quarta-feira, 15 de maio de 2013

Antologia de Autores Açorianos Contemporâneos

      “A ilha poderá ser, antes de mais, esse espaço de estar (e “estar” é muito mais verbo para ilhéu do que “viver”, escreveu Nemésio) e onde se assiste ao fluir do tempo dissolvendo contornos e arestas. Espaço demasiado próximo o corpo, dorido e doloroso também, confrangedor e paradoxal nos horizontes ilimitados que deixa antever sem realizar, daí o confronto que na escrita se encena entre o efémero, a finitude da ilha e o Absoluto como miragem do desejo, daí também esse jogo entre o perto e o longe, o concreto e o inatingível, que em Rui Duarte Rodrigues, por exemplo, deixa o inevitável rasto de uma subtil melancolia.”

Urbano Bettencourt in “Dos Açores e da sua literatura: errância e permanência”, pp.64-70, Lisboa, edições Salamandra, col. Garajau, 1999). 

O Fazendo apresenta-se na Ilha Terceira


O boletim cultural FAZENDO(https://issuu.com/fazendofazendo)apresenta-se ao público de Angra do Heroísmo no dia 18, na Casa do Sal, pelas 21h30, dando assim a conhecer aos leitores o número 85, no seu quinto ano de existência. A sessão, para além do lançamento da edição de Maio, conta com as apresentações musicais de Paulo Cunha, André Narval e Nuno Sardinha, uma exibição de vídeos do Experimentar Na M´incomoda, da autoria de Aurora Ribeiro, uma exposição de capas desta publicação e ainda a apresentação do primeiro fanzine de poesia do Colectivo Poetas do Sal intitulado “Em Maio Florimos Melancolia, letras e desenhos d´Angra Líquida”. Diga-se que o "Fazendo" deve muito da sua existência à vontade, empenho e dedicação dos seus colaboradores e, essencialmente, ao seu núcleo directivo. Este número oitenta e cinco é totalmente dedicado à Ilha Terceira, uma edição repleta de artigos, desenhos e ilustrações sobre a vida cultural terceirense, o que torna o Fazendo cada vez mais insular e plural.