quarta-feira, 9 de março de 2022
Do Amor
terça-feira, 8 de março de 2022
Sonia Delaunay: O Sol do Século!
Sonia Delaunay, com o nome de baptismo Sarah Stern, era natural de Gradizhsk, na Ucrânia. Foi pintora, figurinista, designer e tinha trinta anos quando chegou a Vila do Conde, para viver entre 1915 e 1917, e, assim, escapar à primeira grande guerra. Esta habitou na cidade costeira portuguesa com o seu marido, Robert Delaunay, e o seu filho, Charles Delaunay, este último viria a tornar-se uma figura de proa do jazz francês e do seu Hot Club de France.
Da Vibração de uma Cidade...
Há anos que uso a mesma frase quando me abasteço de jornais e revistas, sobretudo ao fim-de-semana ou em férias: "Se a imprensa acabar, a culpa não foi minha". Bem sei que dizer "imprensa" é limitativo, que há imprensa não-escrita, jornais digitais. Bem sei. Mas eu pertenço à última geração para quem comprar jornais em papel, e ler jornais, ficar a ler os jornais durante um bom tempo, é uma evidência e uma necessidade. Ler jornais, para mim, é uma actividade urbana, indestrinçável dos cafés e esplanadas, dos encontros e das conversas, do bulício, da vibração de uma cidade."
Pedro Mexia in Quiosques, Revista Expressso, 4 de Março de 2022.
Os FIlhos da Madrugada: Constança Freire e Sousa
"Votar pela primeira vez foi maravilhoso! A sensação era a de que agora era crescida e tinha uma responsabilidade. Como qualquer forma de liberdade, seja de expressão ou outra, vem um sentido de responsabilidade. Faço a minha minicampanha nas minhas minirredes sociais, que têm um impacto ridículo (são os meus amigos e são pessoas que estão espalhadas pelo mundo). Empenho-me. Apelando ao voto. Não é um direito, votar é um dever. Custou tanto a ganhar. Foi tão difícil chegarmos ao ponto ao qual chegámos, desde a ditadura e o 25 de Abril...Até o facto de eu ser mulher, não ser a cabeça do casal, ou a cabeça de uma família..."
in OS Filhos da Madrugada, Anabela Mota Ribeiro, Temas e Debates e Círculo de Leitores, Novembro de 2021.
segunda-feira, 7 de março de 2022
"Nirvana" de Antero de Quental
Sem amor, sem anseios, sem carinhos,
Livre de angústias e felicidades,
Deixando pelo chão rosas e espinhos;
Poder andar por todos os caminhos;
Indiferente ao bem e às falsidades,
Confundindo chacais e passarinhos;
Tudo que em torno se vê, nela espalhado;
A vida olhar como através de um sonho;
Onde agora me encontro - é ter chegado
Aos extremos da Paz e da Ventura!
sábado, 5 de março de 2022
quinta-feira, 3 de março de 2022
"Viagem" de Mia Couto
na boca da água
me vai trocando entre o céu e mar,
o azul de outro azul,
enquanto
na funda transparência
sinto a vertigem
da minha própria origem
e nem sequer já sei
que olhos são os meus
e em que água
se naufraga minha alma
o mar inteiro
me entraria pelos olhos
quarta-feira, 2 de março de 2022
terça-feira, 1 de março de 2022
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
Lembrar os Versos de Jorge de Sena
vale mais que uma vida ou a alegria de tê-la.
sábado, 26 de fevereiro de 2022
"A Água Corre para o Mar" em Exposição
Aí está, nas paredes do Centro de Artes Contemporâneas - Arquipélago, o produto final dos trabalhos das turmas do 2ºciclo da Escola Básica Integrada da Maia e da Escola Rui Galvão de Carvalho com o título "A Água Corre para o Mar". O convite surgiu há dois anos, quando sob o signo da criatividade, a Cresaçor e o Museu Carlos Machado decidiram explorar o património inerente à Maia e de Rabo de Peixe convidando as respetivas escolas. Acresce a tudo isso, a colaboração do Plano Nacional das Arte e o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, que perspectivaram e refletiram esta afinidade comum. Por último, surge Cláudia Varejão que acompanhou o projecto, enquanto artista residente, agregando professores e alunos, exponenciando esse único desiderato. O resultado pode ser visto a qualquer hora da semana em que o espaço se encontre aberto e, com toda a confiança, vale bem a pena!