Países inteiros cheios de gás por baixo!
quarta-feira, 23 de novembro de 2022
terça-feira, 22 de novembro de 2022
Terça-Feira
Não tragas
o aroma
dessa rota azul
hoje é terça-feira
e eu tenho
as pernas ocupadas
com o outono
de outra rua
menos morta
Hoje é terça-feira
mas não sei
ouvir outra zoada
se não os teus
sapatos brancos
repletos de noite
a descer
a escada do meu
corredor esquecido.
o aroma
dessa rota azul
e eu tenho
as pernas ocupadas
com o outono
de outra rua
menos morta
mas não sei
ouvir outra zoada
se não os teus
sapatos brancos
repletos de noite
a descer
a escada do meu
corredor esquecido.
domingo, 20 de novembro de 2022
Público: Primeira Página
Sábado: "O `mundo à parte´ dos trilhos e das fajãs de São Jorge"
Domingo "Ponta Delgada quer ser uma democracia cultural"
Domingo "Ponta Delgada quer ser uma democracia cultural"
in Jornal Público.
quinta-feira, 17 de novembro de 2022
Um Poema de Miguel Martins
A vida é impossível, não importa
o Vicks Vaporub, o que nos fazem
ou o que nós fazemos, se ou quando.
Desde que o primeiro homem se lembrou
de que não era cão, ficámos condenados
a saltérios e musas e juros com fermento,
à sina de gravatas e aprestos.
Que mal tinha ser cão, além do bem
de comer carne crua e cheirar cus
e vaguear pelas estações do mundo?
Mas não: havia que salgar a focinheira
do porco, pôr rosmaninho nas virilhas
e inventar a cadeira rotativa,
moribundelirar amores obtusos
e de tudo intentar a mais-valia,
composta e previdente e pequenina.
o Vicks Vaporub, o que nos fazem
ou o que nós fazemos, se ou quando.
Desde que o primeiro homem se lembrou
de que não era cão, ficámos condenados
a saltérios e musas e juros com fermento,
à sina de gravatas e aprestos.
Que mal tinha ser cão, além do bem
de comer carne crua e cheirar cus
e vaguear pelas estações do mundo?
Mas não: havia que salgar a focinheira
do porco, pôr rosmaninho nas virilhas
e inventar a cadeira rotativa,
moribundelirar amores obtusos
e de tudo intentar a mais-valia,
composta e previdente e pequenina.
Ora acontece que, seja dia ou noite,
só me apetece ladrar à maresia.
só me apetece ladrar à maresia.
in "Do Lado de Fora - Dispersos escolhidos-1995-2017"-edições Abysmo.
sexta-feira, 11 de novembro de 2022
domingo, 6 de novembro de 2022
sexta-feira, 4 de novembro de 2022
segunda-feira, 24 de outubro de 2022
quinta-feira, 13 de outubro de 2022
"No País de Alice" de Rui Simões
No País de Alice é um bonito filme! E, ultimamente, não abundam filmes bonitos! É um filme para todos aqueles que ainda gostam muito de Portugal, uma declaração de amor a este país antigo com séculos de história, um cartão postal apaixonado em forma de poema visual para um país que não desiste das suas raízes, que não renega, mas, sim, exalta a valorização do seu território periférico e que, por sinal, ainda não vacilou completamente perante uma globalização que tudo oblitera, uniformiza e condena ao desaparecimento.
Neste documentário de quase duas horas, o
realizador socorre-se da sua filha para mostrar este bonito país que se recusa a desaparecer. Para dar conta desse testemunho, Rui Simões viajou com Alice para lhe mostrar
uma paisagem rica e variada, que vai dos Açores a Pitões das Júnias, passa pelo Soajo,
Aveiro, Idanha-a-Nova e Belgais, para depois se encerrar em Lisboa, por motivos
do pesadelo inicial da pandemia da Covid-19. Mas nem só de história e tradição
vive este “No País de Alice” –
essencialmente na força das filarmónicas e dos caretos – já que também arrisca com os nómadas digitais que se
afastam dos grandes centros para viver junto da natureza ou a ideia do guardião
do tejo que usa as redes para denunciar a poluição, para lá da galeria de
imagens e de afetos do fotógrafo Álvaro Rosendo, ainda a escola de música de
Belgais, pela mão de Maria João Pires, que nos traz a arte de viver. E, por
falar em música, nada mais imprevisto e entusiasmante do que seguir estas
imagens acompanhadas pela sonoridade dos Dead Combo, na guitarra mítico-mágica
de Tó Trips, para além do desfecho desesperante e sombrio pela voz de Nick Cave.
Última nota para aludir que o filme foi
exibido em antestreia nacional na sala 2 do Teatro Ribeiragrandense, e que, ainda
dentro deste ciclo de documentários promovidos pelo Clube de Cinema local, exibirá já esta sexta-feira, outro belo e
instigante documentário intitulado - “Les Açores de Madredeus”, de Rob Rombout que, à semelhança de Rui Simões, também ele, estará presente para falar com o
público açoriano.
terça-feira, 11 de outubro de 2022
“Les Açores de Madredeus”, de Rob Rombout, no Ribeiragrandense
Esta obra cinematográfica, rodada
no arquipélago açoriano, documenta as origens e o percurso da banda portuguesa
mais internacional de sempre - os Madredeus. Ao longo de quarenta minutos
acompanhamos a paisagem açoriana e os seus lugares emblemáticos, povoados por
uma banda sonora por nós reconhecível.
A sessão contará ainda com a
presença do documentarista Rob Rombout, nascido em Amesterdão, em 1953,
professor e habitante da cidade belga de Bruxelas, desde 1975. O realizador de filmes documentais, há mais
de três décadas, é também professor na St. Lukas, escola de cinema e arte de
Bruxelas (LUCA). Este já realizou mais de trinta documentários, sendo que
grande maioria dos seus documentários já foi exibida nos canais televisivos e
salas de cinema de todo o mundo.
terça-feira, 4 de outubro de 2022
sábado, 1 de outubro de 2022
quinta-feira, 22 de setembro de 2022
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