quarta-feira, 11 de julho de 2018

Bells de Lhasa De Sela

Bells are ringing
All through the drowned town
In the empty streets
And a hundred miles around

Bells are ringing
Birds are flying upside down
My heart has been lost for too long

Bells are ringing
Ships will be leaving
This was my home
Nothing's moving, nothing is breathing

Bells are ringing
Ringing me from sleep
My sleep was not restful
But my dreaming was deep

Bells are ringing
And we both know
There's nothing left to do
But walk out there and go

You could lean your head down
And rest it on my knee
You could tell me a story
That does not end this way

terça-feira, 10 de julho de 2018

Walk and Talk: Segunda Semana

Luís Ferreira, organizador do Festival Bons Sons, aquando da sua presença no seminário “Periférica – Brainstorming Art”, há dois anos, organizada pela Anda &Fala-Associação Cultural, comentou que as razões que estavam por detrás dum festival como o “Bons Sons” é “o envolver uma pequena comunidade, dessacralizar a cultura, e fazer com que esta seja alavanca e motor de desenvolvimento económico e humano!”. O Festival Walk and Talk já vai no oitavo ano de actividade e entra agora na segunda semana de apresentações públicas. Nesta semana que passou foi possível fruir e usufruir de bens culturais: exposições de fotografia, performances, filmes, dança, intervenções públicas, teatro ou pinturas murais. O mote foi dado com a peça “Cortado por Todos os Lados, Aberto por Todos os Cantos”, direcção geral de Gustavo Ciríaco, que contou com o núcleo duro: Tiago Barbosa, Sara Zita Correia, Rodigo Andreolli, Ana Trincão e ainda um grupo alargado de voluntários/atores a viver em São Miguel. A seguir, assistiu-se à peça “Antes”, de Pedro Penim, no Teatro Micaelense. Digno de registo e interesse superlativo foi o espectáculo “Romance”, da coreógrafa e bailarina Lígia Soares, apresentado na Galeria Arco 8 e, em que durante uma hora, o público fruiu e participou desse momento teatral intenso e envolvente. Alguns dias depois, no domingo à noite e na estrutura de madeira que é a sede da edição deste ano do Walk & Talk, por sinal, muito bem pensada pela Mezzo Atelier, o público juntou-se em palco para assistir à performance dos três bailarinos, enquanto ia cantando em coro os seguintes versos deste “Cuore”: “Apesar de ti eu amo-te, gosto de ti por enquanto, o meu coração é um órgão, o teu também, te garanto”. A distribuição de água no início, afinal, tinha razão de ser. No dia anterior tinha havido sala cheia e aplausos para “E Tu de Quem és?", com os actores Lúcia Moniz e Miguel Damião, com texto de Alexandre Borges e Nuno Costa Santos, no palco do Teatro Micaelense. E…assim vive Ponta Delgada no meio do Atlântico com o Walk and Talk  mais o seu festival de arte urbana.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Mar

I

De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Poesia I

sexta-feira, 6 de julho de 2018

FALTA: sob o signo da FALHA



            F A L T A é uma fanzine que foi editada nos Açores no início de Junho, em Ponta Delgada, e que reuniu contributos literários e artísticos sob o tema da falta, tendo esta edição sido realizada maioritariamente em serigrafia. Este número de abertura está quase esgotado, pois há apenas quatro exemplares (foram feitos 149) que se encontram na Galeria Brui, rua d´Agoa, 46. O número um da F A L T A terá como tema a Falha, pretendendo assim criar em cada edição um novo objecto.

Ontem escrito numa parede da cidade

Quando as pessoas nos deixam de ouvir é muito triste

"Cortado por todos os Lados, Aberto por todos os Cantos" de Gustavo Círiaco

Fotografia de Fernando Resendes

            Faz agora uma semana que fui voluntário/actor no espetáculo “Cortado por todos os Lados, Aberto por todos os Cantos”, inserido na edição deste ano do Walk and Talk. Rezava assim o texto de apresentação: “Uma performance itinerante, a peça toma o teatro como uma escultura expandida, onde o lugar a partir do qual o espectador é posicionado, constrói-lhe a apreciação e imaginação”, que contou com a direcção geral de Gustavo Ciríaco. Os ensaios culminaram com duas apresentações deste trabalho nos dias 29 e 30 de Junho no Teatro Micaelense. Depois de uma semana intensa de ensaios e preparação só tenho a agradecer à equipa do"Cortado" (Tiago Barbosa, Sara Zita Correia, Rodigo, Andreolli, Ana Trincão) o cuidado, disponibilidade e dedicação na concretização deste projecto.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Mare: Gianni Berengo Gardin


               Labutávamos nas Oficinas de São Miguel no número inicial da fanzine FALTA quando a certo momento nos deparamos com uma mala cheia de revistas da publicação alemã intitulada Mare. Entre elas o número 18 - uma edição dedicada a Veneza.  Ao folhear o referido número dedicado à cidade italiana de Veneza, “cidade estrangeira, cidade familiar”, constatamos a existência de um portefólio a preto e branco do fotógrafo Gianni Berengo Gardin. Até essa altura não o conhecíamos e perguntámo-nos quem seria? Conhecido mundialmente por ser o fotógrafo de Veneza, apesar de ter nascido na Ligúria por acaso, aí os seus pais se encontravam de férias aquando do nascimento.
                  Berengo Gardin conta hoje com 88 anos de idade e uma experiência de vida mais do que interessante. Nesta galeria nas páginas da Mare estão registos fotográficos das construções venezianas sobre o mar, as gôndolas que varrem a paisagem líquida desta cidade italiana, o Vaporetto com gente de todas as classes, os jovens clérigos passeiam pelas avenidas, outros jovens reunidos na praia do Lido  a ouvir música desde uma grafonola...tudo isto envolvido num texto a necessitar de tradutor. Demorou pouco tempo até procuramos a origem e história deste fotógrafo - agora sabemos ter dedicado um livro a esta cidade “Veneza e le Grande Navi”.  Estamos fascinados com as imagens de Berengo Gardin e por isso gostaríamos que independente da forma, a haver o próximo número 1 da FALTA, que este estivesse presente.