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| Fotografia: Eduardo Brito |
segunda-feira, 20 de junho de 2016
sexta-feira, 17 de junho de 2016
quinta-feira, 16 de junho de 2016
terça-feira, 14 de junho de 2016
O móbil do texto...
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| À conversa com Miguel Carvalho (Rascunhos) |
“Sala de Embarque” parte da ideia de instabilidade,
um motivo de desconforto que se instalou num alargado corpo/célula,
estendendo-se como um vírus generalizado de partida, alastrando a sua
mobilidade um pouco por todo o lado. Ao fundo do túnel não surge qualquer
solução, somente uma porta de saída imaginária, um feixe de janela por
espreitar, um hipotético local de embarque. Um ensejo e desejo de viagem.
Consumada a mudança de espaço físico e de abalada obrigatória para outro lugar num desespero feito imposição, eis a impossibilidade de permanecer e
experienciar um modo de vida já conhecido. Resta afirmar a aventura e paixão
pelo desconhecido, tornando a existência propícia para a aprendizagem e o
sonho.
Sala de Embarque (O Texto)
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| À conversa com Miguel Carvalho (Rascunhos) |
Recorde-se que este texto teatral começou a ser escrito em Dezembro do ano passado, tendo sido interrompido recentemente para dar lugar ao monólogo “Podemos Controlar o que os Outros Pensam de Nós?”. Neste processo estão desde já envolvidos os intervenientes João Malaquias, Bruno Gaudêncio, Margarida Benevides e Liliana Janeiro. A composição sonora do espectáculo estará a cargo de Pedro Gaspar e os cenários e desenho de palco sob a orientação de Miguel Carvalho. Este trabalho é uma co-produção entre o Teatro Paupérrimo com a Galeria Arco 8.
segunda-feira, 13 de junho de 2016
As Trevas da Tua Dor
E também te
podem dizer
sê servil na
pátria dos outros
pois a tua
terra deixou-te nascer
somente para
a fome ou para que vivas
no chiqueiro
de um porco. Emigra e
volta da
pátria dos outros
sem palavras,
mas carregado de coisas
se, acaso
tiveres sorte, isto é,
se fores
suficientemente servil.
Podes depois
voltar
com alma de
alugel
abandonada que
foi a tua terra
para te
sujeitares ao trabalho que
te envergonharias
de fazer. E quando
regressares –
julgando que
regressar é
verbo que se conjuga -, vais
julgar-te um
herói, qualquer coisa,
só porque
andas com máquina de vídeo
choldreando por
todo o lado. Isto é
também a tua
pátria, a tua vida. E
não há cão
que
uive às
trevas da tua dor.
João Miguel Fernandes Jorge, in Antologia Açoriana, edição da Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada, 2011.
quinta-feira, 9 de junho de 2016
quarta-feira, 8 de junho de 2016
terça-feira, 7 de junho de 2016
domingo, 5 de junho de 2016
Do Populismo
"Populismo" já não designa nada da ordem da constituição e legitimação de um corpo político ou dos métodos de governação, já que o seu sentido está inteiramente do lado dos meios de comunicação, do regime mediático; não tem nada a ver com o povo, mas apenas com espectadores."
António Guerreiro, Ípslon, Sexta-feira, 27 de Maio de 2016,
sábado, 4 de junho de 2016
Sobre o Monólogo...
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| "Podemos Controlar o que os Outros Pensam de Nós?" com o actor João Malaquias. |
Este texto
foi sendo escrito, reescrito, ao longo do tempo. A sua génese, bem como a sua
elaboração, está associada a uma circunstância especial, sobretudo a uma tirada
de um amigo que se interrogava sobre essa possibilidade de controle, esse exame
permanente que fazemos sobre aquilo que os outros podem pensar sobre nós. A indagação
activa e vigilância permanente das nossas acções e sobre o que fazemos, uma
atenção constante ao que os outros podem ou não pensar. É neste nosso
comportamento que encontramos motivo para inibições ou acções nem sempre consentâneas
com as nossas reais intenções.
A partir daqui o texto foi-se tornando esclarecedor no sentido de criar um momento de introspecção, uma celebração de um aniversário e a exaltação de um registo dialógico virtual que criasse um uma reflexão intima e consciente sobre a existência e a passagem do tempo.”
A partir daqui o texto foi-se tornando esclarecedor no sentido de criar um momento de introspecção, uma celebração de um aniversário e a exaltação de um registo dialógico virtual que criasse um uma reflexão intima e consciente sobre a existência e a passagem do tempo.”
Cafés: Ágoras Modernas.
“Os cafés são a versão moderna da ágora grega. Locais onde se misturam trabalho e lazer, onde nos entregamos a certas rotinas, a certa preguiça, a certa reflexão, e onde podemos ler, discutir e depois escrever. Isto nem sempre existe nas cidades de hoje, com o ritmo de hoje.”
Claudio Magris, Ípslon
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