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| Fotografia de André Almeida |
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Rabo de Peixe – Viver de “costas voltadas para o mar”
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| (retirado do sítio da FAUP) |
Muitas das habitações sociais
construídas não tiveram em conta os hábitos dos seus moradores e mesmo a
estrutura dos seus agregados, muitos deles famílias numerosas, e o edificado
acaba por ser modificado pelos próprios, numa tentativa de o adaptar a
necessidades como, por exemplo, a de áreas para arrumo de apetrechos de pesca,
explica Inês Rodrigues. E as ruas, na parte mais densa da localidade, continuam
essencialmente a servir essas ligações locais, fechando esta zona da vila, e os
respectivos moradores, sobre si próprios, numa guetização assumida no próprio
nome do projecto financiado pelos fundos do EEE – Velhos Guetos, Novas
Centralidades – que, na perspectiva da arquitecta, não chegou a ser resolvida.”
Abel Coentrão, in Jornal Público, 6 de
Novembro, a propósito do livro “Rabo de
Peixe – Sociedade e Forma Humana”, de Inês Vieira Rodrigues.
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Novembro com a Yuzin
Conhecer e calcorrear uma ilha é querer fazer parte
da sua actividade e movimento, deixar-se levar pela sua pequena “movida”cultural,
participar de forma intensa nos seus lugares de transmissão e fortalecimento
dessa mesma seiva, mantê-la viva, exercitá-la. No fundo, desenvolver esse gosto
por usufruir dos bens ilustrados deste tempo presente, confiar nessa dinâmica e
espelho.
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| Dom La Nena no Teatro Micaelense |
A Yuzzin do mês de Novembro aposta numa capa onde
sobressaem as cores azuis e roxa provavelmente a condizer com a meteorologia, muito
também porque estamos a caminho de mais um inverno longo e húmido. Neste número
e serviço público que presta à comunidade micaelense, a agenda vai descobrindo
mensalmente vários artistas e criadores, desta feita foi o croata Petar Šćulac, um artista plástico que gosta de usar tintas e pigmentos reciclados. A oferta
musical é sempre bastante grande e variada, basta por isso constatar que este
mês há Rafael Carvalho (dia 4, no restaurante Alcides), Lafayete Harris JR.
Trio na edição deste ano do Jazzores, no Teatro Micaelense (dia 5), Dom La Nena
(dia 12) no mesmo teatro ou Flak no Arco 8 (dia 19). Este é também o mês
do teatro regressar em força ao palco e são vários os espectáculos que fazem
parte da programação do festival da Juvearte no Teatro Micaelense. O Grupo de
Teatro Alpendre, Ilha Terceira, irá apresentar “O Auto da Compadecida”, de Ariano
Suassuna, com encenação de Valter Peres. A programação do festival encerrará a
19 de Novembro com “Revista à Portuguesa”, pelo Grupo de Teatro A Jangada, Ilha
das Flores. O Festival de Artesanato Prenda recebe também honras de destaque, lá para o fim do mês, pois o seu programa é rico e diversificado, contando na sua programação com
espectáculos de teatro de marionetas, música, oficinas de escamas de peixe ou
folha de milho, cerâmica e macramé.
terça-feira, 1 de novembro de 2016
3 x Teatro na Galeria Arco 8
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Da Mentira
“O lugar ocupado pela mentira na vida humana é bem curioso. Os códigos
da moral religiosa, pelo menos no que diz respeito às grandes religiões
universalistas, sobretudo aquelas que emergiram do monoteísmo bíblico, condenam
a mentira de um modo rigoroso e absoluto. O que, de resto, se compreende: sendo
o seu Deus o da luz e do ser, forçoso é que seja também o da verdade. Mentir,
isto é, dizer o que não é, deformar a verdade e velar o ser, é portanto um
pecado; e mesmo um pecado gravíssimo, pecado de orgulho e pecado contra o
espírito que nos separa de Deus e nos opõe a Deus. A palavra de um justo, tal
como a divina, não pode e não deve ser outra senão a verdade.”
Alexandre Koyré, Reflexões sobre a Mentira, edições Frenesi.
domingo, 30 de outubro de 2016
Aline Frazão: Cálida Certeza!
A sala do Teatro
Micaelense estava bem composta para escutar, em final da tournée, a cantora Aline
Frazão. No culminar de quase duas horas de concerto, o público presente rendeu-se
à cantora angolana que provou em palco, a razão porque cantar para si, é sinal de vitalidade e expressão, imprescindível, portanto, para seguir vivendo, não
terminasse ela o concerto em encore com “Minha Voz, Minha Vida”, tema de Caetano Veloso,
escrito para Gal Costa. Aline Frazão soube criar conexão com o público,
percorreu com as canções os seus três discos e, claro, deu enfoque especial a este
último “Insular”, editado em 2015 e gravado no estúdio "Sound of Jura", na Ilha de Jura, na Escócia. A cantora demonstrou não ter medo de assumir em palco as suas posições
sobre o mundo e, em particular, sobre a vida política e social do seu país tal como ainda teve o
condão de nos embriagar de encanto com os temas “O Homem que Queria um Barco”, a
partir do conto de José Saramago – “Conto da Ilha Desconhecida” e " A Louca", a partir de um texto da cantora de rap Capicua. Como sinal de
descoberta e pura criatividade ainda o bonito desenho da capa e restantes aguarelas no interior do disco “Insular”, pois são da autoria de António Jorge Gonçalves, mentor e responsável,
conjuntamente com a actriz Ana Brandão, do espectáculo “Barriga de Baleia”, que
uns quantos afortunados, bem como demais criançada, puderam também assistir, nesta mesma sala, a meio deste mês de Outubro.
sábado, 29 de outubro de 2016
domingo, 23 de outubro de 2016
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
Eu quero é correr mundo...
Eu
quero é correr mundo
Longe de janelas e portas fechadas
Barcos e faróis ao
vento
Voo e lenço no corpo e documento
Eu quero é correr mundo
Asa-nuvem
aventura
Livre leme sem amarras
Eu quero é correr mundo
Solta uma canção em
protesto
Vida sem amos, prisões
Fado triste, ilusão, fechaduras
Apagados,
inertes, secos corações
Eu quero é correr mundo
Oráculo e fonte
Energia e
luz
Evasão e rasgo
Esperanças ao alto
Eu quero é correr mundo.
Rapariga Aluada in Sala de Embarque, Setembro de 2016.
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Penúmbria: Melhor Filme no Arquitecturas Film Festival
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| Penúmbria de Eduardo Brito, 2015 |
Logo no início escutamos na narração: “A verdade é que Penúmbria sempre fora um fim de terra desde a sua fundação, há cerca de duzentos anos. O lugar ficou a dever o nome à sombra permanente, provocada por uma montanha alta e circundante no seu extremo sul.”. Embalados pela sombra e pelo cinzento, entramos bem fundo naquela rarefação de luz, naquele mundo cinzento povoado pelas linhas e traços de um espaço outro, uma distopia, um não lugar. Um filme para habitar dentro de nós!
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