forma a quebrar com o isolamento e o confronto com outras plateias. O
caminho é rumo à profissionalização. Estamos, é certo, a dar, ainda, os
primeiros passos neste sentido.
Alexandre Pascoal in
COFFEPASTE, 15 de Abril de 2019
quinta-feira, 18 de abril de 2019
segunda-feira, 15 de abril de 2019
domingo, 14 de abril de 2019
quarta-feira, 10 de abril de 2019
Do Bardo de Stratford-upon-Avon
Não tenhas medo; a ilha está cheia de ruídos,
Sons, doces melodias, que deleitam sem ferir.
Por vezes sons agudos de mil instrumentos
Zumbem aos meus ouvidos; outras vezes são vozes
Que me fazem adormecer mesmo quando desperto
Após um prolongado sono. E então, em sonhos,
Parece-me que as nuvens se abrem mostrando riquezas
Prestes a cair sobre mim, e, quando acordo,
Desespero por adormecer de novo.
William Shakespeare, in A Tempestade
Sons, doces melodias, que deleitam sem ferir.
Por vezes sons agudos de mil instrumentos
Zumbem aos meus ouvidos; outras vezes são vozes
Que me fazem adormecer mesmo quando desperto
Após um prolongado sono. E então, em sonhos,
Parece-me que as nuvens se abrem mostrando riquezas
Prestes a cair sobre mim, e, quando acordo,
Desespero por adormecer de novo.
William Shakespeare, in A Tempestade
Subscrever:
Mensagens (Atom)



