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| Cartaz de Raquel Vila |
sábado, 11 de abril de 2015
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Dois poemas de Gina Ávila Macedo
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Ver Estranhas Formas a Pensar – sobre a escultura e os desenhos de Agnes Juten
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| Fotografias: (www.agnesjuten.com) |
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| "Suporte"Agnes Juten (2015) |
domingo, 5 de abril de 2015
Na Forasteira Ausência de um Poema
sexta-feira, 3 de abril de 2015
quinta-feira, 2 de abril de 2015
"O Céu que nos Protege" de Paul Bowles
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| O escritor Paul Bowles |
"Na
mesa do canto mais escuro estavam sentados três americanos: dois homens novos e
uma rapariga. Conversavam tranquilamente, e com modos de gente que tem todo o
tempo do mundo para tudo. Um dos homens magro, de rosto ligeiramente crispado e
ansioso, dobrava um dos grandes mapas multicolores que estendera pouco antes
sobre a mesa. A sua mulher observava os movimentos meticulosos que ele fazia,
com gozo e exasperação, os mapas aborreciam-na, e ele estava sempre a
consultá-los. Mesmo durante os breves períodos de estabilidade das suas vidas,
e que raros tinham sido desde o casamento doze anos antes, bastava que ele
visse um mapa para estudá-lo apaixonadamente e se metesse, quase sempre, a
planear qualquer nova viagem impossível, mas que eventualmente podia tornar-se
realidade. Não se considerava um turista; era sim um viajante. A diferença
reside em parte no tempo, explicava. Enquanto o turista geralmente está com
pressa de voltar a casa ao fim de algumas semanas ou meses, o viajante, não
pertencendo mais a um lugar do que a outro, move-se lentamente, ao longo de
anos, de um lugar da terra para outro. Na verdade, era-lhe difícil afirmar,
entre tantos lugares onde vivera, em qual deles se sentira mais em casa. Antes
da guerra fora a Europa e o Próximo Oriente, durante a guerra as Índias
Ocidentais e a América do Sul. E ela acompanhara-o, sem repetir demasiadas
vezes ou demasiado amargamente as suas queixas. Nesta altura tinham atravessado
o atlântico pela primeira vez desde 1939, com muita bagagem e a intenção de se
manterem afastados todos o mais possível dos lugares de guerra. E assim fora,
porque, pretendia ele, outra diferença importante entre o turista e o viajante
é que o primeiro aceita a sua própria civilização sem questioná-la, enquanto o
viajante, ao compará-la com outras civilizações, rejeita aquilo que não gosta.
E a guerra era um aspecto da era mecânica que queria esquecer."
Talassoterapia
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Missiva do Primeiro de Abril de Janeiro Alves
Da Voz das Coisas
terça-feira, 31 de março de 2015
Leituras em Voz Alta
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| (design de Raquel Vila) |
segunda-feira, 30 de março de 2015
Ilha de Sam Nunca
| daqui:www.culturacores.azores |
(Meu rumo-aonde fosse Perdoar),
mas achei-me sem leme, à revelia
da lua de rezar.
Tremi de naufragar nesta verdade pobre,
e, entre vidas passando como raios,
contentei-me de ser o que descobre
sonhos-avós com piratas malaios.
Cheguei, por fim. Mal desperto da viagem,
acendi o cachimbo e empunhei a lira,
para compor um canto à minha imagem.
Entretanto, a praia fugira.
in A Ilha de Sam Nunca, Atlantismo e Insularidade na poesia de António de Sousa, organização da Antologia de Natália Correia.





