domingo, 5 de julho de 2020

Verso de Mazzy Star

I think it's strange you never knew

Canto da Maya no Núcleo de Santa Bárbara

"Canto da Ilusão", 1929. 

...que as Varinas eram as ovarinas de Ovar?

         "Sim, é verdade. As varinas, mulheres que em Lisboa vendiam peixe e se fixaram sobretudo no bairro da Madragoa, e mais tarde em Alfama e Mouraria, são descendentes das gerações de ovarinas vindas do litoral de Aveiro no início do século XIX, essencialmente do concelho de Ovar, para acompanhar os maridos pescadores. Com o tempo caiu a letra que as ligava às raízes e fixava  residência na sua alma. De Ovar trouxeram a atitude viva e desperta que fazia delas uma população inteiramente à parte. E era vê-las, atrevidas e ruidosas com uma canastra de fundo chato, que equilibravam na cabeça com imodesta habilidade."

Ana Rita Ramos, in Jornal Público, sábado, 4 de Julho de 2020

Aprender a fazer chá

           "Para aprender a fazer chá recomendo que se usem exclusivamente os chás sublimes da Gorreana. Visitei há muitos anos as plantações  de chá em São Miguel e recomendo a visita a quem tiver a sorte de ir àquela abençoada ilha. 
            Os chás são todos muito bons e claramente etiquetados, os preços são justíssimos e têm a vantagem de serem naturalmente bio (não há pragas de insectos em São Miguel). A Gorreana é uma família que faz uma família de chás, desde o chá verde ao Oolong e ao chá preto, com folhas inteiras  ou partidas ou naturalmente moídas." 
Miguel Esteves Cardoso, in Fugas, 4 de Julho de 2020. 

sábado, 4 de julho de 2020

"Surdina", de Rodrigo Areias, estreia dia 9 de Julho.

daqui: cinema da villa

       "Embora discuta muito com os realizadores no processo de criação, não tenho intenção de fazer filmes parecidos com os deles, nem que os deles se pareçam com os meus. A liberdade criativa e artística é o que melhor caracteriza o nosso cinema. A desformatação do cinema português está alicerçada nessa liberdade, na abrangência de abordagens e não em criar escolas e linhas de pensamento. 

           Rodrigo Areias, entrevista de Manuel Halpern, in Jornal de Letras, Julho de 2020.

Ontem, escrito numa parede da cidade

Não me canso de trazer papel para casa

Sobre o Teatro...

     "O teatro é uma forma social que depende, mais do que qualquer outra da sua eventual manifestação pública e por isso, de condições culturais gerais. Pode-se teoricamente conceber um filme rodado com intenção de posterioridade, o teatro, esse existe no presente, ou não existe."
                                                                   
                                                                                 Vaclav Havel in jornal "Expresso", Dezembro de 1990.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Um Poema de José Tolentino Mendonça

Os homens nasceram para ser esquecidos 
perante o batalhão de bandeiras extintas 
é natural que muitos se perguntem 
para que servem as mãos 
mas na penumbra, quando o coração bate
sem que saibamos porquê 
vem-nos ao pensamento 
que talvez a chama não esqueça 
o silêncio onde se consumiu

in Três Poemas inéditos, Jornal de Letras, Julho de 2020

Da Claustrofobia

"O filme é um retrato social. Essa má-língua, esse burburinho popular, que se torna um pouco claustrofóbico, ainda subsiste ?

-Os meios pequenos têm essa característica. Senti essa claustrofobia quando cresci em Guimarães. Foi por isso que saí de cá aos 17 anos e só voltei aos 30. E o que me fez voltar é exactamente o que mesmo que outrora me fez ir embora. É bom passear pela rua e perguntarem-me pelos meus filhos. Há uma relação de proximidade. Guimarães tem 160 mil habitantes, mas é como se fosse uma aldeia." 

Rodrigo Areias, entrevista de Manuel Halpern, in Jornal de Letras, Julho 2020.  

Ontem, escrito numa parede da cidade

Um dia destes zango-me com os plátanos

terça-feira, 30 de junho de 2020

"As Charlas Quotidianas do Doutor Mara" no You Tube


Tiago Vouga (Doutor Mara) e Aurora Ribeiro (Jornalista)
            Desconhecia a existência deste vídeo na plataforma do You tube, realizado pelo Rui Dowling. Trata-se de uma gravação de uma sessão de “As Charlas Quotidianas do Doutor Mara”, levada ao palco faialense no início do verão de 2015. Foi uma das quatro sessões que mostrámos ao público da Ilha do Faial, na Biblioteca Municipal da Horta, que nos concedeu a possibilidade destas representações no seu auditório ao ar livre.
O texto teatral oscila entre o dramático e o cómico e tem como principal ideia colocar em palco as contradições dos diálogos entre uma jornalista e um improvável "cientista social", jogar sobre que é público e o privado, ambicionando alcançar uma verdade possível e ainda caricaturar factos ampliados pelos meios de comunicação social e as redes sociais. Servimo-nos, por isso, deste Doutor Mara, habitual frequentador de tugúrios inimagináveis, que vai desde a discoteca, jardins público, tascas e afins e que, aproveitando-se do seu estatuto de figura pública sem mácula,  irá dialogar e dissertar com o "grande público" sobre a vida e o mundo, nem sempre um lugar bem frequentado.
As representações dos papéis estiveram a cargo de Tiago Vouga (Doutor Mara) e de Aurora Ribeiro (Jornalista) que, assim, interpretaram os capítulos “Ginecomagia”, “Tarantoterapia” e “Enomátria”, ao longo de 26 minutos. Deste modo, quem quiser ver ou rever, fica aqui a respetiva ligação:https://www.youtube.com/watch?v=0m_9pwmHtqc&t=12s

segunda-feira, 29 de junho de 2020

"Tenho Tantas Saudades" de Francisco de Lacerda

Tenho tantas saudades
Tenho tantas saudades
Como folhas tem o trigo,
Não as conto a ninguém,
Todas consumo comigo.

Tenho tantas saudades
Como areias tem o mar,
Tantas, tantas, noite e dia,
Que não as posso contar.