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| Margarida Benevides e Joana Matos (Fotografia Carlos Olyveira) |
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
"In God We Trust"
Os portugueses de New Bedford
ainda moram na ilha
E transportam a candura própria
de quem respira o ar de São Miguel
Diferem dos outros credos, mesmo dos cristãos,
pois tem uma relação menos materialista
com o "american dream".
Quando olham as notas verdinhas do Tio Sam,
chamam-lhe uma dólar
com a ternura de quem faz amor
com uma couve tronchuda
depois das geadas de Janeiro (tão tenrinha).
Miguel Mansilha
ainda moram na ilha
E transportam a candura própria
de quem respira o ar de São Miguel
Diferem dos outros credos, mesmo dos cristãos,
pois tem uma relação menos materialista
com o "american dream".
Quando olham as notas verdinhas do Tio Sam,
chamam-lhe uma dólar
com a ternura de quem faz amor
com uma couve tronchuda
depois das geadas de Janeiro (tão tenrinha).
Miguel Mansilha
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
domingo, 5 de fevereiro de 2017
Bergman no Inverno Açoriano
"(...)When people think of Sweden
I think they have the wrong idea
like Cliff Richards who thought it was just
porn and gonorrhea
And Lou Reed said in the film
"Blue in the face"
that compared to New York City
Sweden was a scary place"
Jens Lekman in "Swedish Winter".
“Bergman Invadido” foi exibido na noite de ontem na cidade
de Ponta Delgada, no Teatro Micaelense. 107 minutos com Martin Scorsese, Thomas Vitenberg, Woody Allen, Isabella Rossellini, Michael
Haneke, Lars Von Trier, Wes Anderson, Alejandro González Iñárritu, entre
outros, a falar sobre Ingmar Bergman. O sueco que escrevia compulsivamente para
teatro e cinema. Ou ainda o realizador que tinha uma casa na ilha de Fårö e que via
três filmes por dia. Pena a legendagem, mas foi de puro cinema a noite de
inverno de ontem.
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Duma Ilha
"Dorme-se numa furna para ver amanhã o nascer do sol.Quem quer, dorme às estrelas.Vamos...o que eu procuro, pela última vez na minha vida, não é o panorama - é a exaltação da vida livre."
Raul Brandão in As Ilhas Desconhecidas, 1924.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
domingo, 15 de janeiro de 2017
Ânsia de Ser
revolvo-me em ânsias de vir a ser alguma coisa pra cá dos cérebros parvamente adormecidos em não querer ser vácuo vontade e ainda pra cá dos espíritos grandemente iluminados em redenção apoteótica do século vinte.
pirâmides-Nada esfíngicas e espumantes são hoje para mim pesadelo constante acordar tarde invadido em vago receio espectral e histérico de não triunfar de não vir a ser aquilo onde se resume toda a minha ânsia todo o trabalho positivo do meu ser lúcido que vive agora pra cá do outro romanticismo-parvo falta vontade de ser morto felizmente na minha vida.
no dens´umbroso deserto de desilusões com ventos alíseos de Tédio com dunas de desespero e caravanas de desiludidos achei um oásis de luz minh ´alma esguiando-se para o infinito lambem-me as faces contraídas em rictus féericos de terror enroscando-se por mim arquejante de ânsias com ondulações voluptuosas de sereias as labaredas de todos os incêndios há séculos pra dentro da história e acesos hoje à minha louca imaginação absurda e ansiosa no rodopiar dos meus pensamentos em velocidade genial muito maior que a da hélice de qualquer aeroplano muitíssimo maior que qualquer velocidade positiva existente no estado actual civilização incompleta do mundo dos grandes inventos infinitamente pequenos à vista dos que falta inventar tantos e tão grande que o nosso pensamento não atinge dado o limite parvo balisa de ferro que o restringe em opacidade banal. "
Almada Negreiros, Poesia Futurista Portuguesa (Faro 1916-1917), Selecção e Prefácio de Nuno Júdice.
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